Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Queda nos preços do milho ganha força com avanço das chuvas e aumento da oferta no Brasil

Publicado em

O mercado brasileiro de milho registrou queda nos preços na maioria das regiões produtoras ao longo da semana, influenciado pelo avanço das vendas por parte dos produtores e pela melhora das condições climáticas para a safrinha. O cenário também reflete fatores cambiais e mudanças na dinâmica das exportações.

Segundo a consultoria Safras & Mercado, muitos produtores intensificaram a fixação de oferta para venda, impulsionados pela necessidade de honrar compromissos financeiros com vencimento no fim do mês, aumentando a pressão sobre os preços.

Chuvas favorecem safrinha e ampliam expectativa de produção

O retorno de chuvas mais volumosas em importantes regiões produtoras trouxe alívio para as lavouras de milho safrinha, garantindo melhores condições de desenvolvimento das plantas.

Esse cenário eleva as expectativas de produção e contribui para o aumento da oferta futura do cereal, o que tende a pressionar ainda mais as cotações no mercado interno.

Câmbio impacta exportações e reduz competitividade

Outro fator relevante é a valorização do real frente ao dólar nas últimas semanas, que tem afetado diretamente a paridade de exportação do milho brasileiro.

Advertisement

Com isso, os preços futuros no porto foram ajustados para patamares mais baixos, reduzindo a competitividade do produto nacional no mercado internacional e dificultando o ritmo das exportações.

Leia Também:  Café inicia a semana em queda com dólar mais fraco e pressão sobre o arábica
Mercado internacional apresenta sinais de recuperação

No cenário externo, os preços do milho apresentaram reação ao longo da semana. O movimento foi influenciado pela alta do petróleo, pela demanda consistente pelo cereal dos Estados Unidos e por preocupações com o clima durante o plantio da safra 2026/27 norte-americana.

Preços do milho recuam nas principais praças do país

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 63,57 em 16 de abril, registrando queda de 2,65% em relação aos R$ 65,30 da semana anterior.

Nas principais regiões:

  • Cascavel (PR): R$ 64,50, queda de 0,77%
  • Campinas/CIF (SP): R$ 69,00, recuo de 4,17%
  • Mogiana paulista (SP): R$ 65,00, baixa de 2,99%
  • Rondonópolis (MT): R$ 50,00, queda de 7,41%
  • Erechim (RS): R$ 67,50, estabilidade
  • Uberlândia (MG): R$ 62,00, recuo de 3,31%
  • Rio Verde (GO): R$ 60,00, baixa de 4,76%

Os dados indicam um movimento generalizado de retração nas cotações, com maior intensidade em regiões do Centro-Oeste.

Exportações crescem em volume, mas preço médio recua

As exportações brasileiras de milho somaram US$ 73,162 milhões em abril até o momento (considerando sete dias úteis), com média diária de US$ 10,451 milhões.

Advertisement

O volume embarcado atingiu 297,828 mil toneladas, com média diária de 42,546 mil toneladas. Já o preço médio da tonelada foi de US$ 245,70.

Leia Também:  Soja oscila em Chicago com volatilidade global, pressão de oferta e sinais de demanda enfraquecida

Na comparação com abril de 2025, houve crescimento expressivo:

  • Alta de 330,9% no valor médio diário exportado
  • Avanço de 377,1% no volume médio diário
  • Queda de 9,7% no preço médio da tonelada

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior e reforçam o cenário de maior volume exportado, porém com margens pressionadas.

Tendência de mercado segue pressionada no curto prazo

A combinação entre melhora climática, avanço da comercialização e câmbio desfavorável para exportações mantém o viés de baixa para os preços do milho no curto prazo.

O comportamento do mercado seguirá atento à evolução da safrinha, ao ritmo das exportações e às condições do mercado internacional nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:

AGRONEGÓCIO

Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

Published

on

A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

Advertisement
Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Leia Também:  Setor cobra logística e previsibilidade na conferência Datagro em Cuiabá

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

Advertisement

Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Leia Também:  Sipcam Nichino e Luxembourg Industries firmam parceria para comercializar herbicida Volcane® no Brasil

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA