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Violência doméstica

Advogado Gabriel Taques é preso por violência doméstica e psicológica em Cuiabá

O advogado Gabriel Thomaz de Arruda Taques foi preso em flagrante em Cuiabá acusado de lesão corporal e violência psicológica contra a ex-namorada. O caso, iniciado por ele como uma denúncia de dano patrimonial, revelou um histórico de abusos e resultou na negativa de fiança pela Polícia Civil.

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O advogado Gabriel Thomaz de Arruda Taques teve a prisão em flagrante ratificada e a fiança negada pela Polícia Civil em Cuiabá, após denúncias de violência psicológica e lesão corporal contra a ex-namorada.

G.T. de A. T. acionou a Polícia Militar alegando danos em seu apartamento, mas acabou detido após a ex-namorada revelar histórico de abusos psicológicos e agressão física; defesa nega e alega perseguição.

Uma ocorrência que começou como um chamado de dano patrimonial terminou com a prisão em flagrante do advogado e assessor parlamentar G.T. de A. T., de 29 anos. Na tarde de quarta-feira (28), no bairro Residencial Paiaguás, em Cuiabá, o jurista foi detido acusado de lesão corporal, ameaça e violência psicológica contra sua ex-namorada, T.P.P.C., de 28 anos. A delegada plantonista negou a fiança, citando a gravidade cumulativa dos delitos.

O caso expõe a complexidade das dinâmicas de violência doméstica, onde a disputa por bens ou território muitas vezes mascara um ciclo de controle e agressão.

A dinâmica do conflito

Segundo os autos do Auto de Prisão em Flagrante (APFD), a Polícia Militar foi acionada pelo próprio advogado. Gabriel relatou que sua ex-namorada, inconformada com o término, havia invadido seu apartamento e estaria “danificando os móveis”.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram um cenário caótico: porta arrombada, televisor danificado e vidros quebrados. No entanto, o que parecia um caso de vandalismo mudou de figura quando a guarnição ouviu a outra parte.

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T.P.P.C. relatou que, horas antes, houve uma discussão onde G.T. de A. T. teria tentado expulsá-la de casa. Durante o conflito, ela afirmou que “foi agredida por ele, o qual lhe apertou o braço esquerdo, fazendo com que ela, ao tentar se desvencilhar, batesse o seu cotovelo esquerdo na porta”.

A materialidade da agressão física foi corroborada preliminarmente. O documento policial registra que “a senhora [T.] foi apresentada com a lesão supramencionada. Já o senhor G.T. de A. T. não apresentava lesões”.

O ciclo de violência psicológica

Mais do que o confronto físico, o depoimento da vítima descreve um padrão de manipulação emocional e controle, tipificado como violência psicológica (Art. 147-B do Código Penal).

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Em seu termo de declaração, a vítima detalhou que o advogado trocou a fechadura do apartamento sem aviso prévio, impedindo seu acesso a bens pessoais, apesar de ela afirmar que “conviveu com o suspeito maritalmente” e que possuía “roupas, maquiagem, documentos e até a motocicleta” no imóvel.

A vítima descreveu à Polícia Civil um relacionamento marcado por idas e vindas, tratamento psiquiátrico e ameaças de abandono usadas como ferramenta de controle. Segundo ela, Gabriel “visivelmente brinca com os sentimentos da vítima, causando uma destruição moral, física e psicológica”.

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No interrogatório, G.T. de A. T. apresentou uma versão diametralmente oposta. O advogado negou a união estável, classificando a relação apenas como namoro, e refutou as agressões. Sobre as marcas na vítima, foi taxativo ao negar: “perguntado se segurou o braço da vítima, onde ocorreu a lesão, o interrogando nega”. Ele sustentou que as discussões eram “fúteis” e motivadas por ciúmes ou “jogos de computador”.

Antecedentes criminais e reincidência

A decisão da Polícia Civil de ratificar a prisão, e não tratar o caso apenas como uma briga de casal, foi fundamentada no histórico pregresso do suspeito. A pesquisa criminal anexada aos autos revela que este não é o primeiro episódio envolvendo o advogado e a Lei Maria da Penha.

Existe um Boletim de Ocorrência anterior, datado de 10 de junho de 2025 (BO 2025.185311), onde G.T. de A. T. já figurava como suspeito de “causar dano emocional à mulher” (Art. 147-B).

A reiteração de conduta pesou na decisão da autoridade policial. No despacho que determinou a prisão, a delegada Divina Aparecida Vieira Martins da Silva destacou que “não é a primeira vez que tais fatos acontecem, e a vítima se encontra tomando medicação, instável”.

A decisão: prisão mantida

Apesar de ser advogado e ter prerrogativas profissionais, a gravidade dos fatos — somando lesão corporal, ameaça e violência psicológica — levou a delegada a negar a liberdade provisória na fase policial.

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No despacho final, a autoridade determinou a lavratura do auto “SEM A CONCESSÃO DE FIANÇA”, encaminhando G.T. de A. T. para a audiência de custódia. O documento enfatiza a necessidade de proteger a integridade física e psíquica da vítima, que solicitou medidas protetivas de urgência e o “botão do pânico”.

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Até o fechamento desta matéria, a defesa de G.T. de A. T., acompanhada por um representante da OAB/MT durante o interrogatório, afirmou que apresentará “todos os detalhes em juízo” e que possui provas contra a vítima.

O outro lado

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Diante das notícias veiculadas recentemente, faz-se necessário esclarecer que os fatos divulgados até o momento refletem apenas uma das versões do ocorrido.

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Segundo a versão do investigado, o relacionamento havia sido encerrado por iniciativa dele, término este que não teria sido aceito pela ex-namorada. Após o fim da relação, teriam ocorrido episódios de desentendimento, ocasião em que, conforme relatado, o apartamento do investigado foi destruído, bem como seus pertences pessoais.

O investigado afirma, ainda, que não praticou qualquer agressão física, tendo inclusive reunido documentos, mensagens e registros que demonstrariam ameaças anteriores, incluindo ameaça de morte e de incêndio do imóvel, elementos que já estão sendo apresentados às autoridades competentes para apuração.

Ressalta-se que o caso encontra-se sob análise do Poder Judiciário, devendo prevalecer o princípio da presunção de inocência e o respeito ao devido processo legal, com a apuração cuidadosa de todas as versões e provas.

A defesa confia que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso da investigação, com responsabilidade, equilíbrio e justiça.

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Lucas do Rio Verde

5ª Festa do Milho consolida tradição cultural e reúne grande público em Lucas do Rio Verde

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Caminhando para se tornar uma das maiores festas do estado, a 5ª Festa do Milho de Lucas do Rio Verde confirmou sua força cultural ao transformar, neste sábado (9), a rotatória do Paço Municipal em um grande palco de encontros, sabores e música, celebrando um dos grãos mais importantes do agronegócio mato-grossense.

De acordo com a Guarda Civil Municipal, aproximadamente 12 mil pessoas passaram pela primeira noite da festa.

“O milho é uma das grandes riquezas de Lucas do Rio Verde, faz parte da nossa história e da nossa economia. E a Festa do Milho vem justamente para celebrar isso. É muito bom ver como a população abraçou esse evento, que é preparado com tanto carinho, para oferecer o melhor da gastronomia e shows de qualidade para toda a família luverdense”, destacou o prefeito Miguel Vaz.

“É com grande alegria que realizamos a 5ª edição da Festa do Milho, um evento que celebra a força da cultura luverdense, do produtor, dos empreendedores e de todos que contribuem para transformar essa festa grandiosa em realidade”, completou a secretária de Cultura, Luciana Bauer.

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Conquistando quem passava pelo local, a praça de alimentação da festividade reuniu sabores das cinco regiões do Brasil, em uma diversidade gastronômica apresentada por empresas, associações e instituições filantrópicas da cidade.

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E enquanto o público aproveitava as opções gastronômicas, a música tomava conta do espaço. Agitando a plateia, o palco da festa recebeu as apresentações dos artistas locais Harley e Gustavo e DJ Munhoz, além do show nacional da dupla Carreiro e Capataz.

Entre os presentes, o morador de Lucas do Rio Verde há 23 anos, Jorge Luiz Pereira, levou toda a família para prestigiar o evento e destacou a importância de iniciativas como essa. “As pessoas precisam valorizar o nosso município. A cada ano, eu percebo que a festa melhora, porque o poder público se preocupa com a população. Incentivar a cultura é fundamental, ainda mais quando as crianças podem aproveitar o parque gratuito e a alimentação tem preços acessíveis. Por isso, faço questão de vir todos os anos com a minha família para prestigiar.”

Além da exposição de maquinários e artesanatos, a Secretaria de Saúde também disponibilizou vacinas de rotina e contra a gripe para os grupos prioritários.

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Somando-se às ações de cuidado e responsabilidade social, em parceria com o Projeto Lixo Zero, o evento contou ainda com um espaço de triagem de resíduos, garantindo a correta separação do material produzido durante a festividade e evitando o descarte inadequado.

A programação segue neste domingo (10) com a estreia do concurso “Fera do Milho”, que vai premiar em dinheiro quem conseguir comer mais milho cozido em cinco minutos. A atração nacional será a dupla Henrique e Diego.

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A Festa do Milho é uma realização da Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, e, neste ano, conta com o patrocínio da Sicredi Ouro Verde e da FS Fueling Sustainability, além do apoio institucional da Câmara Municipal, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e do Governo do Estado de Mato Grosso.

O evento também conta com o apoio da Fundação Rio Verde e das empresas SR Caminhões, Miranda Containers, Agro Baggio e da cooperativa Sicoob Credisul.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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