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Justiça

Fim da peregrinação? CNJ lança site único para pedir certidões de qualquer cartório

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plataforma meu registro

Sistema concentra pedidos de certidões, mas promessa de alcance em todo o país depende de adesão das serventias; taxas seguem tabelas estaduais

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou oficialmente em Brasília, em 22 de junho de 2026, a plataforma Meu Registro, interface única na internet para solicitações integradas de serviços de cartórios. A ferramenta inicia as operações permitindo pedidos de certidões em três especialidades, mas a unificação de todas as unidades do país em um único balcão virtual ocorrerá de forma progressiva.

A iniciativa regulamenta a interface de comunicação do Sistema Eletrônico dos Registros Públicos (SERP), instituído pela Lei n.º 14.382/2022. O objetivo é criar um ambiente digital onde o cidadão apresente sua demanda sem a necessidade de deslocamento físico, cabendo ao sistema organizar o fluxo entre as serventias. No entanto, a abrangência nacional defendida no discurso oficial e nas normativas ainda enfrenta o desafio técnico da adesão de cada cartório, uma vez que não há dados públicos sobre a totalidade de unidades já conectadas e operando.

O novo ambiente foi instituído pelo Provimento CNJ n.º 229/2026, assinado em 16 de junho pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, e publicado três dias depois. A norma deixa claro que o Meu Registro não cria uma nova pessoa jurídica, tampouco altera as competências dos cartórios ou substitui os Operadores Nacionais que gerenciam o sistema.

O que muda e como acessar

O acesso do cidadão ocorre pelo endereço meuregistro.org.br. Para utilizar o serviço, o usuário deve passar por autenticação, que pode ser feita por quatro caminhos: conta gov.br, certificado digital ICP-Brasil, Identidade Registral Civil (IdRC) ou pela Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ-Br).

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Ao apresentar a necessidade, o sistema identifica o fluxo, encaminha a solicitação às serventias competentes e gera o Número Registral (NR). Este identificador eletrônico único, de caráter nacional e rastreável, permite o acompanhamento do pedido on-line durante toda a jornada do usuário.

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A norma também regulamenta a figura do “cartório orquestrador”, que conduz o pedido principal, e do “cartório de apoio”, que cumpre providências complementares. Fica vedado transferir ao cidadão a obtenção de certidões ou buscas que possam ser resolvidas internamente entre os próprios cartórios por meio de interoperabilidade horizontal.

Na fase inicial, o escopo da plataforma está focado em pedidos integrados de certidões nas áreas de Registro Civil de Pessoas Naturais, Registro de Imóveis e Registro de Títulos e Documentos e Civil de Pessoas Jurídicas. A documentação oficial aponta para uma ampliação gradual da carta de serviços.

Custos e atendimento presencial

Apesar da centralização digital, os custos para o cidadão não foram unificados. O pagamento on-line deve observar rigorosamente a tabela de emolumentos vigente em cada estado. A economia gerada pela plataforma concentra-se nos custos indiretos, evitando gastos com deslocamento e retrabalho burocrático.

Para os usuários que preferem ou necessitam do atendimento físico, a alternativa presencial foi mantida. O cidadão pode comparecer a um cartório e, no mesmo atendimento, solicitar documentos que dependam de outras serventias.

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A promessa da capilaridade nacional

O ponto mais sensível da implementação recai sobre a meta de cobertura universal. A pretensão normativa é de alcance nacional, sustentada pela obrigatoriedade de adesão das serventias e pela interconexão de bases. O discurso oficial durante o lançamento destacou serviços de cartórios de todo o país e a possibilidade de pedidos simultâneos a unidades de diferentes estados.

Contudo, a implantação é declaradamente progressiva, conduzida por meio de homologações e projetos-piloto. Até o momento, não foram divulgados relatórios, painéis de monitoramento ou métricas de adoção que certifiquem que a totalidade dos cartórios de todos os estados brasileiros já esteja tecnicamente integrada e respondendo aos pedidos via Meu Registro.

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Cidadania e segurança jurídica

A cerimônia de lançamento no auditório do CNJ reuniu autoridades do Judiciário e representantes do setor cartorário. O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, descreveu a plataforma como uma nova forma de o Estado entregar “segurança jurídica, simplificação e cidadania”.

Ao comentar sobre a interface voltada para o usuário final e a tecnologia que organiza a comunicação entre as serventias, o ministro destacou que o cidadão “não precisa conhecer a complexidade” por trás dos registros.

O evento contou ainda com a presença do presidente do CNJ, ministro Edson Fachin; do juiz auxiliar da Corregedoria, Rodrigo Gonçalves de Souza; da desembargadora Agamenilde Dias Arruda Vieira Dantas; do presidente do Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR), Juan Pablo Correa; e do coordenador do Operador Nacional do Sistema Eletrônico dos Registros Públicos (ONSERP), Luiz Carlos Vendramin Júnior.

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Entenda os termos

  • SERP: Sistema Eletrônico dos Registros Públicos, infraestrutura digital criada por lei em 2022 para modernizar os cartórios. O “Meu Registro” é a marca e o site que o cidadão usa para acessar o SERP.
  • Emolumentos: São as taxas cobradas pelos cartórios pela prestação dos serviços. Cada estado tem sua própria lei e tabela de preços.
  • Operadores Nacionais (ONSERP, ONR, etc): Entidades responsáveis por gerenciar a infraestrutura tecnológica e integrar os diferentes tipos de cartórios (imóveis, civil, títulos).
  • Provimento: Ato normativo emitido pelas Corregedorias (como o CNJ) para regulamentar e padronizar procedimentos da Justiça e dos cartórios.
  • Interoperabilidade Horizontal: Capacidade de os sistemas de diferentes cartórios conversarem e trocarem documentos entre si diretamente, sem que o cidadão precise atuar como mensageiro.

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Operação Cesin prende em flagrante morador de Nova Olímpia com imagens de abuso sexual infantil no celular

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Décima edição da ação da Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão e de quebra de sigilo telemático expedidos pela Comarca de Barra do Bugres

Um morador de Nova Olímpia foi preso em flagrante na manhã desta terça-feira (29), durante a décima edição da Operação Cesin, da Polícia Civil de Mato Grosso. Segundo a corporação, ele armazenava no celular fotos e vídeos de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes.

A operação cumpriu duas ordens judiciais, um mandado de busca e apreensão e um de quebra de sigilo telemático, expedidas pelo Juízo da Comarca de Barra do Bugres a partir de investigação da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI). Policiais da DRCI executaram as medidas com apoio de equipes da Delegacia Regional de Tangará da Serra.

A investigação começou depois que a DRCI recebeu denúncias de que um morador da cidade guardava imagens de abuso sexual infantojuvenil, principalmente de crianças. Com o avanço do trabalho, a polícia identificou e localizou o suspeito e pediu à Justiça as medidas, que foram autorizadas.

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O homem é investigado pelo armazenamento de material de abuso sexual infantil, crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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Com a apreensão dos aparelhos eletrônicos, a Polícia Civil pretende aprofundar a investigação e identificar outras pessoas com quem o investigado teria compartilhado o material.

O nome da operação vem da sigla Cesin, de Combate à Exploração Sexual Infantil, linha de investigação permanente da DRCI.

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