AGRONEGÓCIO
No Rio Grande do Sul, ministro André de Paula apresenta nova rede de estações meteorológicas e entrega investimentos para o agro
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realiza, nesta quinta-feira (7), agenda de apresentação da ampliação e modernização da rede de Estações Meteorológicas no Rio Grande do Sul, além da entrega de investimentos estratégicos na Superintendência de Agricultura e Pecuária no estado (SFA-RS).
A programação contará com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, do secretário-executivo, Cleber Soares, e do superintendente da SFA-RS, José Cleber Dias.
O ministro André de Paula visitará a unidade do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no estado para a implementação das 98 novas Estações Agrometeorológicas Automáticas (EMAs) que substituirá integralmente da rede anterior de 44 estações antigas.
Logo após, na sede da SFA-RS, serão entregues veículos, drones, tratores, retroescavadeira, equipamentos laboratoriais e de informática, e mobiliários de escritório com o objetivo de fortalecer a infraestrutura de defesa agropecuária; modernizar a capacidade operacional e laboratorial do estado gaúcho; ampliar a rede de monitoramento agroclimático; reforçar a capacidade de resposta e prevenção diante de eventos climáticos extremos.
Além disso, será realizada a assinatura do Termo Aditivo para reforma do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor.
SERVIÇO
Cerimônia de apresentação da ampliação e modernização da Rede de Estações Meteorológicas no RS, entrega de veículos e assinatura de atos
Data: 07/05/2026 (quinta-feira)
Horário: A partir das 9h
Local: Inmet (Av. Professor Cristiano Fischer, 1297, bairro Jardim Botânico, Porto Alegre – RS) e sede SFA-RS (Av. Loureiro da Silva, 515 – Centro Histórico – Porto Alegre – RS)
Informações à imprensa
[email protected]
AGRONEGÓCIO
Milho: preços recuam na B3 com dólar em queda, Chicago negativa e mercado físico travado, aponta TF Agroeconômica
O mercado brasileiro de milho registrou queda nas cotações nesta terça-feira, refletindo a combinação de fatores externos negativos, recuo do dólar e baixa liquidez no mercado físico. A análise é da TF Agroeconômica, que destaca um cenário de pressão generalizada tanto na bolsa quanto nas negociações internas.
Na B3, os contratos futuros acompanharam o movimento de baixa observado em Chicago e no câmbio, consolidando um dia de perdas para o cereal.
B3 acompanha Chicago e dólar em queda
O contrato de milho com vencimento em maio de 2026 fechou cotado a R$ 67,03, com recuo de R$ 0,50 no dia e perda acumulada de R$ 1,18 na semana.
Outros vencimentos também registraram desvalorização:
- Julho/2026: R$ 68,62 (-R$ 1,17 no dia; -R$ 1,18 na semana)
- Setembro/2026: R$ 70,33 (-R$ 0,90 no dia; -R$ 1,61 na semana)
O movimento foi influenciado pela queda de 1,18% nas cotações do milho em Chicago, além da desvalorização de 1,12% do dólar, fatores que reduzem a competitividade das exportações brasileiras e pressionam os preços internos.
Outro vetor de baixa foi a retração do petróleo no mercado internacional, que impacta o complexo de commodities agrícolas.
Clima favorável e avanço da safra aumentam oferta
No campo, o cenário climático mais positivo em importantes regiões produtoras, como Paraná e Mato Grosso, contribui para a pressão sobre os preços.
A TF Agroeconômica destaca que:
- O plantio da safrinha já foi concluído
- A colheita do milho verão entra na reta final
- Há maior conforto na busca por volumes no mercado
Esse ambiente reforça a expectativa de aumento da oferta no curto prazo, reduzindo a urgência de compras por parte da demanda.
Mercado físico segue travado no Sul do Brasil
Nos estados do Sul, a comercialização permanece lenta, marcada pela distância entre os preços pedidos pelos vendedores e os ofertados pelos compradores.
- Rio Grande do Sul
- Indicações entre R$ 56,00 e R$ 65,00/saca
- Média estadual em R$ 58,19
- Colheita atinge 94% da área
- Santa Catarina
- Pedidas próximas de R$ 75,00
- Compradores ofertando cerca de R$ 65,00
- Colheita praticamente finalizada (98%)
- Paraná
- Indicações ao redor de R$ 65,00
- Demanda próxima de R$ 60,00 CIF
- Pressão continua, apesar da melhora climática
- Mato Grosso do Sul
- Preços entre R$ 54,00 e R$ 55,05/saca
- Compradores atuando com cautela
- Atenção ao desenvolvimento da safrinha
Baixa liquidez e cautela predominam no mercado
A combinação entre preços em queda, oferta crescente e incertezas externas mantém os agentes do mercado em postura cautelosa. Segundo a TF Agroeconômica, a liquidez reduzida segue como um dos principais entraves para a formação de preços no curto prazo.
Além disso, a valorização recente do real frente ao dólar limita o ritmo das exportações, reduzindo o suporte para as cotações internas.
Perspectiva: mercado segue pressionado no curto prazo
O cenário atual indica continuidade da pressão sobre os preços do milho, com três fatores principais:
- Desempenho negativo em Chicago
- Dólar mais fraco frente ao real
- Avanço da oferta com a colheita e safrinha
Diante disso, o mercado deve permanecer volátil e dependente de novos movimentos no câmbio, clima e demanda internacional para definir sua trajetória nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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