AGRONEGÓCIO
Exportações de café da Colômbia caem 15% em abril com impacto das chuvas na colheita
As exportações de café da Colômbia registraram forte queda em abril, refletindo os impactos das chuvas intensas sobre as principais regiões produtoras do país. O recuo foi de 15% em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 682 mil sacas de 60 kg, segundo dados divulgados pela Federação Nacional dos Cafeicultores.
Além das exportações, a produção também apresentou retração no período, ainda que em menor intensidade. Em abril, a produção colombiana caiu 0,85% na comparação anual, somando 697 mil sacas.
Acumulado do ano mostra queda expressiva na produção e nas exportações
O desempenho do setor cafeeiro colombiano no acumulado de janeiro a abril reforça o impacto das condições climáticas sobre a atividade. No período, a produção caiu 28%, atingindo 3,21 milhões de sacas.
Já as exportações recuaram 26%, totalizando 3,25 milhões de sacas na comparação com o mesmo intervalo de 2025.
Os números evidenciam um cenário de pressão sobre a oferta do café colombiano no mercado internacional, especialmente em um momento de atenção global à disponibilidade de arábica de alta qualidade.
Chuvas atrasam colheita e afetam maturação dos frutos
De acordo com o gerente da Federação Nacional dos Cafeicultores, Germán Bahamon, o principal fator para a queda no desempenho foi o excesso de chuvas, que comprometeu o ritmo da colheita e o desenvolvimento das lavouras.
As regiões do sul da Colômbia foram as mais afetadas, com relatos de atraso na maturação dos frutos e dificuldades operacionais no campo devido ao solo encharcado.
Esse cenário reduziu a eficiência da colheita e impactou diretamente o volume disponível para exportação no início do ano.
Colômbia mantém posição estratégica no mercado global de café
A Colômbia segue como o maior fornecedor mundial de café arábica lavado, com capacidade média de produção estimada em cerca de 14 milhões de sacas por ano.
Apesar da retração recente, o país mantém papel relevante na formação de preços internacionais e no abastecimento de mercados consumidores de cafés especiais e de maior valor agregado.
A evolução climática nos próximos meses será determinante para a recuperação do ritmo de produção e para a recomposição dos volumes exportados ao longo de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Câmbio, custos e geopolítica elevam pressão sobre o agronegócio brasileiro em 2026, aponta Rabobank
O agronegócio brasileiro inicia 2026 sob um cenário de forte pressão externa e interna, com impactos diretos sobre câmbio, custos de produção e preços das commodities. Segundo o relatório Brazil Agribusiness Quarterly Q1 2026, do Rabobank, o dólar deve encerrar o ano em torno de R$ 5,55, influenciado por incertezas fiscais, ambiente eleitoral e tensões geopolíticas globais.
Mesmo com o início do ciclo de cortes de juros, o banco avalia que a taxa ainda elevada no Brasil pode oferecer algum suporte ao real. No entanto, a volatilidade cambial segue como um dos principais pontos de atenção para o setor produtivo.
Conflito no Oriente Médio pressiona custos e exportações
O conflito no Oriente Médio aparece como um dos principais riscos para o agronegócio global. A região representa cerca de 7% das exportações agrícolas brasileiras, com destaque para produtos como frango, carne bovina, açúcar, milho e soja.
A instabilidade geopolítica já tem reflexos no mercado internacional, especialmente na alta dos preços de combustíveis e fertilizantes, insumos essenciais para a produção agrícola.
Fertilizantes seguem como principal ponto de atenção
Entre os insumos, os fertilizantes nitrogenados são os mais impactados pela volatilidade global, segundo o relatório do Rabobank. O fósforo também começa a apresentar sinais de pressão de preços, o que pode afetar diretamente as decisões de compra dos produtores rurais ao longo da safra.
A elevação dos custos de produção tende a reduzir margens e aumentar a necessidade de gestão de risco por parte do produtor.
Clima adiciona incertezas ao cenário produtivo
Além dos fatores econômicos e geopolíticos, o clima também preocupa o setor. Chuvas acima da média em algumas regiões prejudicaram a colheita da soja e atrasaram o plantio da segunda safra de milho.
Para o segundo semestre, há expectativa de condições climáticas associadas ao fenômeno El Niño, o que pode trazer novos desafios ao planejamento agrícola.
Setor sucroenergético reage à volatilidade internacional
No segmento sucroenergético, a tensão geopolítica impulsionou os preços do açúcar na bolsa de Nova York, criando oportunidades de hedge para usinas brasileiras.
No mercado interno, o impacto sobre os combustíveis tem sido mais moderado até o momento, com a gasolina apresentando variações menores em comparação aos movimentos internacionais.
Soja segue sustentada por fatores externos, mas cenário pode mudar
No mercado da soja, os preços na Bolsa de Chicago permanecem sustentados por fatores geopolíticos e incertezas globais. No entanto, fundamentos mais fracos no mercado internacional, aliados à oferta recorde do Brasil e ao aumento dos custos logísticos, indicam possível perda de força nas cotações ao longo do ano.
Agronegócio deve reforçar gestão de risco em 2026
O conjunto de fatores apontados pelo Rabobank reforça um ambiente de maior complexidade para o agronegócio em 2026. Câmbio volátil, custos elevados de insumos, riscos climáticos e instabilidade geopolítica exigem maior planejamento financeiro e estratégias de proteção por parte dos produtores e empresas do setor.
A tendência é de um ano desafiador, com margens pressionadas e necessidade crescente de eficiência operacional para manutenção da competitividade no mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
DESTAQUE3 dias agoEntra em vigor hoje (04) lei que aumenta penas para roubo de celular, golpe digital e conta laranja
-
AGRONEGÓCIO6 dias agoCorte de 26% em agência americana pode gerar prejuízo ao agronegócio brasileiro;entenda
-
DESTAQUE5 dias agoBolsonaro passa por cirurgia no ombro e segue em observação no DF Star
-
CONSUMIDOR5 dias agoProcon orienta sobre devoluções e riscos em compras online para o Dia das Mães




