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EDUCAÇÃO

Enem 2026: publicado resultado dos pedidos de isenção

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), divulgou, na quarta-feira, 13 de maio, os resultados dos pedidos de isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. Os interessados podem conferir se as solicitações foram aceitas por meio da Página do Participante, com o login único do Gov.br.

Estão disponíveis também os resultados das justificativas de ausência para quem estava isento da taxa no Enem 2025, mas não compareceu aos dois dias de prova e precisou justificar a falta para solicitar a isenção da edição de 2026.  

Os participantes que tiveram o pedido de isenção ou a justificativa de ausência negados podem apresentar recurso até o dia 19 de maio. O resultado do recurso será divulgado no dia 25 do mesmo mês.  

Isenção – O Inep prevê a gratuidade do exame para quem: 

  • Está matriculado no 3º ano do ensino médio em escola pública, em 2026; 
  • Cursou todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em escola privada e que possua renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa; 
  • Está em situação de vulnerabilidade socioeconômica, de família de baixa renda, com registro no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). 
  • Participa do programa Pé-de-Meia.  
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Mesmo com a isenção da taxa aprovada, o participante deverá realizar a inscrição no Enem no período que será divulgado no edital do exame.  

Enem– Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).  

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Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar aos processos seletivos. Os resultados individuais do Enem podem ainda ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

PNEERQ: balanço de dois anos mostra avanços na equidade racial

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O Ministério da Educação (MEC) celebra, nesta quinta-feira, 14 de maio, dois anos de lançamento da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ), que atualmente conta com a adesão de 97,3% das secretarias municipais e 100% das estaduais, além de uma rede com mais de 1.500 profissionais atuando diretamente nos territórios. A política é a principal estratégia do MEC para a promoção de um ensino mais justo e equânime, comprometido com a superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo na educação brasileira e com a consolidação da educação escolar quilombola (EEQ). Desde 2024, ano de criação da política, diversas ações da pasta contribuíram para o avanço da equidade racial.  

Entre as iniciativas realizadas pela pasta está a criação do Diagnóstico Equidade, lançado em 2024 para fazer um mapeamento da implementação da educação para as relações étnico-raciais (ERER), da EEQ e da educação escolar indígena (EEI) nas redes públicas de ensino. O diagnóstico evidenciou que 78% das redes estaduais e 70% das redes municipais realizaram a revisão curricular em cumprimento à Lei nº 10.639/2003, que estabeleceu a obrigatoriedade do ensino das histórias e das culturas afro-brasileiras e africanas. Mostrou ainda que 74% das redes estaduais e 43% das redes municipais possuem normativa específica para a implementação da lei. 

O mapeamento contou com a participação de 100% das redes estaduais e 98% das redes municipais. A partir dos dados apurados e organizados, a PNEERQ e as redes de ensino puderam construir novas iniciativas baseadas em subsídios reais, promovendo uma gestão planejada e efetiva. Assim, a política atua de forma estruturante em todo o território nacional, apoiando as redes de ensino na implementação de políticas focadas nas maiores dificuldades encontradas. 

Novo diagnóstico – Para 2026, o MEC disponibilizará o novo Diagnóstico Equidade, que deverá ser preenchido pelas redes estaduais e municipais de ensino, por meio do módulo “PNEERQ” do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), no período de 18 de maio a 30 de junho, com registro de todos os avanços implementados em cada região., com registro de todos os avanços implementados em cada região. 

Neste ano, o diagnóstico está estruturado em dez eixos temáticos: Fortalecimento do Marco Legal; Políticas de Formação de Gestores e Profissionais de Educação; Gestão Educacional; Material Didático e Paradidático; Currículo; Financiamento; Indicadores, Avaliação e Monitoramento; Gestão Democrática e Mecanismos de Participação Social; Educação Escolar Quilombola; e Educação Escolar Indígena.   

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Investimentos – De modo a garantir o sucesso dos programas e os materiais necessários para a realização de atividades, o MEC investe recursos financeiros em diversas frentes. O Programa Dinheiro Direto na Escola Equidade (PDDE Equidade) é uma parceria elaborada junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) focada em fortalecer a equidade educacional nas redes, promovendo a melhoria das condições de oferta, da infraestrutura e da qualidade do ensino em contextos de maior vulnerabilidade social e educacional. Até o final de 2026, serão repassados R$ 115 milhões, via PDDE-Equidade ERER/EEQ, alcançando mais de 16 mil escolas em todo o país. As ações apoiam iniciativas que promovam a oferta de qualidade da educação escolar quilombola e contribuam para a redução das desigualdades educacionais e promoção da equidade racial. A adesão para 2026 está aberta, e as redes têm até 3 de junho para participar. 

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No campo do financiamento, a vinculação de recursos à redução das desigualdades raciais de aprendizagem, no âmbito do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), tem mobilizado bilhões de reais para o enfrentamento dessas disparidades. Em 2026, R$ 7,5 bilhões serão repassados para 4.303 redes de ensino que alcançaram as condicionalidades do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), complementação financeira do Fundeb.  

Quanto à infraestrutura, entre 2024 e 2026, o MEC investiu na construção de novas unidades escolares, incluindo a previsão de construção de 48 novas escolas quilombolas, além de alocar valores para melhorar a conectividade pedagógica e para retomar diversas obras na educação básica.  

Materiais de apoio – Para consolidar as informações de raça/cor, fundamentais para o desenvolvimento de políticas públicas efetivas, e reforçar o processo de declaração racial no Censo Escolar, a PNEERQ lançará o Guia para Declaração Étnico-Racial para as Redes de Ensino, que oferece orientações práticas para apoiar as secretarias de educação (estaduais e municipais) na implementação de ações sistemáticas voltadas à autodeclaração racial dos estudantes. Desde 2023, o MEC tem orientado todas as redes a qualificarem os registros étnico-raciais, articulando ações de formação, sensibilização, monitoramento e gestão da informação. Como resultado dos esforços, o último Censo Escolar, realizado em 2025, evidenciou um aumento da declaração de raça/cor, que saiu de 76%, em 2023, para 90,1%. 

O MEC também lançou a coleção Cadernos de Gestão das Modalidades Escolares, com o objetivo de apoiar as redes na formulação, na implementação e no monitoramento de políticas, programas, processos e práticas de gestão para a promoção da equidade educacional.  A coleção traz o Caderno de Gestão – Educação Escolar Quilombola, disponível para acesso na página da PNEERQ e na página Gestão Educacional para Equidade.  

A política também lançou os Protocolos de Identificação e Resposta ao Racismo, que buscam auxiliar as redes de ensino e as escolas na tomada de decisão diante de casos de racismo e de discriminação racial. O objetivo é promover as condições necessárias para que as respostas sejam contundentes, responsáveis e orientadas por diretrizes comuns. Ao incorporar e operacionalizar o protocolo, as equipes terão uma ferramenta eficaz, com linguagem simples, que possa ser bem compreendida por todos os atores que compõem a comunidade escolar e, de fato, contribua para a tomada de decisão. 

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Há ainda o lançamento das Devolutivas de Equidade Racial, que trazem diagnósticos individualizados para cada uma das redes municipais, com dados sobre o desempenho na Condicionalidade III do VAAR, os recursos recebidos e as desigualdades educacionais. Além de apresentar os principais desafios, as devolutivas indicam recomendações práticas para promover a equidade racial, apoiando a tomada de decisão dos gestores. Os documentos poderão ser acessados a partir de sexta-feira, 15 de maio, por meio da página das Devolutivas de Equidade Racial, no portal do MEC. 

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Selo Petrolina – Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva reconhece as secretarias de educação comprometidas com a implementação do ensino de história e cultura afro-brasileira e de políticas educacionais voltadas à equidade racial e quilombola. Na primeira edição, 436 redes de ensino receberam a honraria, sendo 428 municipais e 8 estaduais, e 20 delas foram premiadas com R$ 200 mil destinados ao fortalecimento dessas ações. Para 2026 já está previsto a publicação edital para a nova edição do Selo Petronilha. 

Formação – Entre 2023 e 2025, o MEC ofertou mais de 262 mil vagas em formação continuada para profissionais da educação, com investimento de aproximadamente R$ 43 milhões. Além disso, transformou a atuação dos agentes dos territórios da PNEERQ, que passam a exercer a função de agentes de formação local, ampliando o apoio direto às redes de ensino. A mudança está voltada à promoção da equidade educacional e direcionada às redes que não reduziram a desigualdade racial. A ação busca apoiar professores, especialmente das áreas de matemática, ciências da natureza e língua portuguesa, para o entendimento e a análise de fatores que produzem desigualdades de aprendizagem, além do desenvolvimento de estratégias e práticas de ensino que ampliem as oportunidades de participação, engajamento e aprendizagem de todos os estudantes. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)

Fonte: Ministério da Educação

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