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Ministro da Pesca e Aquicultura apresenta tilapicultura brasileira a autoridades paraguaias

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, esteve em Rifaina, interior de São Paulo, nesta quinta-feira (07/05) para apresentar projetos de tilapicultura para agentes públicos paraguaios. O objetivo foi apresentar experiências positivas da aquicultura brasileira em Águas da União, com destaque para os modelos de gestão, boas práticas produtivas, sustentabilidade ambiental e integração com o desenvolvimento regional. 

Na visita, a equipe do MPA contou com a presença da secretária Nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula, da diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União, Juliana Lopes, o Assessor Internacional, Eduardo Sfoglia, e o superintendente de São Paulo, Adauto Batista de Oliveira. Eles puderam trocar conhecimentos com os visitantes do Paraguai, como forma de fortalecer a aquicultura nos dois países. A ideia é que se possa produzir tilápia no reservatória da Hidrelétrica de Itaipu, que é compartilhada pelos dois países. 

Para Fernanda de Paula, “a vinda dos paraguaios é extremamente importante porque estamos dando subsídios para eles construírem a sua legislação para liberar a produção de tilápia no reservatório de Itaipu, o que vai fazer com que possamos ter um incremento na produção de peixes no Brasil“. 

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Juliana Lopes explicou que a visita dos paraguaios é fundamental para que a atividade seja finalmente liberada no Reservatório. “Trouxemos eles aqui para conhecer nosso cultivo porque somos referência em desenvolvimento genético, na produção, na sanidade e principalmente na questão regulatória”, destacou. 

O ministro Edipo Araujo reforçou a importância da tilapicultura no reservatórioToda essa discussão que envolve a produção em Itaipu, ela direciona um olhar do governo brasileiro em ampliar a produção aquícola, em gerar emprego, gerar oportunidade. Precisamos desenvolver e fomentar essa prática sustentável no nosso país”, declarou. 

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Próximos passos 

A tilapicultura já recebeu parecer favorável da Itaipu Binacional, responsável pela gestão do reservatório. Também foi liberada pelas autoridades brasileiras, mas aguarda a liberação pelos paraguaios. 

A expectativa é que o lago da hidrelétrica tenha a capacidade produtiva de 400 mil toneladas de peixe por ano, potencial que seria dividido igualmente entre os dois países. 

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O diretor de coordenação da Itaipu Binacional, Carlos Carboni, explicou que a piscicultura de outras espécies já é feita em menor escala no reservatório. Também existem cerca de 600 pescadores que vivem da captura no lago. No entanto, ainda é necessário regulamentação para a produção de tilápia em larga escala. Estamos em vias de implementar as ações, acho que esse é o aspecto extremamente importante. Queremos ter produção, mas vamos continuar focando na sustentabilidade”, acrescentou. 

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Edipo ainda exaltou o potencial aquícola do país. “A aquicultura no Brasil não é mais futuro, é presente. Conseguimos observar isso na prática, em campo, junto aos nossos mais de 33 mil aquicultores”. 

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Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Terras raras ganham protagonismo: Câmara vota política para minerais críticos e estudo aponta vantagem estratégica do Brasil

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A Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira (5) um projeto de lei que institui a política nacional para exploração de minerais críticos e estratégicos no Brasil, incluindo as terras raras — insumos essenciais para tecnologias ligadas à transição energética, como veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos.

O avanço da pauta ocorre em um momento em que cresce a preocupação global com a segurança das cadeias de suprimentos desses minerais. Estudo recente da KPMG aponta que a América do Sul reúne condições estratégicas para assumir papel relevante nesse cenário, especialmente diante da elevada concentração da produção mundial na China.

Dependência global e oportunidade para o Brasil

De acordo com o levantamento, mais de 70% da produção global de terras raras está concentrada na China, o que gera riscos geopolíticos e vulnerabilidades no abastecimento. Esse contexto abre espaço para novos players no mercado internacional.

O Brasil se destaca nesse cenário por possuir as segundas maiores reservas mundiais de terras raras, embora ainda ocupe apenas a 12ª posição na produção global. Essa diferença entre potencial e participação efetiva indica uma oportunidade estratégica para o país ampliar sua presença no setor.

Segundo especialistas, a combinação entre recursos naturais abundantes e demanda crescente por tecnologias limpas coloca o Brasil em posição favorável para avançar na cadeia global de minerais críticos.

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Quatro pilares para reconfiguração da cadeia de suprimentos

O estudo da KPMG identifica quatro fatores-chave que podem impulsionar a América do Sul — e o Brasil — na reconfiguração das cadeias globais de suprimentos:

  1. Diversificação geográfica da oferta: A existência de reservas ainda não exploradas permite à região reduzir a concentração global da produção e aumentar a segurança no fornecimento desses minerais estratégicos.
  2. Desenvolvimento do processamento local: A ampliação da capacidade de refino e beneficiamento na origem é considerada essencial para agregar valor à produção, reduzir gargalos logísticos e estimular a geração de empregos qualificados.
  3. Avanço da economia circular: A reciclagem de componentes eletrônicos, baterias e motores elétricos surge como alternativa complementar ao suprimento primário, reduzindo a pressão sobre os recursos naturais.
  4. Gestão integrada de riscos: A incorporação de fatores geopolíticos, climáticos e econômicos no planejamento da mineração pode aumentar a resiliência das cadeias produtivas e mitigar possíveis interrupções.
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Demanda crescente impulsiona mercado

O relatório também destaca que a expansão global de tecnologias de baixo carbono deve elevar significativamente a demanda por terras raras nos próximos anos. A popularização de veículos elétricos e a instalação de parques eólicos em larga escala exigirão volumes cada vez maiores desses minerais.

Esse cenário pressiona a economia global a buscar soluções complementares, como o desenvolvimento de tecnologias substitutivas e o fortalecimento de práticas de reciclagem e reaproveitamento de materiais críticos.

Brasil no centro da transição energética

Com vasto potencial mineral e crescente relevância no debate energético global, o Brasil pode assumir papel estratégico na nova configuração das cadeias de suprimentos. No entanto, especialistas apontam que o avanço dependerá de políticas públicas eficientes, segurança jurídica e investimentos em tecnologia e infraestrutura.

A votação do projeto na Câmara representa um passo importante nesse processo, podendo estabelecer as bases regulatórias para o desenvolvimento sustentável do setor no país.

Perspectiva

A corrida global por minerais críticos deve se intensificar nos próximos anos, impulsionada pela transição energética e pela necessidade de diversificação das fontes de suprimento. Nesse contexto, o Brasil tem a oportunidade de transformar seu potencial geológico em protagonismo econômico, desde que consiga alinhar regulação, investimento e inovação.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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