POLÍCIA
Polícia Civil prende homem condenado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa
Um homem de 28 anos, condenado pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa, foi preso pela Polícia Civil, na tarde de terça-feira (5.5), no município de Guiratinga.
O foragido estava com o mandado de prisão definitiva decretado pela 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, determinando o cumprimento de pena remanescente de 14 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado.
Durante diligências investigativas os policiais civis localizaram o condenado no bairro Santa Maria Bertilla, exercendo atividade laboral como pedreiro em uma obra de construção de uma creche.
O jovem foi preso e conduzido à Delegacia de Polícia para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição do Poder Judiciário.
A Delegacia de Polícia de Guiratinga destaca que a prisão é resultado de um trabalho investigativo contínuo, desenvolvido pela equipe de policiais civis no enfrentamento qualificado às facções criminosas que atuam na região.
A Polícia Civil de Mato Grosso reforça que a ação integra o esforço permanente de combate ao crime, pautado em investigações técnicas e estratégicas, com o objetivo de combater o tráfico de drogas e garantir a ordem pública no estado.
Ficha Criminal
O condenado foi um dos alvos da Operação Purgato, deflagrada em 14 de dezembro de 2023, ocasião em que foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva contra investigados por tráfico de drogas e integração em organização criminosa.
As medidas cautelares foram decretadas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO) de Cuiabá e tiveram como bases investigações iniciadas ao longo daquele ano, com foco na identificação e responsabilização de integrantes de facção criminosa atuante no comércio ilícito de entorpecentes no município de Guiratinga.
Na época, os 5 homens e uma mulher foram presos, sendo apontados como lideranças do tráfico local, evidenciando a atuação estruturada da organização criminosa na região.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.
Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.
Modo de atuação
De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.
No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.
Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.
Lavagem de dinheiro
As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.
Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.
O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.
“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.
Operação Janus
O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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