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AGRONEGÓCIO

Expocitros 2026 vai reforçar o papel da pesquisa na recuperação da citricultura

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Cordeirópolis (160 km da capital São Paulo) recebe, entre os dias 26 e 29 de maio, a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura, no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, principal referência nacional em pesquisa para o setor. O evento ocorre em um momento de recuperação da produção, mas ainda sob pressão de custos, clima e sanidade dos pomares.

Após uma edição que reuniu mais de 12 mil visitantes e cerca de 90 empresas em 2025, a expectativa é ampliar o debate técnico e estratégico em 2026. A citricultura brasileira deve produzir cerca de 320 milhões de caixas na safra 2024/25, volume ainda abaixo de patamares históricos, em um cenário marcado por oferta ajustada e forte demanda internacional.

O Brasil mantém liderança global no mercado de suco de laranja, respondendo por cerca de 70% a 75% do comércio mundial. Esse protagonismo, no entanto, convive com desafios estruturais, especialmente o avanço do greening, principal problema fitossanitário da cultura, que segue exigindo manejo intensivo e soluções integradas.

A programação técnica da Semana da Citricultura deve concentrar discussões sobre controle da doença, novos materiais genéticos, monitoramento digital e uso de bioinsumos. A proposta é transformar pesquisa em ferramenta prática de decisão, em um ambiente onde produtividade e longevidade dos pomares estão diretamente ligadas ao nível tecnológico adotado.

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Paralelamente, a Expocitros amplia o espaço para inovação. Temas como automação, inteligência artificial, rastreabilidade e gestão ganham peso na programação, refletindo a mudança no perfil do setor, cada vez mais orientado por dados e eficiência.

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A sustentabilidade também entra no centro do debate. Pressões por certificação, redução de carbono e uso eficiente de recursos naturais passaram a influenciar o acesso a mercados e a formação de preços, ampliando a exigência sobre o produtor.

Coordenada pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), a estrutura de pesquisa paulista reúne instituições como o Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB) e Instituto de Economia Agrícola (IEA), formando a base científica que sustenta a evolução da citricultura no Estado.

Mais do que uma feira, a Expocitros se consolida como ponto de convergência entre ciência e mercado, em um momento em que o setor precisa combinar recuperação produtiva com gestão de risco para manter competitividade no cenário global.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Preço do trigo se mantém firme no Brasil com oferta restrita e baixa liquidez no mercado

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Mercado de trigo encerra semana com preços sustentados e pouca negociação

O mercado brasileiro de trigo fechou a semana com baixa movimentação no mercado spot, mantendo preços firmes diante de um cenário de oferta restrita e dificuldade de acesso a produto de melhor qualidade.

De acordo com análise da Safras & Mercado, o ambiente segue marcado por negociações pontuais e desalinhamento entre compradores e vendedores, o que limita a liquidez no curto prazo.

Escassez de trigo de qualidade é principal fator de sustentação

Segundo o analista Elcio Bento, o principal vetor do mercado continua sendo a limitação na oferta, tanto em volume quanto em qualidade.

A disponibilidade reduzida de trigo panificável tem ampliado o diferencial entre lotes, elevando a disputa por produto de melhor padrão e sustentando os preços, especialmente nas regiões produtoras do Sul.

Preços registram alta no Paraná e no Rio Grande do Sul

Ao longo da semana, o mercado doméstico apresentou recuperação moderada nas cotações:

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  • Paraná: média de R$ 1.373 por tonelada, com alta de 1% na semana e 9% no mês
  • Rio Grande do Sul: preços próximos de R$ 1.275 por tonelada, acumulando valorização de 11% no período
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Apesar do avanço recente, os valores ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período de 2025, reflexo principalmente do comportamento do câmbio.

Produtores seguram vendas e indústria mantém posição confortável

O ritmo de negócios segue travado no país. Produtores adotam postura cautelosa, evitando comercializar em níveis considerados pouco atrativos, enquanto a indústria opera com estoques que permitem adiar novas aquisições.

Esse cenário contribui para o baixo volume de negociações e reforça o equilíbrio instável entre oferta e demanda.

Estoques baixos mantêm mercado ajustado no curto prazo

A disponibilidade interna de trigo segue limitada. Estimativas apontam estoques remanescentes de aproximadamente:

  • 100 mil toneladas no Paraná
  • 250 mil toneladas no Rio Grande do Sul

No caso gaúcho, a demanda projetada para moagem nos próximos meses supera significativamente o volume disponível, o que mantém o mercado ajustado.

Os compradores indicam preços ao redor de R$ 1.260 por tonelada, podendo alcançar até R$ 1.300 em contratos para prazos mais longos.

Mercado externo e câmbio influenciam formação de preços

No cenário internacional, o trigo argentino segue cotado em torno de US$ 240 por tonelada. No entanto, incertezas relacionadas à qualidade do produto têm reduzido a oferta efetiva de trigo panificável, aumentando a necessidade de buscar origens alternativas.

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Ao mesmo tempo, o câmbio abaixo de R$ 5,00 atua como fator moderador sobre os preços internos, impactando a paridade de importação — principal referência para o mercado brasileiro.

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Tendência é de mercado firme, mas com liquidez limitada

A combinação de oferta restrita, estoques baixos e cautela nas negociações mantém o mercado de trigo sustentado no curto prazo.

Ainda assim, a baixa liquidez e as incertezas sobre qualidade e origem do produto indicam um ambiente de atenção para produtores e indústrias, que seguem ajustando suas estratégias diante de um cenário ainda indefinido.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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