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Parlamentares pressionam novo ministro por soluções para o crédito

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O avanço do endividamento rural e a dificuldade de acesso ao crédito colocaram o financiamento da produção no centro das discussões entre a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em reunião realizada nesta terça-feira (14), em Brasília. O encontro marcou a primeira agenda formal da bancada com o ministro André de Paula e consolidou a cobrança por medidas emergenciais para destravar recursos no campo.

A avaliação predominante entre os parlamentares é de que o produtor enfrenta um ambiente mais restritivo, com juros elevados, aumento da inadimplência e dificuldade crescente de acesso às linhas oficiais. Nesse cenário, a ampliação e a reestruturação do Plano Safra aparecem como prioridade, tanto para recompor liquidez quanto para evitar avanço da pressão financeira dentro da porteira.

Além do crédito, a bancada levou ao ministério uma pauta extensa que combina temas regulatórios e econômicos. Entre os pontos centrais estão a revisão de normas que restringem o acesso ao financiamento rural, a definição de regras mais claras para novas legislações do setor e a necessidade de reduzir a burocracia em instrumentos já existentes.

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A agenda inclui ainda demandas relacionadas ao seguro rural, à renegociação de dívidas, à política de insumos e à segurança jurídica em áreas como uso de drones, rastreabilidade e certificação de produção. Também foram citadas preocupações com o impacto de regulações ambientais e comerciais, incluindo exigências internacionais que podem afetar as exportações brasileiras.

No campo legislativo, ganhou força a discussão sobre mecanismos para reestruturar o passivo do setor. A principal proposta em debate prevê a criação de uma linha de crédito específica para repactuação de dívidas rurais, utilizando recursos do Fundo Social. A estimativa é de liberação de cerca de R$ 30 bilhões, valor que, na avaliação de integrantes da bancada, ainda é limitado diante do volume total de débitos acumulados pelos produtores.

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A pressão por soluções estruturais ocorre em um momento de transição no ciclo econômico do agro. Após anos de forte expansão, impulsionada por preços elevados das commodities e crédito mais acessível, o setor passa a enfrentar um cenário de margens mais apertadas, aumento de custos e maior seletividade no financiamento.

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Durante a reunião, também houve cobrança por maior participação do setor produtivo na formulação de políticas públicas. A proposta de encontros periódicos entre o ministério e a bancada foi colocada como forma de dar previsibilidade às decisões e melhorar a articulação entre governo e Congresso.

Do lado do governo, o sinal foi de abertura ao diálogo e reconhecimento do peso institucional da frente parlamentar. Na prática, o avanço das pautas dependerá da articulação com outras áreas, especialmente a equipe econômica, responsável por temas como crédito, juros e orçamento.

Para o produtor, o recado que sai de Brasília é claro: o crédito deve continuar no centro das decisões em 2026. Mais do que o tamanho da safra, será a disponibilidade de financiamento — e as condições para rolar dívidas, que tende a definir o ritmo de investimento e produção ao longo do ciclo.

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Fonte: Pensar Agro

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Exportações brasileiras de soja e milho ganham força em 2026, com China liderando compras e logística concentrada em grandes portos

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Exportações do agro brasileiro avançam em 2026 com forte demanda global

As exportações brasileiras de grãos seguem em ritmo elevado em 2026, impulsionadas principalmente pela demanda internacional por soja e milho. Dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais indicam crescimento nos embarques ao longo do primeiro trimestre e perspectivas robustas para abril.

De acordo com o levantamento mais recente (Semana 14/2026), o Brasil mantém fluxo intenso de exportações, com destaque para soja, farelo de soja e milho — principais produtos da pauta agroexportadora.

Embarques semanais superam 3,8 milhões de toneladas de soja

Na semana entre 12 e 18 de abril, os embarques de soja somaram cerca de 3,88 milhões de toneladas, consolidando o protagonismo do grão nas exportações brasileiras.

Os volumes são escoados principalmente por grandes portos do país, com destaque para:

  • Santos: mais de 1,34 milhão de toneladas
  • Paranaguá: cerca de 489 mil toneladas
  • São Luís/Itaqui: mais de 546 mil toneladas
  • Barcarena: aproximadamente 462 mil toneladas

Além da soja, o milho também apresentou volumes relevantes, reforçando a diversificação da pauta exportadora.

Abril pode registrar até 21,9 milhões de toneladas exportadas

As projeções para abril indicam um volume total de exportações entre 18,4 milhões e 21,9 milhões de toneladas, considerando todos os produtos analisados.

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Somente a soja deve alcançar entre 14,9 milhões e 18,4 milhões de toneladas no mês, consolidando o período como um dos mais fortes da temporada.

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O farelo de soja e o milho também contribuem para o desempenho, com volumes superiores a 3 milhões de toneladas no caso do milho.

Primeiro trimestre mostra crescimento consistente nas exportações

No acumulado de 2026, os dados mostram avanço relevante nos embarques:

  • Janeiro: 7,7 milhões de toneladas
  • Fevereiro: 11,7 milhões de toneladas
  • Março: 19,4 milhões de toneladas

O crescimento mensal reflete a intensificação da colheita e o aumento da disponibilidade de grãos para exportação.

China lidera importações de soja brasileira

A China segue como principal destino da soja brasileira, concentrando cerca de 75% das importações no primeiro trimestre de 2026.

Outros destinos relevantes incluem:

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  • Espanha (5%)
  • Turquia (4%)
  • Tailândia (3%)
  • Paquistão e Argélia (2% cada)

A forte dependência do mercado chinês reforça a importância das relações comerciais e da demanda asiática para o desempenho do agronegócio brasileiro.

Mercado de milho tem maior diversificação de destinos

No caso do milho, a distribuição dos compradores é mais diversificada, com destaque para:

  • Egito (29%)
  • Vietnã (20%)
  • Irã (20%)
  • Argélia (10%)

Outros países, como Malásia, Marrocos e China, também aparecem entre os principais destinos, mostrando maior pulverização da demanda.

Farelo de soja amplia presença na Ásia e Europa

As exportações de farelo de soja têm como principais destinos:

  • Indonésia (21%)
  • Tailândia (12%)
  • Irã (9%)
  • Polônia e Holanda (7% cada)

O produto segue com forte presença tanto na Ásia quanto na Europa, atendendo principalmente à demanda por ração animal.

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Logística portuária concentra escoamento da produção

Os dados reforçam a importância da infraestrutura logística para o escoamento da produção agrícola brasileira.

Portos como Santos, Paranaguá, Itaqui e Barcarena concentram grande parte dos embarques, evidenciando a dependência de corredores logísticos estratégicos para manter o ritmo das exportações.

Comparação com 2025 indica início de ano mais forte

Na comparação anual, 2026 apresenta desempenho superior em alguns meses-chave, especialmente em março e nas projeções para abril.

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Em abril, por exemplo, o volume estimado supera o registrado no mesmo período de 2025, indicando maior dinamismo no comércio exterior agrícola.

Histórico reforça crescimento estrutural das exportações brasileiras

A série histórica mostra expansão consistente das exportações de soja e milho ao longo dos últimos anos, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de grãos.

O avanço é resultado da combinação entre aumento de área plantada, ganhos de produtividade e forte demanda internacional.

Perspectiva segue positiva com demanda firme e oferta elevada

A tendência para os próximos meses é de continuidade no ritmo elevado de exportações, sustentada pela demanda global aquecida e pela ampla oferta de grãos no Brasil.

Com isso, o país deve manter posição de destaque no comércio internacional de commodities agrícolas, com impacto direto na balança comercial e no desempenho do agronegócio.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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