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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova inclusão de noções do uso de câmbio automático na prova de carteira de motorista

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A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que inclui noções teóricas de direção de carro com câmbio automático nos exames obrigatórios para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O projeto adiciona ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB) um novo item na lista de exames exigidos para a habilitação. Com a mudança, aprender a teoria sobre a operação de veículos automáticos passará a ser obrigatório para todos os candidatos, mesmo que as aulas práticas sejam feitas em carros manuais. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ficará responsável por definir como esse conteúdo será cobrado nas provas.

O colegiado aprovou o parecer do relator, deputado Guilherme Uchoa (PSD-PE), favorável ao Projeto de Lei 3180/23, de autoria do deputado Jonas Donizette (PSB-SP). Em seu relatório, Uchoa destacou que o aumento de veículos automáticos no Brasil exige que as autoescolas acompanhem a evolução do mercado para garantir a segurança viária.

“A iniciativa contribui para o aperfeiçoamento da formação dos condutores, ampliando o conhecimento sobre o funcionamento e a operação desse tipo de transmissão, o que pode contribuir para a prevenção de acidentes decorrentes de imperícia ou desconhecimento das características específicas desses veículos”, reforçou o relator.

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Ajuste no texto
Guilherme Uchoa optou por aprovar o projeto principal e rejeitar duas propostas que tramitavam em conjunto (PLs 1048/24 e 782/25). Uma delas sugeria que a permissão para dirigir fosse restrita ao tipo de câmbio escolhido pelo aluno nas aulas práticas. Para o relator, a inclusão das noções teóricas na formação já resolve a questão de maneira objetiva, sem a necessidade de criar restrições ou novas categorias de CNH.

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Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Câmara aprova política nacional de cultura para escolas públicas

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A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui a Política Nacional “Mais Cultura nas Escolas”, por meio de parceria entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios com a sociedade civil no setor da cultural. A matéria será enviada ao Senado.

De autoria da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), o Projeto de Lei 533/24 foi aprovado na forma de um substitutivo do relator, deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ). Pelo texto, a União deverá apoiar os outros entes federativos na elaboração de um plano de atividade cultural anual para as escolas públicas de educação básica.

Para viabilizar a execução dos planos poderão ser utilizados os moldes operacionais e regulamentares do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).

No entanto, o dinheiro para alocar com esse método do PDDE virá de dotações orçamentárias de todos os entes, observada a legislação orçamentária e fiscal.

Quanto ao apoio operacional para os entes federativos que aderirem, ele englobará a orientação, a articulação, o acompanhamento, os instrumentos e os recursos necessários para seleção, execução e monitoramento dos planos de atividade cultural.

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Cada plano deverá conter as ações, as metas, o cronograma de execução e a previsão de início e término das atividades, envolvendo bens e serviços necessários à realização das atividades artísticas, culturais e pedagógicas previstas.

Objetivos
Motta lista onze objetivos da política Mais Cultura nas Escolas, entre os quais:

  • proporcionar o encontro da vivência escolar com as manifestações artísticas desenvolvidas fora do contexto escolar;
  • fomentar o comprometimento de professores e alunos com os saberes culturais locais;
  • contribuir para fortalecer a prática e o ensino das manifestações culturais populares e expressões artísticas regionais no currículo e nas práticas pedagógicas; e
  • proporcionar aos alunos vivências artísticas e culturais que promovam a afetividade e a criatividade existentes no processo de ensino e aprendizagem
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Eixos temáticos
Quando da elaboração do plano de atividade cultural, deverá ser considerada a realidade escolar e pelo menos um de onze eixos temáticos listados no substitutivo:

  • residência de artistas para pesquisa e experimentação nas escolas;
  • criação, circulação e difusão da produção artística;
  • atividades em ambientes culturais fora da escola;
  • educação patrimonial, memória, identidade e vínculo social;
  • cultura digital e comunicação;
  • cultura afro-brasileira;
  • culturas indígenas;
  • educação museal;
  • promoção da leitura e da literatura no ambiente escolar;
  • audiovisual e cinema; e
  • cultura do acesso e direitos culturais das pessoas com deficiência.

Debates
Para o relator, deputado Tarcísio Motta, o “Mais Cultura nas Escolas” contribui para a efetivação de políticas educacionais que reconhecem o papel da arte e da cultura como dimensões indissociáveis da formação humana, estimulando a criatividade, a sensibilidade e o pensamento crítico dos estudantes.

“Favorece o diálogo entre a escola e a comunidade, aproximando os espaços culturais e os artistas locais do ambiente educacional e ampliando o direito constitucional de acesso à cultural”, disse.

A aprovação do projeto é, segundo Motta, fundamental para o pleno desenvolvimento das metas dos Planos Nacionais de Cultura e Educação, promovendo a maior integração das políticas culturais na educação.

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“Ao garantir maior inserção da cultura no cotidiano escolar, o projeto promove o reconhecimento e a valorização da diversidade cultural nacional, que é uma das maiores riquezas do Brasil”, afirmou o relator.

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Para a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), a educação e a cultura fortalecem e consolidam a identidade do povo brasileiro.

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), elogiou o relator por ter aceitado alterações propostas por parlamentares do principal partido da oposição.

Porém, o líder do Novo, deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), disse que o projeto pode viabilizar uma visão única de cultura, alinhada aos interesses do governo.

“Entendemos que, mais uma vez, o recurso público acaba sendo utilizado para agigantar o tamanho do estado, ideologizando as crianças e fazendo com que uma pauta única seja imposta nas escolas”, afirmou.

Tarcísio Motta contradisse e comentou que há participação prevista de secretarias de educação municipais e estaduais para respeitar a pluralidade e a diversidade de ideias.

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Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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