AGRONEGÓCIO
Exportação de açúcar deve atingir 1,39 milhão de toneladas nos portos brasileiros, aponta line-up
Apesar do ritmo firme nos embarques, dados de abril indicam queda na receita, no volume diário e nos preços médios em relação ao mesmo período de 2025.
Line-up mantém ritmo elevado de embarques de açúcar
O volume de açúcar programado para exportação nos portos brasileiros segue robusto na reta final de abril. De acordo com levantamento da Williams Brasil, o line-up indica o embarque de 1,399 milhão de toneladas, levemente acima das 1,385 milhão registradas na semana anterior.
O número de navios aguardando para carregar o produto se manteve estável, com 34 embarcações na semana encerrada em 22 de abril.
O levantamento considera navios já atracados, em espera no largo e aqueles com chegada prevista até o dia 6 de maio.
Porto de Santos concentra maior volume de exportação
O Porto de Santos lidera a movimentação de açúcar no país, concentrando a maior parte dos embarques programados.
Confira a distribuição por porto:
- Porto de Santos (SP): 938.417 toneladas
- Porto de Paranaguá (PR): 197.600 toneladas
- Porto de São Sebastião (SP): 136.000 toneladas
- Porto de Maceió (AL): 127.220 toneladas
A concentração logística reforça a importância da infraestrutura portuária do Sudeste e Sul para o escoamento da produção sucroenergética.
Açúcar VHP domina pauta de exportação
Do total programado para embarque, a maior parte corresponde ao açúcar do tipo VHP (Very High Polarization), principal produto exportado pelo Brasil.
A composição da carga é a seguinte:
- VHP: 1.341.237 toneladas
- Cristal B150: 35 mil toneladas
- TBC: 23 mil toneladas
O predomínio do VHP reflete a forte demanda internacional por açúcar bruto, especialmente para refino em mercados externos.
Exportações somam 738 mil toneladas em abril
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 738.475 toneladas de açúcar em abril (até o momento), com receita total de US$ 281,836 milhões.
A média diária de embarques foi de:
- 61,539 mil toneladas/dia
- Receita média de US$ 23,486 milhões/dia
- Preço médio de US$ 381,60 por tonelada
Receita, volume e preços registram queda anual
Na comparação com abril de 2025, o desempenho das exportações apresenta retração em diferentes indicadores:
- Receita diária: queda de 35% (ante US$ 36,107 milhões/dia)
- Volume diário: recuo de 20,6% (ante 77,538 mil toneladas/dia)
- Preço médio: baixa de 18% (ante US$ 465,70 por tonelada)
O cenário reflete ajustes no mercado internacional, com impacto direto sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.
Mercado segue atento à dinâmica global de preços
Mesmo com o elevado volume programado para embarque, o setor sucroenergético monitora a evolução dos preços internacionais e da demanda global.
A combinação entre oferta robusta e preços mais baixos exige atenção dos exportadores, que buscam equilibrar volume e rentabilidade nas operações ao longo da safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Governança corporativa fortalece transportadoras e impulsiona eficiência logística no Brasil
Setor de transporte reforça governança para sustentar crescimento no país
A competitividade no transporte de cargas no Brasil tem exigido mais do que expansão de rotas e aumento de cobertura. Com custos logísticos representando cerca de 15,5% do PIB, segundo a consultoria Ilos, o setor enfrenta forte pressão por eficiência, controle operacional e redução de desperdícios.
Nesse cenário, a governança corporativa e a padronização de processos passam a ocupar posição central nas estratégias das transportadoras, especialmente aquelas em fase de crescimento acelerado.
Crescimento sem estrutura aumenta riscos operacionais
O avanço desorganizado das operações logísticas pode comprometer diretamente a qualidade do serviço prestado. Sem processos bem definidos, empresas enfrentam:
- Aumento de retrabalhos
- Inconsistências nas entregas
- Falhas no padrão de qualidade
- Dificuldade no controle operacional
Esses fatores afetam a previsibilidade e dificultam a tomada de decisões estratégicas voltadas à expansão sustentável.
Governança e dados se tornam pilares da eficiência logística
Mais do que organizar rotinas internas, a governança passou a ser vista como ferramenta essencial para garantir eficiência operacional.
O monitoramento constante de indicadores permite identificar desvios com antecedência, reduzir variabilidades e aumentar a consistência nas entregas.
As transportadoras, cada vez mais orientadas por dados, têm adotado modelos de gestão mais analíticos para sustentar o crescimento com qualidade.
Mira Transportes amplia operação com foco em controle e padronização
Um dos exemplos dessa transformação é a Mira Transportes, que projeta alcançar cerca de 3.700 cidades no Brasil em 2026. A expansão é acompanhada por um modelo de gestão baseado em governança, tecnologia e padronização de processos.
Segundo o diretor comercial da empresa, Jansen de Jesus, o crescimento é sustentado por planejamento e disciplina operacional.
“No Mira, o crescimento é conduzido com base em planejamento, disciplina operacional e governança. A expansão da malha e das operações é acompanhada de padronização de processos, uso intensivo de tecnologia e integração entre áreas”, afirma.
Complexidade das operações exige maior previsibilidade
De acordo com o executivo, o aumento da complexidade no setor de transporte reforça a necessidade de estruturas mais robustas de gestão.
“A governança passa a ser essencial para garantir que o crescimento aconteça com qualidade, sem comprometer o nível de serviço, os custos e a experiência do cliente”, destaca Jansen de Jesus.
Sem esse controle, o crescimento tende a gerar ineficiências e perda de competitividade.
Tecnologia amplia controle e capacidade de decisão
O uso de ferramentas tecnológicas tem sido determinante para sustentar modelos de gestão baseados em governança.
Sistemas como CRM e Business Intelligence (BI) permitem:
- Monitoramento de indicadores em tempo real
- Identificação de gargalos operacionais
- Tomada de decisão mais ágil e precisa
- Maior previsibilidade nas entregas
“A tecnologia não substitui a gestão, mas potencializa a capacidade de execução com base em dados”, afirma o diretor.
Integração entre áreas reduz falhas e melhora o serviço
Outro ponto considerado essencial é a integração entre setores como comercial, operação e atendimento.
Quando há alinhamento entre as áreas, a execução das operações se torna mais precisa, reduzindo falhas e melhorando a experiência do cliente.
“A integração entre comercial, operação e atendimento é fundamental para garantir que o que foi negociado seja executado com precisão”, explica Jansen.
Segundo ele, esse alinhamento fortalece a consistência do serviço e contribui para relações mais sólidas com os clientes.
Governança se consolida como diferencial competitivo no transporte
Com um mercado cada vez mais pressionado por eficiência, a governança corporativa deixa de ser apenas uma prática administrativa e passa a ser um diferencial competitivo no setor logístico.
Empresas que combinam processos estruturados, tecnologia e integração entre áreas tendem a alcançar maior previsibilidade, controle operacional e sustentabilidade no crescimento.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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