AGRONEGÓCIO
Endividamento no campo é destaque da edição de abril
A edição de abril da Revista Pensar Agro já está disponível em português e inglês (ACESSOS ABAIXO) e amplia a presença internacional da publicação, que alcança leitores em 57 países e soma quase 14 mil acessos. O avanço reforça o interesse global pelo agronegócio brasileiro, especialmente em um momento de forte produção e mudanças no ambiente econômico do setor.
A reportagem de capa, “Colhendo Dívidas”, aborda o principal paradoxo vivido pelo agro atualmente. Mesmo diante de uma safra recorde estimada em 353,4 milhões de toneladas e exportações robustas, o produtor enfrenta pressão crescente sobre as margens. O Valor Bruto da Produção (VBP) deve recuar em termos reais, enquanto o endividamento avança e a inadimplência atinge o maior nível da série histórica.
A análise mostra que o desafio no campo deixou de ser apenas produtivo e passou a ser financeiro. O aumento do custo do crédito, a elevação dos juros e gargalos estruturais, como armazenagem e logística, têm limitado a capacidade de geração de caixa das propriedades. Nesse cenário, gestão, planejamento e uso de instrumentos financeiros ganham protagonismo.
A edição também reúne artigos que ampliam a leitura sobre o momento do setor. Na coluna jurídica, a advogada especializada em governança no agronegócio Ethiene Brandão e Silva Mendonça de Lima discute o avanço do compliance como ferramenta estratégica no campo. O enfoque deixa de ser apenas normativo e passa a integrar a gestão de riscos e a tomada de decisão nas propriedades.
Com análises que percorrem crédito rural, seguro, eficiência produtiva e ambiente regulatório, a revista consolida sua proposta editorial de oferecer conteúdo técnico com leitura acessível ao produtor. A presença em dezenas de países indica que o debate sobre o agro brasileiro ultrapassa fronteiras e se insere cada vez mais no contexto global de produção de alimentos, sustentabilidade e segurança alimentar.
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Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
IAC orienta produtores rurais para enfrentar alta dos fertilizantes e reforçar eficiência no campo
A escalada nos preços dos fertilizantes, impulsionada por tensões geopolíticas e pela instabilidade nas cadeias globais de suprimento, acende um alerta para o agronegócio brasileiro. Com projeções de novos recordes de preços, produtores rurais precisam adotar estratégias mais eficientes para garantir rentabilidade e sustentabilidade das lavouras.
Diante desse cenário, o Instituto Agronômico (IAC), de Campinas (SP), vinculado à APTA da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, divulgou recomendações técnicas voltadas ao uso racional de insumos e à melhoria da eficiência produtiva no campo.
Uso eficiente de fertilizantes é prioridade em cenário de crise global
Segundo o pesquisador da área de solos e vice-coordenador do IAC, Heitor Cantarella, o momento exige decisões mais técnicas e estratégicas dentro da porteira.
“Nosso objetivo é orientar os agricultores diante da provável alta dos fertilizantes, resultado de conflitos internacionais que afetam rotas logísticas e a própria produção de insumos”, explica o especialista.
O cenário é agravado pela dependência brasileira: cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no país são importados, muitos deles transportados por rotas estratégicas afetadas por instabilidades geopolíticas.
3 recomendações do IAC para reduzir custos e aumentar eficiência no campo
O Instituto Agronômico destaca três medidas centrais que podem ajudar o produtor rural a enfrentar o aumento dos custos sem comprometer a produtividade.
1. Análise de solo como base da adubação racional
A primeira orientação é a realização de análise de solo detalhada. A prática permite identificar com precisão as necessidades nutricionais da área, evitando desperdícios e aplicações desnecessárias.
Com base nesse diagnóstico, o produtor consegue aplicar o fertilizante correto, na dose adequada e no local apropriado, otimizando o investimento.
2. Calagem melhora aproveitamento dos nutrientes e reduz custos
A segunda recomendação é a adoção da calagem, prática que corrige a acidez do solo e melhora a eficiência da adubação.
O calcário, insumo abundante e de produção nacional, contribui para:
-
- Correção da acidez do solo
- Neutralização da toxidez por alumínio
- Maior desenvolvimento radicular das plantas
- Aumento da disponibilidade de fósforo e outros nutrientes
- Fornecimento de cálcio e magnésio
Além dos benefícios agronômicos, a calagem apresenta custo relativamente baixo quando comparada aos fertilizantes importados, tornando-se uma alternativa estratégica em períodos de alta nos insumos.
3. Boas práticas agrícolas e conceito 4C de manejo
O IAC também reforça a importância da adoção das boas práticas agrícolas, baseadas no conceito conhecido como 4C:
-
- Dose certa
- Fonte certa
- Época certa
- Local certo
Esses princípios são fundamentais para aumentar a eficiência do uso de fertilizantes e evitar perdas econômicas.
Além disso, o instituto destaca a importância da economia circular no campo, com o aproveitamento de resíduos orgânicos como estercos e compostos produzidos na própria propriedade.
Cenário internacional pressiona preços e amplia incertezas
A instabilidade no mercado global de fertilizantes tem impacto direto sobre o Brasil. A guerra entre Estados Unidos e Irã afetou rotas comerciais estratégicas e elevou custos logísticos e de produção.
Um dos principais pontos críticos é o Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de petróleo e matérias-primas usadas na produção de fertilizantes nitrogenados.
De acordo com o IAC, o preço do enxofre — insumo fundamental para fertilizantes fosfatados — já registrou altas entre 300% e 400% desde o início do conflito.
Impactos podem atingir cadeia produtiva e inflação
A elevação dos custos de produção gera efeitos em cadeia. Caso o aumento seja repassado ao consumidor, há risco de pressão inflacionária. Por outro lado, se o produtor não conseguir repassar os custos, a rentabilidade da atividade agrícola pode ser comprometida, ampliando o endividamento no campo.
Outro fator de preocupação é o momento de baixa nos preços das commodities agrícolas, o que reduz ainda mais as margens do produtor rural.
IAC reforça papel estratégico da pesquisa no apoio ao produtor
Para o Instituto Agronômico, o cenário atual reforça a importância da pesquisa aplicada na agricultura.
Segundo Cantarella, instituições como o IAC têm papel fundamental ao traduzir conhecimento técnico em soluções práticas para o campo, especialmente em momentos de instabilidade global.
“O uso de tecnologias já consolidadas é essencial para orientar o produtor e ajudá-lo a atravessar períodos de crise com maior segurança”, destaca o pesquisador.
Conclusão
Em meio à volatilidade dos preços dos fertilizantes e às incertezas do mercado internacional, o IAC reforça que eficiência agronômica, manejo adequado do solo e uso racional de insumos são os principais caminhos para manter a competitividade da agricultura brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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