AGRONEGÓCIO
Seguro rural terá maior subvenção e Zarc Níveis de Manejo é ampliado para soja e milho safrinha
O governo federal aprovou a ampliação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM) e o aumento da subvenção ao prêmio do seguro rural, reforçando os incentivos à adoção de boas práticas agrícolas. A medida, publicada no Diário Oficial da União, amplia o projeto piloto para novas regiões e culturas, com foco na safra 2026/2027.
A iniciativa, coordenada pelo Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, passa a contemplar a cultura da soja nos estados do Sul e em Mato Grosso do Sul, além da inclusão inédita do milho segunda safra no Paraná e no Mato Grosso do Sul.
Subvenção maior premia melhor manejo
A principal mudança está no aumento do percentual de subvenção ao prêmio do seguro rural para produtores que adotam níveis mais avançados de manejo do solo.
Para a soja, os percentuais definidos para a safra 2026/2027 são:
- 20% para o Nível de Manejo 1 (NM1)
- 30% para o NM2
- 35% para o NM3
- 40% para o NM4
Os índices representam um avanço de 5 pontos percentuais em relação ao piloto anterior, especialmente nos níveis mais elevados de manejo.
Já para o milho segunda safra, incluído pela primeira vez no ZarcNM, os incentivos são ainda mais robustos:
- 40% para NM1
- 45% para NM2
- 50% para NM3 e NM4
O modelo reforça a lógica de premiar produtores que investem em práticas que melhoram a qualidade do solo e reduzem riscos produtivos.
Recursos e alcance do programa
Nesta fase piloto, o ZarcNM segue restrito ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Para a safra 2026/2027, serão destinados R$ 1 milhão para a soja e R$ 1 milhão para o milho.
Apesar da redução em relação ao ciclo anterior — quando R$ 8 milhões foram disponibilizados para a soja no Paraná — a expectativa é de maior eficiência na utilização dos recursos.
Com base na experiência anterior, quando cerca de 2.096 hectares foram segurados, a estimativa é de que o novo orçamento permita a cobertura de até 10 mil hectares na próxima safra, considerando o avanço da adesão ao modelo.
Nova metodologia muda avaliação de risco
O ZarcNM representa uma evolução do zoneamento tradicional ao incorporar, além de fatores climáticos, o impacto direto do manejo agrícola na produtividade.
Enquanto o modelo convencional considera clima, tipo de solo e ciclo da cultura, a nova metodologia passa a incluir indicadores objetivos de manejo, especialmente relacionados à capacidade de retenção de água no solo.
Na prática, quanto melhor o manejo adotado pelo produtor, menor o risco hídrico e, consequentemente, menor a probabilidade de perdas por estiagem.
Essa abordagem marca uma mudança estrutural na forma de avaliar riscos agrícolas no Brasil, alinhando tecnologia, sustentabilidade e gestão produtiva.
Pesquisa e inovação impulsionam o modelo
Os avanços do ZarcNM estão sendo discutidos na 9ª Reunião da Rede Zarc, realizada em Brasília, com a participação de cerca de 100 pesquisadores de 34 unidades da Embrapa, além de representantes do setor produtivo, instituições financeiras, seguradoras e órgãos governamentais.
Entre os temas em debate estão a evolução metodológica do zoneamento, sistemas de monitoramento, análise de dados e a expansão do modelo para outras culturas.
A expectativa é que, com o amadurecimento do projeto, o ZarcNM se consolide como uma ferramenta estratégica para a gestão de riscos no agronegócio brasileiro, incentivando práticas mais eficientes e sustentáveis no campo.
Perspectivas para o produtor
Com maior subvenção e ampliação de cobertura, o novo modelo tende a estimular a adesão ao seguro rural e fortalecer a cultura de gestão de risco no campo.
Ao vincular benefícios financeiros à qualidade do manejo, o ZarcNM cria um ambiente mais favorável à produtividade sustentável, ao mesmo tempo em que reduz a exposição do produtor a eventos climáticos adversos.
A tendência é que o programa ganhe escala nos próximos anos, consolidando-se como um dos pilares da política agrícola brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Bolsas globais sobem com otimismo geopolítico, tecnologia e commodities em queda; Ibovespa futuro supera 191 mil pontos
Os mercados financeiros globais iniciam a quarta-feira (06) em forte tom positivo, refletindo um ambiente de maior apetite ao risco entre investidores. O movimento é impulsionado por expectativas de distensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã, avanço de empresas ligadas à inteligência artificial e queda expressiva nos preços do petróleo.
No Brasil, o Ibovespa futuro ultrapassou a marca dos 191 mil pontos, acompanhando o otimismo internacional, enquanto o dólar comercial recua e juros futuros apresentam alívio, favorecendo setores domésticos.
Wall Street avança com tecnologia e cenário geopolítico no radar
Os índices futuros de Nova York operam em alta nesta manhã. Por volta das 8h40 (horário de Brasília), o mercado refletia o apetite global por risco:
- S&P 500 futuro: alta de 0,82%
- Nasdaq futuro: alta de 1,42%
- Dow Jones futuro: alta de 0,89%
O desempenho é sustentado principalmente pelo setor de tecnologia, com destaque para empresas ligadas à inteligência artificial, além da leitura positiva de uma possível aproximação diplomática entre EUA e Irã, o que reduz tensões no Oriente Médio e influencia diretamente o preço do petróleo.
Europa registra forte alta com sentimento global positivo
As bolsas europeias também operam em terreno positivo, acompanhando o fluxo global de otimismo. No mesmo horário:
- STOXX 600: +2,61%, aos 625,64 pontos
- DAX (Alemanha): +2,97%
- FTSE 100 (Reino Unido): +2,48%
- CAC 40 (França): +3,24%
O avanço generalizado reflete o alívio nos mercados de energia e a expectativa de menor pressão inflacionária diante da queda das commodities.
Ásia tem sessão reduzida por feriados
Nos mercados asiáticos, China, Japão e Coreia do Sul permaneceram fechados devido a feriados locais, o que reduziu o volume global de negociações e contribuiu para maior volatilidade em outras regiões.
Petróleo despenca e influencia ativos globais
Um dos principais destaques do dia é a forte queda do petróleo, que recua cerca de 10% em meio à expectativa de distensão geopolítica. O movimento impacta diretamente empresas de energia e melhora a percepção inflacionária global, favorecendo ativos de risco.
Ibovespa futuro sobe e dólar recua no Brasil
No Brasil, o mercado financeiro acompanha o cenário externo e opera em alta consistente. O Ibovespa futuro supera os 191 mil pontos, sustentado pelo fluxo estrangeiro e melhora das condições globais.
Destaques do mercado brasileiro na manhã desta quarta-feira:
- Ibovespa futuro: acima de 191.200 pontos
- Dólar comercial: recua e é negociado próximo de R$ 4,90
- Juros futuros: em queda, aliviando custo de capital
- Setores beneficiados: varejo, consumo e economia doméstica
A combinação de dólar mais fraco e juros em queda tende a favorecer empresas mais sensíveis ao ciclo econômico interno, enquanto exportadoras acompanham o movimento das commodities.
Cenário global reforça apetite por risco nos mercados
O ambiente financeiro desta quarta-feira é marcado por três fatores centrais:
- Expectativa de avanço diplomático entre EUA e Irã
- Forte valorização de tecnologia e inteligência artificial
- Queda expressiva do petróleo, reduzindo pressão inflacionária
Com isso, investidores ampliam posições em ativos de risco, impulsionando bolsas globais e o mercado brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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