Tribunal de Justiça de MT
Reunião orienta terceirizados sobre separação de resíduos no Fórum de Rondonópolis
A Comarca de Rondonópolis realizou na terça-feira (28) uma reunião com trabalhadores terceirizados para orientar sobre a separação correta de resíduos e o funcionamento da Central de Resíduos do fórum. A ação integra a primeira edição da campanha ReciclaJud da unidade e busca melhorar, na prática, o descarte de materiais e a organização do lixo produzido no ambiente de trabalho.
O encontro apresentou como funcionará a Central de Resíduos e destacou a importância de separar corretamente itens como plástico, papel e metal. O objetivo é garantir que esses materiais tenham a destinação adequada, evitando desperdício e contribuindo para a reciclagem.
A atividade contou com a participação do Juizado Volante Ambiental (Juvam), que atua na promoção da educação ambiental. A presença da unidade reforça o caráter educativo da iniciativa, voltada não apenas à estrutura física, mas também à mudança de hábitos no dia a dia.
De acordo com a juíza Milene Aparecida Pereira Beltramini, a implantação de Centrais de Resíduos nos fóruns é uma medida importante para garantir a destinação correta do lixo e fortalecer a responsabilidade ambiental nas instituições. “Pequenas escolhas diárias, como a separação correta dos resíduos, geram impactos positivos reais. É a sustentabilidade sendo vivenciada na prática”, afirma.
A magistrada também destaca que a participação do Juvam nesse processo permite aplicar, no cotidiano da comarca, a experiência da unidade em ações de conscientização ambiental, ampliando o alcance das atividades e contribuindo para a formação de uma cultura mais sustentável.
A reunião com os terceirizados é uma das etapas da campanha ReciclaJud, que está em andamento na comarca até o dia 26 de maio. A iniciativa incentiva a arrecadação de materiais recicláveis entre magistrados, servidores, estagiários e colaboradores, promovendo uma mobilização interna em torno do tema.
Os participantes podem entregar materiais como garrafas plásticas, papéis e latas, desde que estejam limpos e secos. Os itens são levados até um ponto de coleta dentro do fórum, onde passam por pesagem e registro. Ao final da campanha, as unidades com melhor desempenho serão reconhecidas.
Além de estimular a reciclagem, a ação também contribui para a geração de renda de catadores de materiais recicláveis, já que todo o material arrecadado será destinado a uma cooperativa local.
O edital completo da campanha está disponível no Diário da Justiça Eletrônico (DJe) da última quarta-feira (29 de abril), na página 17.
Autor: Adellisses Magalhães
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
Tribunal de Justiça de MT
Curso “Pena Justa no Ciclo Penal” fortalece atuação humanizada no sistema penitenciário de MT
Magistrados(as), servidores(as) e gestores(as) judiciais concluíram nos dias 29 e 30 de abril o primeiro módulo da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, promovida pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.
A formação integra a estratégia institucional voltada ao aperfeiçoamento da atuação judicial no sistema penal, com foco em práticas mais eficientes, humanizadas e alinhadas aos direitos fundamentais. Durante os dois dias de atividades presenciais, foram debatidos temas como medidas diversas da prisão, execução penal, políticas de cidadania, inspeções judiciais e atenção a populações com vulnerabilidade acrescida no ciclo penal.
O diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal destacou que a Esmagis e o Poder Judiciário cumprem papel essencial na formação continuada da magistratura e no aprimoramento institucional.
“A execução penal exige uma jurisdição mais consciente e comprometida com a realidade humana do sistema prisional. A formação é o caminho para que possamos refletir sobre nossas responsabilidades e buscar alternativas que efetivamente contribuam para a recuperação das pessoas. Não basta levar ao cárcere, é preciso discutir formas verdadeiras de recuperar e reeducar. Isso exige conhecimento, consciência e responsabilidade de todos nós”, comentou
Supervisor do GMF-MT, o desembargador Orlando de Almeida Perri ressaltou que a capacitação também busca ampliar a sensibilidade dos magistrados(as) diante da realidade prisional. “É muito importante promover cursos como este para conscientizar sobre a importância do sistema prisional. Precisamos enfrentar problemas graves e depende muito das atitudes e condutas dos magistrados para que possamos promover as melhorias necessárias”.
A formadora do curso, Laryssa Angélica Copack Muniz, juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, conduziu os debates com foco na humanização da atuação judicial, no papel constitucional do sistema penal e na necessidade de construir respostas mais eficazes para a violência e a reincidência. Durante a capacitação, a magistrada abordou temas ligados à execução penal, medidas alternativas à prisão, reinserção social e o compromisso institucional de garantir direitos fundamentais também às pessoas privadas de liberdade.
“O curso propõe uma reflexão sobre como juízes e juízas podem aperfeiçoar sua atuação criminal e na execução penal, contribuindo para reverter o estado inconstitucional reconhecido nas prisões brasileiras. Não existe sociedade sem reintegração. As pessoas privadas de liberdade retornarão ao convívio social, e cabe ao Estado criar condições para que voltem melhores do que entraram. Quando falamos em trabalho, estudo e dignidade no sistema prisional, falamos em segurança pública de verdade. Ressocializar também é proteger a sociedade”, destacou.
Participação ativa
Juiz da 3ª Vara Criminal de Sinop, Walter Tomaz da Costa avaliou que o curso trouxe reflexões importantes para o enfrentamento da superlotação carcerária.
“Mato Grosso vive uma realidade de superpopulação carcerária. O Programa Pena Justa enfatiza a ressocialização e tende a melhorar esse cenário, desde que haja sensibilização de todos os poderes envolvidos. E esta capacitação chega em um momento necessário, especialmente para comarcas que convivem diretamente com a superlotação carcerária. A formação permite que os magistrados compartilhem experiências e reflitam sobre caminhos possíveis. Em Sinop, por exemplo, a superlotação é uma realidade urgente, e precisamos de medidas que envolvam não apenas o Judiciário, mas também o Executivo”, contou
Já a magistrada Edna Ederli Coutinho, integrante do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e juíza cooperadora de Execução Penal, destacou a importância de enxergar o sistema penitenciário sob a perspectiva humana.
“Esses cursos são fundamentais porque trazem ao magistrado a reflexão de que a pessoa presa continua sendo um ser humano. A rotina do trabalho judicial muitas vezes nos aproxima da burocracia e nos distancia da dimensão humana do sistema prisional. Cursos como este ajudam a resgatar esse olhar. Precisamos ainda lembrar que toda pessoa privada de liberdade um dia retornará ao convívio social. Se o sistema não oferecer trabalho, estudo e condições de dignidade, a reincidência continuará afetando toda a sociedade”, ressaltou Edna Coutinho.
Formação alinhada às metas institucionais
A capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal” integra diretrizes estratégicas relacionadas ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026/2027 e busca fortalecer a atuação de magistrados(as), assessores(as) e gestores(as) judiciais no ciclo penal, especialmente nas áreas de fiscalização das unidades prisionais, aplicação de medidas alternativas e garantia de direitos fundamentais.
O próximo módulo será ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, com foco na prevenção à tortura e na saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.
O terceiro e último módulo será promovido no dia 18 de maio de 2026 e tratará do tema “Audiência de Custódia”, tendo como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva e o servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.
Autor: Ana Assumpção
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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