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Policial viu advogado acelerar antes de matar idosa: "Não tentou frear"

Policial militar de folga (W.D.C.) testemunha que advogado Paulo Roberto acelerou em vez de frear antes de atropelar idosa em VG. Autos confirmam fuga.

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advogado atropela idosa

W.D.C. teve o carro ultrapassado pelo advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos segundos antes do impacto. Segundo a testemunha, condutor viu a vítima e aumentou a velocidade.

A morte da idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos, na Avenida da FEB, em Várzea Grande, ganhou um relato decisivo para a qualificação do crime como homicídio doloso. Um policial militar que estava de folga e trafegava pela via presenciou toda a dinâmica. Ele afirma categoricamente que o advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 67 anos, teve tempo de reação, mas optou por acelerar.

Identificado pelas iniciais W.D.C., o policial narra que foi ultrapassado pelo advogado em alta velocidade momentos antes do atropelamento. A descrição fria do fato consta no inquérito e aponta para a indiferença do condutor com a vida da pedestre.

“Falei: ‘ele vai desviar ou vai frear’. Ele acelerou”, relata o militar em vídeo anexado aos autos.

A dinâmica: “não foi acidente”

Eram 09h50 do dia 20 de janeiro. O tráfego fluía na Avenida da FEB quando a Fiat Toro branca (placa SPN6D65) cortou o fluxo. W.D.C. descreve que o advogado ignorou as condições da via e imprimiu velocidade excessiva.

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Cerca de 500 metros à frente, Ilmis Dalmis atravessava. A visibilidade era total. Não havia obstáculos. Mesmo assim, Paulo Roberto não acionou os freios. O impacto arremessou a idosa para a pista contrária, onde ela foi atingida por um segundo veículo. O motorista deste segundo carro parou e prestou socorro. O advogado fugiu.

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O relato da testemunha ocular

O depoimento de W.D.C. é a peça central que sustenta a tese de dolo eventual (assunção do risco de matar). Veja a transcrição do relato do policial militar:

Ele veio lá… seguindo sentido… tipo, me seguiu, tipo… me passou, né?…Passou em alta velocidade e a senhorinha atravessou a rua, logo assim à frente, uns 500 metros à frente, eu acho. Mais ou menos, eu acho…Aí eu, eu… eu vi ela na rua. Falei: ‘ele vai desviar ou vai frear’.”Ele acelerou. Pegou ela assim e… jogou ela [fez gesto de impacto com a mão].

Omissão e prisão: o que dizem os documentos

Após o crime, Paulo Roberto não parou. Ele foi perseguido por populares e testemunhas por cerca de 3 km até ser interceptado próximo ao Várzea Grande Shopping.

No Boletim de Ocorrência (B.O.), a guarnição registrou a tentativa de fuga e a omissão:

“O condutor do veículo Fiat Toro não prestou socorro à vítima e evadiu-se do local, sendo acompanhado por testemunhas até as proximidades da concessionária Ariel Veículos.”

Os policiais que efetuaram a prisão relataram no Auto de Prisão em Flagrante a tensão no local e a atitude do advogado:

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“Foi necessário conter os ânimos de populares que cercaram o veículo […] O condutor apresentava-se calmo, sem sinais aparentes de embriaguez.”

Decisão: indícios de dolo

O delegado de polícia, ao lavrar o flagrante e negar fiança, destacou a gravidade da conduta exposta pelas imagens e testemunhos:

“Ao analisar as imagens […] verificou-se que o condutor trafegava em alta velocidade, não tentou frear ou desviar do pedestre, e seguiu seu destino após o atropelamento como se nada houvesse ocorrido.”

A Justiça acatou o entendimento policial. A juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima declinou da competência, enviando o caso para a Vara do Júri (crimes contra a vida), reforçando a tese de intenção/risco assumido:

“A conduta demonstra, em tese, a assunção do risco de produzir o resultado morte, incompatível com a modalidade culposa do Código de Trânsito Brasileiro.”

 

Assista aos vídeos do depoimento e do atropelamento. 

ATENÇÃO, imagens fortes, recomendamos cautela.

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Depoimento:

Atropelamento:

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VÁRZEA GRANDE

Feira FAM valoriza produção local, fortalece agricultura familiar e gera renda em Várzea Grande

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Muito além da comercialização de alimentos, a Feira da Família (Feira FAM) se tornou uma vitrine da agricultura familiar e da produção local em Várzea Grande. Entre fevereiro e julho deste ano, a iniciativa reuniu, em média, 20 expositores por edição, criando oportunidades para que agricultores familiares, artesãos e pequenos empreendedores levem seus produtos diretamente ao consumidor e ampliem a geração de renda.

Realizada em frente ao Paço Municipal, a feira faz parte das ações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS) para fortalecer a economia rural, incentivar o empreendedorismo e valorizar quem produz no município. Nas bancas, os consumidores encontram frutas, hortaliças, alimentos processados, artesanato, plantas e uma variedade de produtos cultivados ou fabricados por famílias várzea-grandenses.

Para os expositores, a Feira FAM representa uma oportunidade de divulgação, contato direto com os consumidores e abertura de novos mercados. A produtora Keish Monteiro, que comercializa biscoitos caseiros, bolo de queijo, arroz, empadas e salgados assados, destaca que o espaço ajuda a tornar o trabalho dos pequenos empreendedores mais conhecido.

“Para nós, a Feira FAM é uma vitrine. É aqui que conseguimos apresentar nossos produtos, conquistar novos clientes e mostrar a qualidade daquilo que produzimos com tanto cuidado. É uma oportunidade importante para divulgar nosso trabalho e aumentar nossa renda”, afirma.

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A produtora Dona Lucia, que vende queijos e doces que ela mesma produz, também ressalta a importância da iniciativa para fortalecer os negócios familiares.

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“A feira dá visibilidade para o nosso produto. Muitas pessoas conhecem nossos queijos e doces aqui, experimentam e depois passam a procurar novamente. É uma vitrine que aproxima o produtor do consumidor”, explica.

Representando a Biomendes, que comercializa mel e derivados, o produtor Catarino destaca que a participação na feira amplia o alcance da produção local.

“A Feira FAM é uma grande oportunidade para mostrar o que fazemos. O consumidor conhece a origem do produto, conversa com quem produz e valoriza mais o trabalho da agricultura familiar”, pontua.

As amigas Nair e Rose, que comercializam pastel, suco de laranja e derivados de milho, também reforçam o papel da feira na divulgação dos produtos.

“É um espaço que ajuda muito. A feira funciona como uma vitrine porque permite que mais pessoas conheçam nossos sabores e nosso trabalho. Cada edição é uma oportunidade de conquistar novos clientes”, afirmam.

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Já o produtor Elizeu, que trabalha com frutas e verduras, destaca que a iniciativa aproxima a população dos alimentos produzidos no município.

“A Feira FAM mostra a força da agricultura familiar. É um lugar onde conseguimos apresentar nossos produtos frescos diretamente para as famílias e valorizar quem planta e produz”, destaca.

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A atuação da Feira FAM também ultrapassou os limites do município. Ao longo do primeiro semestre, a iniciativa participou de eventos como a ExpoVG, o 4º Encontro Nacional dos Conselhos de Alimentação Escolar e Agricultura Familiar e a 1ª Exposição da Agricultura Familiar da Baixada Cuiabana Terezinha Rios, levando os produtos locais para novos públicos e fortalecendo o intercâmbio entre produtores e instituições ligadas ao desenvolvimento rural.

Para o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, a Feira FAM representa uma política pública que incentiva quem produz e fortalece a economia local.

“Quando fortalecemos a agricultura familiar, fortalecemos também a economia de Várzea Grande. A Feira FAM abre mercado para pequenos produtores, gera renda, incentiva o empreendedorismo e aproxima a população de alimentos frescos e de qualidade produzidos aqui mesmo no município. É uma iniciativa que valoriza o trabalho de quem vive da terra e transforma produção em oportunidade”, pontua o gestor.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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