Meio ambiente
Cepesca mantém defeso da Piracema em Mato Grosso de outubro a janeiro
O Cepesca definiu o período de defeso da Piracema em Mato Grosso entre 1º de outubro de 2026 e 31 de janeiro de 2027, com base em estudos da UFMT.
Proibição atinge pescarias comercial e esportiva nas bacias do Paraguai, Amazonas e Araguaia-Tocantins; atividade de subsistência segue permitida.
O Conselho Estadual de Pesca (Cepesca) definiu, nesta quinta-feira (23), que o período de defeso da Piracema em Mato Grosso ocorrerá entre 1º de outubro de 2026 e 31 de janeiro de 2027. A resolução será publicada no Diário Oficial nos próximos dias e regulamenta a atividade nos rios das bacias hidrográficas do Paraguai, Amazonas e Araguaia-Tocantins.
A medida afeta as pescarias esportiva e comercial. Durante os quatro meses, fica autorizada exclusivamente a pesca de subsistência. Essa modalidade permite a captura de peixes na margem dos rios (desembarcada) por populações ribeirinhas e comunidades tradicionais, estritamente para alimentação familiar e sem objetivo de lucro.
Embasamento em dados
A manutenção do calendário considerou levantamentos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O pico reprodutivo das espécies ocorre justamente no intervalo entre outubro e janeiro, quando a probabilidade de registrar peixes em reprodução chega a 80%.
“A definição do período de proibição deve buscar o equilíbrio entre a máxima proteção dos estoques com o mínimo prejuízo aos usuários do recurso. Neste período, os rios ainda estão com volume relativamente baixo de água e os peixes estão reunidos em cardumes para a migração, fator que aumenta o adensamento dos peixes e a vulnerabilidade”, explicou a pesquisadora da UFMT e conselheira do Cepesca, Lucia Mateus, durante a 2ª Reunião Ordinária do colegiado.
Série histórica
O programa que monitora a reprodução dos peixes de interesse pesqueiro em Mato Grosso possui 10 anos de análise consolidada. O processo começou em 2015, quando o Cepesca atendeu a uma Notificação Recomendatória do Ministério Público e passou a compilar dados técnicos, incorporando informações coletadas desde 2004. As atualizações da base ocorrem de forma anual.
“Mato Grosso é o único Estado do país que reúne o seu Conselho de Pesca para definir o período de defeso, pois temos acesso a este trabalho que é feito pelas universidades. São informações completas, de muito tempo, com dedicação de muitos profissionais”, afirmou o secretário executivo da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e presidente do Cepesca, Alex Marega.
O secretário avalia a precisão técnica da escolha do calendário, baseada no fato de que o pico de atividade biológica coincide com a restrição. “Os dados mostram que mais de 80% do período reprodutivo acontecem nestes três meses, então é uma decisão bem técnica que o Conselho coloca aqui do que é melhor para a reprodução dos peixes”, concluiu Marega.
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DESTAQUE
Banco Central estabelece bloqueio de até 72 horas para transações atípicas no Pix
Novas regras do Banco Central permitem a retenção de transferências via Pix por até 72 horas em casos de fraude e impõem limites noturnos.
Mecanismo cautelar retém transferências sob suspeita de fraude; regras impõem limite de R$ 200 em novos celulares e teto de R$ 1.000 durante a noite.
O Banco Central implementou regras de segurança que autorizam o bloqueio automático de transferências via Pix por até 72 horas caso o sistema identifique movimentações financeiras fora do padrão. A diretriz foca em restringir a ação de golpistas nas operações bancárias cotidianas.
A alteração afeta a dinâmica do sistema instantâneo de pagamentos. Com o bloqueio cautelar, as instituições financeiras retêm o dinheiro enviado antes que ele fique acessível na conta do destinatário. A retenção corta o fluxo de capital derivado de possíveis golpes, impedindo que os valores suspeitos circulem de forma rápida entre diferentes titularidades.
O acionamento do mecanismo não provoca o cancelamento sumário da operação financeira. O envio do valor é interrompido temporariamente para que o banco execute uma avaliação obrigatória. Ao término da checagem, que deve respeitar o prazo máximo de três dias, a instituição decide o destino do dinheiro. O montante é liberado ao recebedor, caso a transação se prove legítima, ou devolvido de forma integral ao pagador, se o indício de fraude for confirmado.
Limites em novos dispositivos e período noturno
O pacote de segurança bancária atinge contas acessadas a partir de aparelhos desconhecidos. Aparelhos de telefone celular novos, que ainda não passaram por validação de segurança pelo cliente junto à instituição financeira, enfrentam limitações. Nesses dispositivos, os usuários conseguem transferir até o teto de R$ 200 por operação, com a soma diária restrita a R$ 1.000.
A limitação de valores opera também de acordo com a faixa de horário. Durante o período noturno, que concentra parte das ocorrências de irregularidades, as transferências de pessoas físicas possuem limite reduzido. Entre as 20h e as 6h, o sistema permite transações de até R$ 1.000.
A adoção das barreiras pelo Banco Central responde ao aumento na utilização da ferramenta de pagamentos no país. O sistema financeiro aplica o rigor técnico às contas para conter fraudes, sem alterar o funcionamento instantâneo das movimentações consideradas seguras.
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