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Calor e tempo seco

Fez 39 °C na Baixada Cuiabana e o calor passou cinco graus do normal para agosto

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O termômetro do aeroporto ficou travado em 39 °C das 13h às 15h desta segunda-feira, no mesmo período em que o ar ficou tão seco que o Inmet acionou alerta laranja

A temperatura na Baixada Cuiabana chegou a 39 °C nesta segunda-feira (10). Nos últimos quatro anos, um dia comum de agosto marcava 33,9 °C nesse mesmo horário, ou seja, o calor desta segunda passou cinco graus do que costuma fazer. Ao mesmo tempo, o ar ficou muito seco, com umidade de 24%, e o Inmet manteve alerta laranja para a região.

Cinco graus a mais do que o normal

Agosto sempre é quente na região. O que interessa é quanto esta segunda-feira fugiu do que costuma acontecer.

Para medir isso, dá para olhar o que o termômetro do aeroporto marcou nos agostos de 2022 a 2025, sempre no mesmo horário. Às 15h, a média desses quatro anos é de 33,9 °C. Foram 124 dias medidos. Nesta segunda, no mesmo horário, o painel mostrava 39 °C.

A diferença aparece também mais cedo. Às 10h da manhã, quando o normal é 29,4 °C, fez 35 °C. Ao meio-dia, o normal é 32,6 °C, e fez 38 °C. Em todos os horários a distância ficou perto de cinco graus.

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Quando se procura um agosto tão quente nos últimos quatro anos, não se acha. Foi o de 2023, que teve média de 35,7 °C às três da tarde. Esta segunda-feira ficou mais de três graus acima disso.

Como ler este gráfico: a linha laranja é a temperatura desta segunda-feira. A linha cinza tracejada é a média dos agostos de 2022 a 2025, medida no mesmo horário e no mesmo aparelho. A faixa cinza em volta dela é o intervalo entre o agosto mais fresco e o mais quente desses quatro anos, ou seja, o que se pode chamar de normal para o mês. Quanto mais alto o ponto, mais quente. A seta entre as duas linhas mostra a diferença de cada horário: 5,6 °C às 10h, 5,4 °C ao meio-dia e 5,1 °C às 15h.

O mês inteiro já estava quente

Ao longo deste mês, o calor já vinha alto antes desta segunda-feira. Nos dez primeiros dias de agosto, a média das três da tarde no aeroporto ficou em 36,5 °C, quase três graus acima do normal para o mês. Sobre esse calor já alto é que vieram os 39 °C.

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Uma ressalva importante: quatro anos de medição não formam o que os meteorologistas chamam de normal climatológica, que exige 30 anos de dados. A comparação feita aqui é com o comportamento recente do próprio aeroporto, medido no mesmo lugar e na mesma hora do dia.

Do café da manhã ao almoço, cinco graus

Quem saiu de casa cedo pegou outro dia. Às 8h da manhã fazia 28 °C. Uma hora depois, 33 °C. Cinco graus em sessenta minutos, a virada mais rápida do dia inteiro.

Depois disso o calor foi subindo mais devagar. Deu 35 °C às 10h, 37 °C às 11h e 38 °C ao meio-dia. O último grau, o que fechou os 39, levou mais uma hora para aparecer.

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Entre a madrugada e a tarde, a variação foi de 15 graus. De manhã bem cedo, às 4h, o termômetro marcava 24 °C. Às 16h já estava caindo de novo, para 38 °C.

Como ler este gráfico:o gráfico traz duas medidas diferentes, cada uma com sua régua. A área vermelha é a temperatura e se lê na escala da esquerda, em graus. A linha azul tracejada é a umidade do ar e se lê na escala da direita, em porcentagem. Embaixo corre o horário, da meia-noite às quatro da tarde. Quando a área vermelha sobe, está esquentando. Quando a linha azul desce, o ar está secando. A linha pontilhada vermelha marca os 20% de umidade, ponto em que a Defesa Civil considera a situação estado de atenção. Como as réguas são diferentes, o lugar em que as duas linhas se encontram não quer dizer nada: o que importa é a direção de cada uma.

O ar secou até um terço do que era de madrugada

Junto do calor veio a parte que incomoda a garganta. A umidade do ar às três da tarde estava em 24%. Na madrugada, o mesmo aparelho tinha medido 74%. O ar da tarde tinha, portanto, menos de um terço da água que carregava de madrugada.

O Inmet manteve nesta segunda-feira alerta laranja de baixa umidade para Cuiabá e municípios da região Centro-Sul do estado, das 12h às 18h, com previsão de índices abaixo de 20%. Na escala do instituto, o laranja é o segundo nível mais grave, atrás só do vermelho. Ele indica risco de incêndio no mato e problema de saúde para quem se expõe.

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Abaixo de 20%, a Defesa Civil Nacional considera a situação estado de atenção. Nesse ponto o nariz e a garganta ressecam, o que ajuda a disparar crise de asma, alergia e outros problemas respiratórios. O Ministério da Saúde coloca crianças, idosos, gestantes e quem tem doença do coração, do pulmão ou dos rins na lista de quem sofre mais quando calor forte e ar seco se juntam. A orientação é beber água ao longo do dia, ficar longe do sol entre o meio da manhã e o meio da tarde e deixar caminhada, corrida e trabalho pesado ao ar livre para outro horário.

De onde veio o número?

Vale separar uma coisa da outra. Os 39 °C não saíram de previsão do tempo. Foram medidos por um aparelho instalado no aeroporto, que solta de hora em hora um boletim usado pela aviação para informar as condições da pista aos pilotos.

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No boletim das três da tarde constam ainda vento fraco de 7 km/h vindo do sul, céu quase limpo com poucas nuvens a 900 metros de altura e ar bem seco. Não havia nenhum vendaval no meio do calorão.

Um detalhe que muda a leitura do número: ele vale para aquele pedaço da Baixada Cuiabana. A estação é registrada como Cuiabá na rede da aviação, mas fica em Várzea Grande, num descampado cercado de asfalto. Num bairro com árvore na calçada o termômetro marca menos, e no meio de uma avenida movimentada pode marcar mais, na mesma hora.

O alerta laranja valia até as 18h desta segunda-feira. O Inmet atualiza os avisos todos os dias, e a umidade das próximas tardes é que vai dizer se a região continua no nível de perigo ou volta para o amarelo.

 

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Vento de até 60 km/h coloca Cuiabá e mais 50 cidades de Mato Grosso em alerta nesta sexta

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alerta de vendaval em Mato Grosso

Aviso do INMET vale das 0h às 23h59 e alcança Várzea Grande, Rondonópolis, Cáceres e o Pantanal; no sábado, a área encolhe para 31 municípios

O Instituto Nacional de Meteorologia colocou 51 municípios de Mato Grosso sob alerta amarelo de vendaval nesta sexta-feira (7), com previsão de ventos entre 40 e 60 quilômetros por hora. O aviso nº 55283 começa à 0h e vale até as 23h59, alcançando a Baixada Cuiabana e as regiões sul, sudeste, sudoeste, oeste e centro-sul do estado. No sábado (8), a área encolhe para 31 cidades.

A área é maior que o sul do estado

O grau de severidade é perigo potencial, faixa amarela na escala do instituto. A descrição oficial aponta um único impacto: baixo risco de queda de galhos de árvores.

No protocolo técnico, o evento aparece com severidade moderada e ocorrência provável. Existem condições meteorológicas favoráveis ao vendaval, o que é diferente de garantir que todas as cidades da área registrarão rajadas de 60 km/h de forma contínua ao longo do dia.

A previsão nacional atualizada na tarde de quarta-feira (5) falava em vendaval no Mato Grosso do Sul e no sul mato-grossense. A lista municipal do painel de avisos ativos é bem mais ampla. O alerta nacional nº 55283 abrange cerca de 1,4 mil municípios em nove estados, e a delimitação do recorte mato-grossense foi feita a partir dos códigos municipais que o próprio instituto publica na base de avisos ativos. Nessa lista estão Cuiabá e Várzea Grande.

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Os 51 municípios do aviso de sexta

Alto Araguaia, Alto Garças, Alto Taquari, Araguainha, Araputanga, Barão de Melgaço, Barra do Bugres, Cáceres, Campos de Júlio, Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Conquista D’Oeste, Cuiabá, Curvelândia, Dom Aquino, Figueirópolis D’Oeste, Glória D’Oeste, Guiratinga, Indiavaí, Itiquira, Jaciara, Jangada, Jauru, Juscimeira, Lambari D’Oeste, Mirassol d’Oeste, Nossa Senhora do Livramento, Nova Lacerda, Pedra Preta, Poconé, Ponte Branca, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Porto Estrela, Poxoréu, Reserva do Cabaçal, Ribeirãozinho, Rio Branco, Rondonópolis, Rosário Oeste, Salto do Céu, Santo Antônio do Leverger, São José do Povo, São José dos Quatro Marcos, São Pedro da Cipa, Tangará da Serra, Tesouro, Torixoréu, Vale de São Domingos, Várzea Grande e Vila Bela da Santíssima Trindade.

No sábado, 31 cidades

O aviso nº 55279 cobre o intervalo entre 0h e 23h59 de sábado, mantém a faixa de 40 a 60 km/h e repete o baixo risco de queda de galhos. Cuiabá e Várzea Grande não constavam na relação até o fechamento da matéria.

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Permanecem no alerta de sábado: Alto Araguaia, Alto Taquari, Araputanga, Barão de Melgaço, Barra do Bugres, Cáceres, Conquista D’Oeste, Curvelândia, Figueirópolis D’Oeste, Glória D’Oeste, Indiavaí, Itiquira, Jauru, Lambari D’Oeste, Mirassol d’Oeste, Nossa Senhora do Livramento, Nova Lacerda, Pedra Preta, Poconé, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Porto Estrela, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Rondonópolis, Salto do Céu, Santo Antônio do Leverger, São José dos Quatro Marcos, Tangará da Serra, Vale de São Domingos e Vila Bela da Santíssima Trindade.

Vento e ar seco na mesma faixa de horário

Em 30 dos 51 municípios, o vendaval coincide com aviso amarelo de baixa umidade, válido das 10h30 às 22h de sexta, com umidade relativa entre 30% e 20%.

A sobreposição atinge Alto Araguaia, Alto Garças, Alto Taquari, Araguainha, Barão de Melgaço, Barra do Bugres, Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Dom Aquino, Guiratinga, Itiquira, Jaciara, Jangada, Juscimeira, Nossa Senhora do Livramento, Pedra Preta, Poconé, Ponte Branca, Poxoréu, Ribeirãozinho, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santo Antônio do Leverger, São José do Povo, São Pedro da Cipa, Tangará da Serra, Tesouro, Torixoréu e Várzea Grande.

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Ribeirãozinho, Tesouro e Torixoréu estão ainda no alerta laranja de baixa umidade, das 12h às 18h, com índices que podem cair para a faixa entre 20% e 12%.

Vegetação seca, ar rarefeito de umidade e rajada forte formam a combinação que mais preocupa quem trabalha no combate a incêndio. O vento não inicia o fogo. Espalha fagulha e muda a direção da frente de chamas em minutos.

Ciclone no Sul mexe no vento do Centro-Oeste

O alerta foi emitido enquanto o instituto acompanha um sistema de baixa pressão com possibilidade de ciclogênese explosiva. Segundo o INMET, o sistema começa a se organizar sobre o norte da Argentina e o Paraguai e evolui para um ciclone extratropical entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, com queda rápida de pressão central entre sexta e sábado.

Os efeitos mais severos são esperados na Região Sul. Ainda assim, a circulação associada ao sistema, o avanço da frente fria e as linhas de instabilidade alteram o comportamento dos ventos em áreas do Centro-Oeste.

A confirmação da classificação como ciclone-bomba, ressalva o próprio instituto na análise técnica publicada no portal, depende da queda de pressão efetivamente observada.

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Pulverização fica comprometida

Aplicações feitas com vento acima de 10 km/h provocam deriva, de acordo com a Embrapa: a gota não atinge o alvo e vai parar em lavoura vizinha, área de preservação ou outro ponto não destinado ao produto. A faixa prevista no alerta está de quatro a seis vezes acima desse limite.

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A decisão operacional depende da medição na área, e não do aviso. Temperatura, umidade, tamanho de gota, equipamento, receita agronômica e bula entram na conta.

Lonas, coberturas provisórias, placas, silos, galpões e objetos soltos precisam de vistoria antes do aumento do vento. Onde há palhada ou pastagem seca, a vigilância contra ignição por máquina, componente elétrico, escapamento ou queimada clandestina pesa mais que o resto.

Como interpretar o aviso

Alerta amarelo não significa 60 km/h em todas as cidades listadas. A velocidade varia dentro da área demarcada, que é extensa.

Não há aviso de tempestade ou granizo para Mato Grosso nesta sexta-feira no painel consultado.

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Destelhamento, apagão de grande escala e dano estrutural grave não aparecem entre os impactos especificados. O aviso oficial cita baixo risco de queda de galhos, e só. Entretanto, dependendo da ventania há possibilidadde de danos estruturais, queda de galhos, etc. Orienta-se observar as orientações abaixo.

Como se proteger

As orientações para o período das rajadas são: não permanecer sob árvores, pelo risco de queda de galho e de descarga elétrica; evitar estacionar veículo perto de torre de transmissão e placa de publicidade; manter distância de postes, redes elétricas e estruturas instáveis; acompanhar as atualizações do instituto e da Defesa Civil.

Em emergência, a Defesa Civil atende pelo 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193. Para receber os comunicados no celular sem custo, basta enviar SMS com o CEP da localidade para o número 40199 ou iniciar conversa no WhatsApp com o (61) 2034-4611.

Novas rodadas dos modelos meteorológicos podem alterar área, duração e intensidade dos avisos, e o painel de avisos ativos é atualizado ao longo do dia.

 

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