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Algodão dispara e atinge maior preço em dois anos, impulsionado pelo petróleo e mercado externo

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O mercado de algodão iniciou o segundo trimestre de 2026 com forte valorização, alcançando o maior patamar de preços em dois anos. De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o indicador do algodão em pluma do Cepea/Esalq chegou a 81,91 centavos de dólar por libra-peso, nível não registrado desde o fim de março de 2024.

A recente alta marca uma virada relevante no comportamento do mercado, após um ciclo de queda observado ao longo de 2024 e 2025. Naquele período, as cotações chegaram a recuar abaixo de 70 centavos de dólar por libra-peso e atingiram níveis inferiores a 63 centavos no final de 2025.

Recuperação ganha força em 2026

A retomada dos preços começou a ganhar consistência ao longo do primeiro trimestre de 2026, impulsionada principalmente pela valorização dos contratos na bolsa de Nova York e pela alta do petróleo no mercado internacional.

O avanço do petróleo tem papel estratégico nesse movimento, já que eleva o custo das fibras sintéticas, tornando o algodão mais competitivo no mercado global. Esse fator tem sustentado a demanda pela fibra natural, contribuindo para a recuperação das cotações.

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Oferta restrita e demanda aquecida sustentam preços

Segundo o Cepea, desde março os vendedores adotaram uma postura mais firme nas negociações, acompanhando o cenário internacional mais favorável. Ao mesmo tempo, a indústria têxtil nacional e as tradings voltadas à exportação ampliaram o ritmo de compras, reforçando a demanda.

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Esse equilíbrio entre oferta mais restrita e consumo aquecido tem dado suporte ao atual patamar de preços, consolidando o movimento de valorização no curto prazo.

Margens do produtor ganham fôlego

Com a alta recente, o cenário tende a ser mais positivo para os produtores brasileiros. O avanço das cotações reduz a pressão sobre as margens da cultura, especialmente em um contexto de custos ainda elevados.

A perspectiva, segundo analistas, é de que o mercado continue atento aos desdobramentos do petróleo e ao comportamento da demanda global, fatores que devem seguir como principais direcionadores dos preços do algodão nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil inicia testes com biodiesel B20 no diesel e pode ampliar mistura obrigatória a partir de 2026

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Testes com biodiesel B15 e B20 começam em maio no Brasil

O Brasil dará início, em maio, a uma nova etapa de testes técnicos para avaliar a viabilidade da ampliação da mistura de biodiesel no diesel para até 20%. A informação foi confirmada por Renato Romio, gerente da divisão de veículos do Instituto Tecnológico de Mauá.

A iniciativa faz parte de um conjunto de estudos que busca aprofundar a análise sobre o desempenho de motores e sistemas de injeção com maiores proporções de biocombustível na matriz energética nacional.

País é referência global em biocombustíveis

O Brasil já se consolida como um dos principais produtores mundiais de biocombustíveis, com forte participação de matérias-primas como soja e cana-de-açúcar.

Atualmente, o país adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel no diesel (B15) e 30% de etanol anidro na gasolina, políticas que reforçam a posição brasileira na transição energética global.

Contexto internacional pressiona avanço da mistura

A discussão sobre o aumento da mistura ocorre em meio a um cenário global de instabilidade energética, agravado por tensões geopolíticas desde o início do ano.

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Esse ambiente tem intensificado debates no Brasil sobre a redução da dependência de combustíveis fósseis e a ampliação do uso de fontes renováveis na matriz de transporte.

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Ensaios técnicos vão avaliar desempenho e emissões

Na primeira fase dos estudos, serão testadas misturas de B15 e B20 em motores especialmente instalados para a pesquisa. Os combustíveis devem ser entregues até o fim de maio.

Os testes terão duração de aproximadamente 300 horas e vão avaliar aspectos como:

  • Entupimento de filtros
  • Desempenho do sistema de injeção
  • Condição de bicos injetores
  • Eficiência operacional dos motores

Em uma segunda etapa, o estudo também analisará emissões de poluentes em misturas com 7% e 25% de biodiesel.

Setor avalia testes como passo estratégico para expansão

Para representantes do setor de biodiesel, a iniciativa representa um avanço importante para a consolidação de misturas superiores ao B15.

Segundo o diretor de economia e assuntos regulatórios da Abiove, Daniel Amaral, o conjunto de testes é amplo e envolve diferentes entidades ligadas à cadeia produtiva e ao uso do biocombustível.

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“O estudo abre caminho para misturas acima de B15 e até B20, o que representa um cenário muito promissor para o setor”, afirmou.

Biodiesel pode ganhar maior espaço na matriz energética

A possível ampliação da mistura obrigatória de biodiesel é vista como estratégica para o setor energético e agroindustrial, com potencial de aumentar a demanda por soja e outras matérias-primas utilizadas na produção do biocombustível.

Caso os resultados dos testes sejam positivos, o Brasil pode avançar para uma nova fase de transição energética, com maior participação de combustíveis renováveis no diesel comercializado no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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