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AGRONEGÓCIO

Bem-estar animal se torna fator estratégico para acesso a mercados e competitividade do agronegócio brasileiro

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O bem-estar animal deixou de ser apenas uma pauta ética e passou a ocupar posição central nas estratégias de competitividade do agronegócio. A avaliação é de Elisa Tjarnstrom, que destaca a relação direta entre boas práticas de manejo, saúde dos rebanhos e acesso a mercados internacionais.

Segundo a especialista, sistemas produtivos que garantem conforto, alimentação adequada, ambiência controlada e menor exposição ao estresse apresentam animais mais saudáveis, com melhor resposta imunológica e menor incidência de doenças.

Bem-estar animal impacta produtividade e reduz uso de medicamentos

Na análise da Elisa Tjarnstrom, a adoção de boas práticas de manejo contribui diretamente para a redução da necessidade de intervenções medicamentosas, especialmente antibióticos, além de diminuir perdas e mortalidade nos sistemas produtivos.

O resultado é um efeito em cadeia que melhora a eficiência das propriedades e fortalece a saúde geral dos plantéis, com reflexos diretos na produtividade e na sustentabilidade da produção pecuária.

Conceito de Saúde Única reforça integração entre produção e saúde pública

O tema também está inserido no conceito de Saúde Única (One Health), que integra saúde animal, humana e ambiental. Nesse contexto, a prevenção de doenças e o uso responsável de antimicrobianos ganham relevância estratégica para toda a cadeia de alimentos.

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A especialista destaca que práticas adequadas de bem-estar contribuem para reduzir a dependência de antibióticos, trazendo benefícios não apenas para os animais, mas também para a saúde pública e para o equilíbrio dos sistemas produtivos.

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Gestão e capacitação são fundamentais na prevenção de doenças

Outro ponto central está na atuação das equipes de campo e dos profissionais envolvidos na produção. O manejo adequado, aliado à capacitação técnica e à observação constante do comportamento dos animais, é apontado como fator essencial para a prevenção de problemas sanitários.

A adoção de boas práticas diárias permite identificar riscos com antecedência e reduzir impactos produtivos, promovendo ambientes mais estáveis e eficientes dentro das propriedades rurais.

Bem-estar animal influencia competitividade no mercado internacional

Além dos ganhos produtivos, o bem-estar animal também se tornou um elemento decisivo para o comércio exterior. Em especial, mercados como a União Europeia têm ampliado a exigência por critérios que envolvem rastreabilidade, uso responsável de antimicrobianos e condições de manejo.

Segundo Elisa Tjarnstrom, o foco dos compradores e reguladores já não está restrito ao produto final, mas a toda a cadeia produtiva.

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Brasil fortalece posição com práticas sustentáveis e responsáveis

Diante desse cenário, o avanço de iniciativas voltadas ao bem-estar animal é visto como estratégico para o Brasil. A melhoria contínua das práticas de manejo e o fortalecimento de políticas sanitárias contribuem para sistemas mais resilientes e competitivos.

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A adoção dessas medidas também reforça a imagem do país como fornecedor confiável de alimentos no mercado global, especialmente em um ambiente de crescente exigência por sustentabilidade e responsabilidade produtiva.

COBEA articula setor para fortalecer boas práticas na cadeia produtiva

Nesse contexto, iniciativas colaborativas como a Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA) ganham relevância ao reunir empresas e agentes da cadeia produtiva.

O objetivo é promover diálogo, alinhamento técnico e soluções práticas para desafios sanitários, ambientais e comerciais do setor de alimentos.

Agenda estratégica para o futuro da produção de alimentos

Com a crescente integração entre saúde animal, saúde pública, sustentabilidade e competitividade internacional, o bem-estar animal passa a ser um eixo estratégico para o futuro do agronegócio.

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A tendência é de fortalecimento de sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e alinhados às exigências globais, consolidando o tema como parte essencial da evolução da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preço do etanol sobe com redução da oferta após chuvas em São Paulo, aponta Cepea

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As recentes chuvas registradas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar do estado de São Paulo provocaram interrupções temporárias na moagem e reduziram a oferta de etanol no mercado. Com menor disponibilidade do biocombustível, os preços apresentaram leve valorização na última semana, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com pesquisadores do Cepea, o mercado seguiu marcado por uma postura mais firme dos vendedores, que limitaram a participação nas negociações spot e realizaram vendas principalmente quando havia necessidade imediata de geração de caixa. Esse comportamento contribuiu para sustentar os preços tanto do etanol hidratado quanto do anidro.

Distribuidoras ampliam compras e impulsionam negócios

Do lado da demanda, as distribuidoras aumentaram a presença no mercado durante a semana passada, elevando o volume de negócios em comparação ao período anterior. O movimento foi observado tanto para o etanol hidratado quanto para o anidro, favorecendo a liquidez do mercado paulista.

Os dados do Cepea mostram que o volume negociado de etanol anidro no mercado spot das usinas de São Paulo mais do que dobrou na comparação semanal. Já para o etanol hidratado, o crescimento das negociações alcançou 81,5% no mesmo período.

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Expectativa de safra volumosa limita altas mais intensas

Apesar da recuperação dos preços e do aumento das negociações, os agentes do setor continuam atentos às perspectivas para a safra 2026/27. A expectativa predominante é de ampla oferta de etanol ao longo do ciclo, fator que tende a limitar movimentos mais expressivos de valorização no mercado.

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Analistas destacam que, embora eventos climáticos possam gerar oscilações pontuais na disponibilidade do produto, o cenário estrutural segue indicando produção robusta, especialmente nas regiões de maior concentração sucroenergética do país.

Mercado acompanha clima e ritmo da moagem

Nos próximos meses, o comportamento das chuvas e o ritmo de processamento da cana serão determinantes para a formação dos preços. Caso ocorram novas interrupções na colheita e na moagem, a oferta poderá continuar pressionada no curto prazo, sustentando as cotações do etanol.

Por outro lado, com a normalização das operações e o avanço da safra, a tendência é de maior disponibilidade do biocombustível, reforçando a expectativa de abastecimento confortável para o mercado brasileiro ao longo da temporada.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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