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AGRONEGÓCIO

Pesca e Aquicultura podem se beneficiar dos R$ 622 bilhões do Plano Safra

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta terça-feira (30), o novo Plano Safra 2026/2027. Durante a cerimônia, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), foi anunciado o investimento de R$ 97,3 bilhões para a Agricultura Familiar. Isso representou aumento de 28% em relação à 2024. Para o Agronegócio o investimento é de R$ 525 bilhões. Aumento de 3,35% em relação ao mesmo período. O evento contou com a presença do ministro da Pesca, Edipo Araujo; da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiavelli; da ministra da Casa Civil, Míriam Belchior; da ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck e do ministro da Fazenda, Dario Durigan.   

“O Ministério da Pesca e Aquicultura trabalha fortemente para dar celeridade às entregas para que as políticas públicas cheguem aos nossos pescadores e aquicultores. O Plano Safra é uma das principais políticas porque envolve a geração de renda de quem ajuda a colocar o alimento na mesa de milhões de brasileiros é um setor que, ao longo dos anos, mereceu ainda mais atenção e reconhecimento. Só um presidente como o Lula para dar voz a mais de 1,7 milhão de pescadores e mais de 33 mil aquicultores, que colocam na nossa mesa em torno de 1,4 milhão de toneladas de pescado. Neste avanço, também temos o Pronaf Azul, pois o crédito rural também chegou com mais força junto aos povos das águas. Houve o crescimento de 143% em operações para pesca e aquicultura ao comparar com o último Plano Safra”, destacou o ministro Edipo Araujo. 

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 O Plano Safra oferece linhas de crédito e outros incentivos para que os produtores rurais possam fortalecer a produção. Em 2024, foram disponibilizados R$ 76 bilhões, enquanto em 2025 foram R$ 89 bilhões para a Agricultura Familiar. Para o Agronegócio, foram liberados R$ 508 bilhões em 2024 e R$ 516 bilhões em 2025.  

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Plano Safra
Plano Safra

Das águas à mesa dos brasileiros 

 Nos últimos anos, o Plano Safra vem sendo um instrumento para fortalecer os setores pesqueiro e aquícola. A taxa para o financiamento da produção de alimentos do setor da Pesca e Aquicultura passou de 3% para 2% ao ano, podendo chegar até 0,5% ao ano para o microcrédito (Pronaf B). “Isso representa o fortalecimento do setor e mais possibilidades para modernização e ampliação da atividade dos trabalhadores e trabalhadoras das águas”, ressaltou o ministro Edipo Araujo.  

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 O Pronaf Azul é um programa de crédito do Plano Safra da Agricultura Familiar, voltado especificamente para pescadores artesanais e aquicultores familiares, com condições diferenciadas de limite e juros para apoiar a produção. Por meio do Pronaf Azul, esse público acessa três linhas principais de financiamento: o Pronaf Custeio, com limite de R$ 250 mil, taxa de 2% ao ano e prazo de 11 meses; o Pronaf Mais Alimentos, com limite de R$ 270 mil, taxa de 2% ao ano e prazo de até 10 anos (com 3 anos de carência); e o Pronaf B, voltado ao microcrédito produtivo, com limite de R$ 12 mil, juros de 0,5% ao ano e prazo de 3 anos. 

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 O lema do lançamento do Governo Federal é: “um país soberano é um país que alimenta o seu povo”. Na cerimônia no Palácio do Planalto também foram anunciados o convênio do Edital do Ministério da Pesca e Aquicultura de Fortalecimento Produtivo para execução de projetos de promoção e geração de trabalho e renda, no valor de R$ 7 milhões, beneficiando 11 mil pescadores, e a Portaria do Ministério da Pesca e Aquicultura que cria a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira e institui política que oferece assistência técnica continuada, participativa e contextualizada.  

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura.

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Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

AGRONEGÓCIO

Mercado de trigo mantém preços firmes no Sul, mas baixa liquidez limita negócios e preocupa produtores

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O mercado brasileiro de trigo continua operando com baixa liquidez na Região Sul, refletindo o desencontro entre compradores e vendedores, o ritmo reduzido das aquisições pelos moinhos e as dificuldades de repasse dos custos ao mercado de farinha. Apesar do volume limitado de negociações, as cotações permanecem firmes nos principais estados produtores.

De acordo com análise da TF Agroeconômica, o cenário é marcado por ofertas restritas, demanda cautelosa e expectativas voltadas para a próxima safra, que enfrenta desafios relacionados aos custos de produção, ao clima e ao potencial de redução da área cultivada.

Rio Grande do Sul registra mercado calmo e preocupação com a próxima safra

No Rio Grande do Sul, o mercado segue praticamente parado. Os grandes moinhos permanecem fora das compras imediatas, com indicações próximas de R$ 1.420 por tonelada entregue, embora os valores variem conforme localização, qualidade e prazo de entrega.

As indústrias já possuem cobertura para o mês de julho e parte delas direciona as negociações para agosto, reduzindo ainda mais o volume de negócios no mercado disponível.

No campo, o cenário preocupa os produtores. O aumento dos custos de produção, a pressão sobre os preços, o risco climático associado ao possível retorno do fenômeno El Niño e a possibilidade de maior incidência de doenças, como o DON (Deoxinivalenol), influenciam o planejamento da nova temporada.

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Cooperativas das regiões Central e Noroeste relatam redução de até 40% na intenção de plantio, embora os números ainda aguardem confirmação oficial.

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As estimativas da Emater-RS apontam produção próxima de 2,2 milhões de toneladas, volume significativamente inferior às cerca de 3,8 milhões a 4 milhões de toneladas registradas na safra anterior. Caso esse cenário se confirme, o Estado poderá enfrentar déficit de aproximadamente 1,9 milhão de toneladas.

Enquanto isso, o preço de balcão apresentou nova valorização, alcançando R$ 70,02 por saca.

Santa Catarina enfrenta dificuldades para comercializar farinha

Em Santa Catarina, os preços elevados do trigo continuam limitando a comercialização da farinha e reduzindo o ritmo dos negócios.

Foi registrado um lote de trigo melhorador negociado a R$ 1.450 por tonelada FOB, com entrega futura, mas o restante do mercado segue praticamente travado.

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As referências permanecem em torno de R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto os moinhos localizados na região leste indicam valores próximos de R$ 1.500 por tonelada CIF.

No mercado de balcão, as cotações permaneceram estáveis na maior parte das regiões, com altas pontuais observadas nas praças de Chapecó e São Miguel do Oeste.

Oferta restrita sustenta preços no Paraná

No Paraná, a oferta disponível continua limitada, sustentando as cotações do cereal.

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Os moinhos trabalham com indicações de R$ 1.450 por tonelada CIF nos Campos Gerais e na região de Curitiba, enquanto no Norte do Estado os valores chegam a R$ 1.480 por tonelada CIF.

Do lado da oferta, produtores pedem preços a partir de R$ 1.400 por tonelada FOB, enquanto o trigo originado no Rio Grande do Sul aparece entre R$ 1.330 e R$ 1.350 por tonelada FOB.

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Para a nova safra, as negociações ainda são pontuais, com referências próximas de R$ 1.400 por tonelada CIF, para entregas previstas entre o final de agosto e setembro.

Mercado segue atento ao equilíbrio entre oferta e demanda

O mercado de trigo brasileiro permanece sustentado pela baixa disponibilidade de produto, mas enfrenta um ambiente de negociações reduzidas em razão da cautela dos compradores e das dificuldades enfrentadas pelo setor de moagem para repassar os custos ao consumidor.

Ao mesmo tempo, as perspectivas de menor produção no Rio Grande do Sul, aliadas às incertezas climáticas e ao elevado custo de produção, reforçam a expectativa de um mercado que deverá continuar acompanhando de perto a evolução da safra e o comportamento da oferta nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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