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Economia

Caixa paga Bolsa Família a grupo com NIS final 9 nesta quinta-feira

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Benefício médio atinge R$ 678,01 com repasse total de R$ 12,9 bilhões do governo federal a mais de 19 milhões de famílias no mês de maio.

A Caixa Econômica Federal realiza nesta quinta-feira (28) o repasse da parcela de maio do Bolsa Família para os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) terminado em 9. A rodada atual de transferências alcança 19,08 milhões de lares e injeta R$ 12,9 bilhões na economia do país. O ciclo de pagamentos consolida as diretrizes de adicionais por composição familiar e operacionaliza as novas regras de proteção, que permitem a manutenção parcial do auxílio perante o aumento da renda originada por emprego formal.

Composição financeira e adicionais do benefício

O programa de transferência de renda estabelece um valor mínimo de R$ 600 para as famílias inscritas. A aplicação dos diferentes recortes sociais, no entanto, eleva o ticket médio recebido pelos beneficiários para R$ 678,01 neste mês. A estrutura do programa prevê o pagamento do benefício básico somado a adicionais focados na primeira infância, na juventude e na saúde materno-infantil.

A primeira modalidade extra é o Benefício Variável Familiar Nutriz. O mecanismo financeiro repassa seis parcelas de R$ 50 direcionadas a mães de bebês com até seis meses de idade. O objetivo do repasse é assegurar a alimentação da criança nesta fase de desenvolvimento. A segunda modalidade estabelece um acréscimo de R$ 50 para dois grupos: gestantes e nutrizes, mulheres que amamentam.

A terceira e a quarta faixas de adicionais focam na idade dos dependentes. O Governo Federal destina um repasse de R$ 150 para cada criança com idade de até seis anos, além de um adicional de R$ 50 para cada filho com idade entre sete e 18 anos.

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O calendário do modelo tradicional do Bolsa Família distribui os pagamentos ao longo dos últimos dez dias úteis de cada mês. Os dados detalhados sobre as datas de depósito, o valor e a composição das parcelas ficam disponíveis para consulta no aplicativo Caixa Tem, plataforma que acompanha as contas poupança digitais operadas pelo banco.

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Antecipação unificada atende 217 municípios

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social autorizou o pagamento unificado da parcela no último dia 18 para um grupo específico de beneficiários, independentemente do dígito final do NIS. A medida atende famílias residentes em 217 cidades distribuídas por nove estados brasileiros.

O critério para a antecipação engloba localidades afetadas por chuvas e estiagens, além de municípios que abrigam povos indígenas em situação de vulnerabilidade. O estado com o maior volume de cidades atendidas pela exceção do calendário é o Rio Grande do Norte. A seca que atinge a região resultou na antecipação dos repasses para moradores de 124 municípios potiguares.

A liberação atende ainda beneficiários em 31 cidades da Paraíba e 27 municípios de Pernambuco. No Sul, o Paraná registra 16 cidades no regime de exceção. A lista segue com Roraima e Sergipe, ambos com seis municípios contemplados. O Amazonas e o Rio de Janeiro somam três cidades cada, enquanto o Pará registra um município no modelo de pagamento unificado. A relação integral das cidades com a antecipação está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Impacto legal e fim do desconto do Seguro Defeso

As regras em operação no programa incorporam as diretrizes estabelecidas pela Lei 14.601/2023, legislação que resgatou o Programa Bolsa Família. Uma das alterações ativas desde 2024 é a extinção do desconto do Seguro Defeso sobre os valores transferidos aos beneficiários.

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O Seguro Defeso consiste em um benefício financeiro pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal. O repasse ocorre durante o período da piracema, fase de reprodução dos peixes em que a atividade pesqueira não pode ser exercida. Antes da lei atual, os beneficiários que recebiam o seguro sofriam reduções no repasse do programa social, prática vedada pelo marco vigente.

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Regra de proteção e transição de prazos

O balanço de maio registra 2,26 milhões de famílias inseridas na regra de proteção. O mecanismo atua como uma transição para os lares que registram aumento na renda devido à conquista de emprego por algum de seus integrantes.

A norma determina que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito. A condição para a permanência exige que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Neste mês, 159.248 novas famílias relataram aumento de renda e ingressaram na regra de proteção.

O tempo de permanência nesta fase sofrerá alterações legais em 2025. O prazo atual garante o recebimento de metade do benefício por até dois anos. No próximo ano, o limite será reduzido para um ano. A redução abrangerá exclusivamente as famílias que entrarem na fase de transição a partir de junho de 2025. O texto legal preserva o prazo original para os beneficiários antigos: quem se enquadrar na regra até o mês de maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

 

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Azul e governo atrelam benefício fiscal a nova rota aérea entre Cuiabá e Congonhas

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nova rota Azul

Voos diários operados por jatos da Embraer iniciam em setembro de 2026; acordo exige da companhia a expansão regional de destinos para a manutenção de incentivos do programa Voe MT.

A Azul Linhas Aéreas e o Governo de Mato Grosso confirmaram a operação de uma nova rota direta entre o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, localizado na região metropolitana de Cuiabá, e o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. As viagens comerciais do novo trecho terão início após o feriado da Independência, no mês de setembro de 2026.

O anúncio oficial materializa as exigências de contrapartida estabelecidas pela recente reformulação do programa estadual Voe MT. O controle logístico, gerenciado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), alterou a arquitetura do repasse de subsídios. A concessão de incentivos fiscais pelo Executivo estadual passou a exigir contrapartidas estruturais das companhias, condicionando a isenção tributária ao aumento contínuo da frequência de voos e à inclusão de novos municípios do interior na malha comercial. A manobra governamental mira o atendimento da demanda corporativa gerada pelo agronegócio e a ampliação do fluxo turístico da bacia pantaneira em direção ao Sudeste.

Capacidade operacional e projeção de assentos

A infraestrutura projetada para a rota estabelece a oferta de duas frequências diárias em cada sentido do trajeto ligando o Centro-Oeste à capital paulista. O maquinário selecionado pela companhia aérea para executar o percurso entre Cuiabá e São Paulo é o modelo Embraer E2. A aeronave possui capacidade estrutural restrita ao transporte de 136 passageiros por viagem.

O planejamento logístico desenhado pela Azul totaliza 26 voos semanais dedicados exclusivamente a este trecho de ida e volta. A projeção técnica dessa operação representa a injeção contínua de mais de 14 mil assentos mensais no mercado de aviação de Mato Grosso.

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A consolidação do Aeroporto de Congonhas como destino na capital paulista obedece a uma estratégia de capilaridade. O terminal central atua como polo distribuidor de rotas executivas, permitindo que os viajantes com origem em território mato-grossense realizem conexões imediatas para outros destinos do mapa nacional operados pela mesma empresa.

Pressão governamental e o programa Voe MT

A abertura do canal logístico direto para São Paulo ocorre em um ambiente de aperto nas regras de benefícios tarifários estaduais. Por meio da Sedec, o governo estadual reescreveu os critérios de elegibilidade do Voe MT. Os incentivos financeiros estatais não são mais distribuídos de forma genérica para as empresas de aviação que pousam no estado, dependendo obrigatoriamente de métricas de desempenho e da expansão real comprovada pela companhia aérea atuante.

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Os três critérios de avaliação estipulados pelo Executivo para a manutenção do benefício fiscal incluem a aferição da frequência contínua de voos nas praças operadas, a contagem progressiva do número de municípios atendidos no interior do estado e a consolidação de conexões que integrem regiões de fronteira aos polos nacionais.

Durante o anúncio oficial do trecho, realizado em reunião presencial entre a cúpula do governo estadual e os diretores da empresa de aviação, o CEO da Azul, John Rodgerson, reconheceu a imposição das contrapartidas pelo Executivo. “Estamos muito felizes por estarmos aqui. O Governo de Mato Grosso foi duro nas negociações, pedindo mais voos e horários nobres, e a Azul está empenhada em atender Mato Grosso. Vai ser um prazer voar com vocês”, declarou o executivo.

Para o governador Otaviano Pivetta, o ganho de conectividade imposto pelo novo contrato reflete uma política primária de desenvolvimento econômico. O gestor estadual justificou a pressão negocial pela necessidade de melhorar a locomoção da população local e defendeu a manutenção de rotas regulares para o interior de Mato Grosso, além da atração de operações internacionais futuras.

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“Nos alegra muito saber que a Azul Linhas Aéreas está interessada em fazer negócios em Mato Grosso. Nós queremos receber vocês aqui e dar todo o apoio necessário, porque precisamos da Azul para desenvolver o nosso Estado, melhorar a mobilidade da população e oferecer mais opções de voos para o nosso povo em geral”, afirmou Pivetta na reunião.

Alvos econômicos estratégicos do acordo

A reconfiguração da malha e a exigência por espaços de voo em horários de pico comercial possuem dois alvos econômicos específicos definidos na mesa de negociação entre a Sedec e a companhia. O primeiro motor da demanda é o agronegócio. A ampliação da grade em faixas classificadas como horários nobres objetiva absorver a demanda corporativa estrita gerada por empresários, produtores rurais e executivos de cadeias logísticas do setor primário, atividade que constitui a base da economia de Mato Grosso.

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O segundo eixo de exploração econômica garantido pela nova rota é o fluxo turístico em direção às reservas ecológicas. O Aeroporto Internacional Marechal Rondon atua historicamente como a única porta de entrada aérea viável para grupos de visitantes em trânsito para o bioma do Pantanal mato-grossense, para o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães e para o polo de flutuação e ecoturismo da região de Nobres. A elevação da oferta em 14 mil assentos diretos partindo de Congonhas cria uma rota de escoamento e recepção programada para o fomento contínuo dessas zonas turísticas.

Ramificações da malha e rotas de integração

Em paralelo ao lançamento central da ponte aérea conectando Cuiabá a Congonhas, a trava imposta pelas novas condicionantes do programa Voe MT forçou a retomada de ligações regionais específicas. Para cumprir as metas de isenção, a Azul precisou reativar a operação comercial conectando o município de Alta Floresta, no extremo norte, à capital mato-grossense.

A execução do planejamento de ramificação exigido pelo governo incluiu, na mesma janela de operações, a inauguração de conexões saindo do terminal Marechal Rondon com destino a outras três praças localizadas na rota terrestre da BR-364. Foram confirmadas operações para os municípios de Vilhena, Ji-Paraná e Cacoal, ampliando o eixo de influência do aeroporto de Cuiabá. Toda a arquitetura de voos deve operar em plena capacidade na segunda quinzena de setembro de 2026.

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