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Brasil, Guiana e IICA fortalecem cooperação regional no Caribe

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A Guiana foi a última etapa de uma ampla missão internacional do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) pela América Central e pelo Caribe, voltada ao fortalecimento da cooperação agrícola, científica e comercial na região. A agenda teve como principal resultado a assinatura da Carta de Intenções que formaliza a criação do Hub Caribenho de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Agricultura Sustentável, iniciativa voltada à promoção da inovação, da produtividade e da segurança alimentar no Caribe.

A assinatura ocorreu em Georgetown, no Ministério da Agricultura da Guiana, e reuniu o ministro da Agricultura do país, Zulfikar Mustapha; o diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Muhammad Ibrahim; e o secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares. As três instituições assinaram o documento que estabelece as bases para implementação da iniciativa e consolida uma nova plataforma de cooperação regional.

O Hub Caribenho de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Agricultura Sustentável tem como objetivo aproximar governos, centros de pesquisa, organismos internacionais e o setor produtivo para o desenvolvimento e a adaptação de soluções voltadas ao aumento da produtividade, da sustentabilidade e da resiliência dos sistemas agrícolas frente aos desafios das mudanças climáticas.

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A iniciativa apoia-se na experiência acumulada pelo Brasil ao longo de décadas de pesquisa agropecuária, especialmente por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e na cooperação Sul-Sul como instrumento para compartilhar conhecimentos, tecnologias e metodologias adaptadas às condições tropicais da região.

Recepção presidencial e integração regional

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Outro destaque da missão foi a recepção oficial da delegação brasileira pelo presidente da Guiana, Mohamed Irfaan Ali, que conduziu reunião de alto nível acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores e Cooperação Internacional, Hugh Todd, e pelo ministro da Agricultura, Zulfikar Mustapha. O encontro reafirmou o compromisso de aprofundar as relações bilaterais e permitiu avançar em temas estratégicos das agendas agrícola e de integração regional.

Durante a reunião, o presidente guianense apresentou a proposta de criação de uma zona livre de alimentos, com o objetivo de facilitar o acesso dos países da Comunidade do Caribe (CARICOM) a produtos agroalimentares e contribuir para o fortalecimento da segurança alimentar regional.

Comércio e setor produtivo

A programação incluiu ainda visitas institucionais à CARICOM, em reunião com a secretária-geral Carla Barnett, e ao World Trade Center Georgetown, representado pelo diretor-executivo Wesley Kirton. Os encontros ampliaram o diálogo sobre comércio, investimentos e oportunidades de cooperação entre o Brasil e os países caribenhos.

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No setor produtivo, a delegação visitou uma empresa guianense do segmento de fertilizantes, com atuação nas áreas de fabricação e logística. A agenda permitiu avaliar oportunidades de negócios e identificar possíveis sinergias capazes de ampliar a presença brasileira no mercado regional de insumos agrícolas.

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Encerrada na Guiana, a missão reforçou o papel do Brasil como parceiro estratégico do Caribe na promoção do desenvolvimento sustentável da agricultura. A criação do Hub Caribenho de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Agricultura Sustentável representa o principal resultado da agenda e estabelece uma nova estrutura para a cooperação técnica e científica entre os países da região, com foco na inovação, na segurança alimentar e na adaptação da agricultura aos desafios futuros.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Nutrição Castrolanda combina tecnologia e precisão para impulsionar produtividade leiteira e eficiência no campo

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A evolução da pecuária leiteira da Castrolanda é resultado de uma combinação entre genética, manejo, tecnologia e, sobretudo, nutrição animal. Ao longo das últimas décadas, a cooperativa consolidou um sistema produtivo mais tecnificado, no qual a alimentação se tornou fator determinante para o aumento da produtividade por vaca e da eficiência do rebanho.

Com a modernização dos sistemas de produção — que migraram do modelo a pasto para estruturas semiconfinadas e confinadas —, a nutrição passou a responder por até 60% da matéria seca consumida por vacas de alta produção e por mais de 70% da produção de leite.

Evolução histórica da nutrição acompanha transformação da pecuária leiteira

Desde o início da década de 1950, a alimentação do rebanho leiteiro na Castrolanda era baseada principalmente em forragens de inverno e verão, complementadas por rações concentradas.

Com a inauguração da Fábrica de Rações em 1970, a produção ganhou escala e passou a atender também outras cadeias pecuárias, como suínos e aves, acompanhando o crescimento da agricultura regional.

De acordo com o Consultor de Negócios Leite da Castrolanda, Huibert Pieter Janssen, as primeiras formulações seguiam uma lógica simples, baseada no teor proteico e no tipo de sistema produtivo da época, com rações que variavam entre 15%, 18% e 23% de proteína, além de concentrados mais tecnificados para uso em propriedades rurais.

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Expansão industrial e modernização das formulações nutricionais

Com o avanço da pecuária leiteira, a Castrolanda ampliou sua estrutura industrial. Em 1990, a fábrica matriz em Castro foi expandida. Em 2003, foi inaugurada a unidade de Piraí do Sul, em parceria com a Perdigão S/A. Já em 2009, a unidade matriz passou por nova ampliação.

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Atualmente, a Nutrição Castrolanda trabalha com um portfólio diversificado de rações com níveis de proteína que variam entre 16%, 18%, 20% e 23%, atendendo diferentes fases e sistemas de produção.

O portfólio também inclui suplementos energéticos, minerais, núcleos, concentrados e dietas específicas para vacas secas, pré-parto, novilhas e bezerras, além de aditivos voltados à saúde ruminal, imunidade e eficiência alimentar.

Uso de aditivos e nutrição de precisão melhora desempenho do rebanho

Segundo Huibert Janssen, a evolução das formulações incorporou tecnologias validadas por pesquisas científicas e instituições reconhecidas, incluindo aditivos como monensina sódica, leveduras, biotina, minerais orgânicos, gordura protegida, tamponantes e adsorventes de micotoxinas.

Esses componentes contribuem para melhor digestibilidade, saúde do rúmen, eficiência alimentar e desempenho reprodutivo, refletindo diretamente na qualidade e no teor de sólidos do leite produzido.

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Na prática, uma nutrição equilibrada favorece maior imunidade, melhor desempenho reprodutivo e maior estabilidade produtiva ao longo do ciclo das vacas leiteiras.

Tecnologia industrial garante precisão e padronização das rações

Nas unidades industriais da Castrolanda, o processo de produção de ração é totalmente monitorado, desde o recebimento das matérias-primas até a expedição do produto final.

Segundo o coordenador de produção da fábrica matriz, Mahani Piacentini, cada carga passa por classificação, análise laboratorial e controle de qualidade antes da liberação, com tempo médio de avaliação de aproximadamente 30 minutos.

O processo é altamente automatizado, garantindo precisão na dosagem de microingredientes — em alguns casos, com variações mínimas de gramas — para assegurar fidelidade entre a formulação e o produto final entregue ao cooperado.

Controle de qualidade mede homogeneidade e eficiência da ração

Durante a produção, parâmetros técnicos como o Coeficiente de Variação (CV) são utilizados para avaliar a uniformidade da mistura, enquanto o Índice de Durabilidade do Pellet (PDI) mede a resistência física da ração.

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Esses indicadores são fundamentais para garantir que o animal consuma uma dieta equilibrada e com alta eficiência nutricional, reduzindo perdas e melhorando o aproveitamento dos nutrientes.

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Além disso, o controle de qualidade inclui amostragem em todas as etapas do processo, certificação do Ministério da Agricultura e adoção de Boas Práticas de Fabricação (BPF).

Linha exclusiva para bovinos leiteiros reforça segurança produtiva

Um dos diferenciais da Castrolanda é a segregação das linhas de produção. A fábrica mantém linhas exclusivas para bovinocultura leiteira, evitando contato com rações de outras espécies.

Essa separação garante maior segurança nutricional e reduz riscos de contaminação cruzada, fator considerado essencial para a eficiência do sistema produtivo.

Produção em escala e foco no cooperado fortalecem desempenho no campo

Em 2025, a Castrolanda produziu cerca de 70 mil toneladas de ração para bovinos, além de 95 mil toneladas de matérias-primas e 7,5 mil toneladas de suplementos minerais destinados à pecuária leiteira.

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Segundo Mahani Piacentini, o principal objetivo da Nutrição Castrolanda é garantir qualidade, regularidade no fornecimento e suporte ao desempenho do cooperado no campo.

A ração é considerada um complemento estratégico às dietas formuladas nas propriedades, e sua eficiência impacta diretamente na conversão alimentar e na produtividade do rebanho.

“O foco é entregar um produto de qualidade, no prazo correto, para que o produtor mantenha sua dieta sem interrupções e alcance os melhores resultados”, destaca.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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