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ECONOMIA

Transformação ecológica impulsiona investimentos, competitividade e desenvolvimento, afirma ministro

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, participou nesta quinta-feira (2/7) da abertura do Brasil Mais Verde – 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, no Rio de Janeiro, e afirmou que a transformação ecológica representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a política industrial, ampliar investimentos e aumentar a competitividade da economia brasileira.

O fórum, realizado no edifício-sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), reuniu representantes do governo federal, instituições financeiras, setor produtivo, especialistas e academia para debater estratégias capazes de posicionar o Brasil como protagonista da transformação ecológica, estimulando investimentos, inovação, competitividade e desenvolvimento sustentável.

A secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do MDIC), Julia Cruz, também participou da abertura do evento.

“O presidente Lula recriou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O Brasil ficou um tempo sem o MDIC, quando o mundo todo sabe que o desenvolvimento econômico, capaz de promover também desenvolvimento social, inclusão e distribuição de renda, tem que ter uma política industrial como o epicentro desse desenvolvimento. Ao recriar o MDIC, criou também a Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria. Descarbonização e bioindústria são, talvez, os principais ativos que nós temos para incorporar à política industrial”, afirmou Márcio Elias Rosa.

Na abertura do fórum, o ministro ressaltou que a Nova Indústria Brasil (NIB) incorporou a descarbonização, a transição energética e a bioeconomia entre suas missões estratégicas, consolidando uma política industrial voltada ao fortalecimento da competitividade, da inovação e da sustentabilidade. Segundo ele, produzir no Brasil significa produzir com menor emissão de gases de efeito estufa, transformando a sustentabilidade em uma vantagem competitiva para a indústria nacional.

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“O presidente Lula, quando lançou esse programa, reservou R$ 300 bilhões para fomentar a política industrial. Hoje, nós já temos R$ 710 bilhões contratados, e o BNDES acaba de anunciar mais R$ 140 bilhões para essa política industrial. Nós já tivemos, na missão voltada à bioeconomia, R$ 470 bilhões anunciados de investimentos e temos um potencial de mais R$ 380 bilhões em projetos associados à descarbonização e à bioeconomia”, destacou Márcio Elias Rosa.

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Transformação ecológica

Durante o Brasil Mais Verde, o BNDES anunciou a segunda fase do ProFloresta+, iniciativa voltada à ampliação da restauração ecológica por meio da geração e compra de créditos de carbono de alta integridade.

A nova etapa pretende restaurar até 60 mil hectares em todos os biomas brasileiros, capturar aproximadamente 19 milhões de toneladas de CO₂ e mobilizar até R$ 6 bilhões na compra de créditos de carbono, ampliando a escala da restauração florestal e fortalecendo a economia de baixo carbono.

Também foi lançado o edital Prospera Amazônia, iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, que poderá investir até R$ 230 milhões para fortalecer negócios comunitários da sociobioeconomia em todos os estados da Amazônia Legal.

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“O Fundo Amazônia voltou a operar com escala e capacidade de chegar aos territórios. O Prospera Amazônia é mais um passo nessa direção: apoiar quem produz conservando, fortalecer negócios comunitários e transformar a floresta em oportunidade concreta de renda, trabalho e desenvolvimento sustentável. A sociobioeconomia é uma agenda estratégica para o Brasil porque combina combate ao desmatamento, inclusão produtiva e valorização da biodiversidade”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

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“Durante muito tempo, as agendas de meio ambiente e desenvolvimento foram tratadas como imiscíveis e o esforço que fizemos, por determinação do presidente Lula, foi de integrar essas agendas, sem que uma se sobrepusesse à outra. Essa construção é estruturante e começou na transição de governo, quando recriamos a Secretaria de Mudança do Clima, criamos a Secretaria de Bioeconomia e a Secretaria de Povos e Comunidades Tradicionais, e começamos a parceria fundamental com o BNDES”, ressaltou o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.

Desenvolvimento sustentável e competitividade

O Brasil Mais Verde integra os esforços do governo federal para acelerar a transformação ecológica da economia brasileira, promovendo soluções capazes de combinar crescimento econômico, inovação tecnológica, preservação ambiental e inclusão produtiva.

Ao reunir representantes do governo, instituições financeiras, empresas e especialistas, o fórum reforçou o compromisso do país com uma estratégia de desenvolvimento baseada na integração entre política industrial, sustentabilidade e inovação. A agenda também consolida o Brasil como um dos principais destinos para investimentos ligados à economia de baixo carbono, com potencial para gerar empregos, ampliar mercados e fortalecer a competitividade da indústria brasileira.

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

ECONOMIA

BIM na Prática leva transformação digital a pequenas e médias empresas da construção civil em 8 estados

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) lançaram nesta quinta-feira (2/7) o programa Construção 4.0 – BIM na Prática, que oferecerá consultoria especializada e gratuita para a implantação da metodologia BIM (Building Information Modeling) em pequenas e médias empresas da construção civil. Com os primeiros atendimentos previstos para julho deste ano e investimento de R$ 1,9 milhão, o projeto-piloto atenderá até 60 empresas em oito estados das cinco regiões do país até 2027.

O lançamento marca mais uma ação voltada à transformação digital da construção civil brasileira. O piloto será realizado nos estados de Rondônia, Bahia, Ceará, Pernambuco, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina e São Paulo, levando atendimento personalizado às empresas para aumentar a produtividade, reduzir retrabalho e melhorar a gestão de obras por meio da implementação do BIM. A iniciativa também servirá de base para uma futura expansão nacional do programa.

“O BIM na Prática foi criado para aproximar a inovação da realidade das pequenas e médias empresas da construção. Mais do que oferecer capacitação, o programa leva consultoria especializada para dentro das empresas, ajudando na implementação efetiva da metodologia e na modernização dos processos produtivos”, destaca o presidente da ABDI, Olavo Noleto.

Segundo Noleto, o programa nasce com uma característica fundamental: a regionalização.

“Uma pequena ou média empresa da construção no Nordeste, no Centro-Oeste ou no Sul terá a mesma oportunidade de receber apoio especializado que uma empresa de São Paulo. Esse equilíbrio regional foi um dos princípios que orientaram a construção do programa”, acrescenta.

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Para o diretor de Desenvolvimento da Indústria de Bens de Consumo Não Duráveis e Semiduráveis do MDIC, Rafael Codeço, o programa marca uma nova etapa da Estratégia BIM BR.

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“Depois de avanços importantes na estruturação da política pública, na capacitação e na difusão do BIM, agora vamos levar essa política diretamente para dentro das empresas, apoiando sua adoção efetiva pelo setor produtivo”, disse ele.

Dados de 2024 da Sondagem da Construção da Fundação Getúlio Vargas mostram que a transformação digital já começa a ganhar corpo no setor: a parcela de empresas brasileiras de construção que utiliza Building Information Modeling (BIM) passou de 9,2% em 2018 para 20,6% em março de 2024, chegando a 37,2% entre as empresas de edificações residenciais. Apesar do avanço, a pesquisa indica que 61,5% das empresas ainda não usam BIM, evidenciando a relevância de programas como o Construção 4.0 – BIM na Prática, que combina consultoria e capacitação para transformar a intenção de modernização em uso efetivo da metodologia nos projetos e obras.

Piloto com atendimento personalizado

O programa será executado pelo SENAI e contará com consultores especializados em BIM distribuídos nas regiões atendidas. As empresas participantes receberão acompanhamento individualizado em dois ciclos de consultoria.

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No primeiro ciclo, com carga de 120 horas por empresa, serão realizados diagnóstico de maturidade BIM, elaboração de um Plano de Implantação BIM personalizado e acompanhamento técnico para definição de processos e padrões. Já o segundo ciclo, direcionado às empresas com maior nível de prontidão, prevê 180 horas de implementação assistida em projetos reais, além de workshops e avaliação dos resultados alcançados.

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Transformação digital da construção

A metodologia BIM integra em um único modelo digital informações de projetos, cronogramas, orçamentos e manutenção das obras, contribuindo para o aumento da produtividade, redução de erros e retrabalho, além de melhorar a colaboração entre equipes.

O BIM na Prática integra as ações da Nova Estratégia BIM BR e contribui para os objetivos da Nova Indústria Brasil, reforçando o compromisso com a modernização e a digitalização do setor da construção civil.

Quem pode participar

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Nesta fase piloto, podem participar pequenas e médias empresas da construção civil e, também, escritórios de arquitetura e engenharia que atendam aos critérios de porte, atividade econômica e localização nos estados contemplados pelo programa. A participação é gratuita e as inscrições são realizadas pela plataforma oficial da iniciativa. Acesse em PLATAFORMA BIM.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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