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Tentativa de Golpe de 2022: Cronologia e Atores

A tentativa de golpe de 2022 foi um dos eventos políticos mais impactantes do Brasil recente.

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tentativa de golpe de 2022
Cronologia do Caso Bolsonaro

A tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 envolveu uma série de reuniões, articulações e ações que foram reveladas ao longo das investigações. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, coronel Mauro Cid, se tornou peça-chave ao assinar um acordo de colaboração premiada, expondo detalhes sobre o plano para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, a denúncia da PGR trouxe novos elementos para a análise do caso. Diante desse cenário, apresentamos a linha do tempo dos acontecimentos e os principais envolvidos.

Linha do tempo dos eventos – conforme depoimento de Mauro Cid no STF

Novembro de 2022: As Primeiras Conspirações

Após a derrota de Bolsonaro nas eleições, coronéis Oliveira e Ferreira Lima entram em contato com Mauro Cid em Goiânia. Insatisfeitos com o resultado, sugerem ações para gerar instabilidade no país, mencionando o nome do General Braga Neto, aliado próximo de Bolsonaro.

Entre os dias 9 e 11 de novembro, ocorre uma reunião no hotel de trânsito de oficiais em Goiânia. Já em 12 de novembro, Cid, Oliveira e Ferreira Lima se encontram na casa de Braga Neto, onde discutem maneiras de impedir a posse de Lula. Nesse mesmo dia, Cid troca mensagens com Marcelo Câmara sobre o monitoramento do ministro Alexandre de Moraes. Entretanto, posteriormente, afirma não se lembrar do conteúdo.

Pouco depois, Oliveira pede a Cid um “esboço” do plano para apresentar a Braga Neto. Logo após, Oliveira solicita dinheiro para financiar as operações. Braga Neto sugere buscar apoio do Partido Liberal (PL), enquanto Oliveira envia um arquivo protegido chamado “Copa 2022”, contendo detalhes logísticos da ação.

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No dia 16 de novembro, Oliveira e Ferreira Lima pedem novamente a Cid que monitore Alexandre de Moraes. Além disso, em 28 de novembro, ocorre uma reunião com militares das forças especiais, onde são debatidos os rumos do país.

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Dezembro de 2022: financiamento e últimos movimentos

No início do mês, Braga Neto entrega dinheiro a Cid em uma sacola de vinho, supostamente obtido de empresários do agronegócio. O montante é repassado a Oliveira. Em 6 de dezembro, Oliveira se encontra com o general Mário Fernandes no Palácio do Planalto.

No dia 7 de dezembro, Bolsonaro realiza uma reunião com os comandantes das Forças Armadas. Mário Fernandes, por sua vez, envia um vídeo a Cid para ser mostrado ao presidente. Contudo, ele decide não exibir o conteúdo. No dia seguinte, Bolsonaro sugere a possibilidade de ações até o final do ano, mas Cid responde com ceticismo.

No 16 de dezembro, Oliveira insiste na necessidade de monitorar Alexandre de Moraes. Já em 26 de dezembro, Aparecido Portela, aliado de Bolsonaro, questiona Cid sobre a realização do “churrasco”, código usado para se referir ao golpe. Cid responde afirmativamente: “Vai sim, ponto de honra”. Finalmente, em 31 de dezembro, último dia do governo Bolsonaro, Cid envia uma mensagem a Portela nos EUA, expressando orgulho por sua luta pela “liberdade” do Brasil.

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2023: A Conspiração vem à tona

8 de janeiro: Ocorre a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília. O episódio escancara a insatisfação de grupos bolsonaristas com a posse de Lula.

28 de agosto: Mauro Cid assina o acordo de colaboração premiada, posteriormente homologado.

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2024: Desdobramentos Judiciais

22 de março: Cid participa de uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) e reafirma seu compromisso com a delação.

Em 18 de fevereiro de 2025, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou uma denúncia ao STF contra Jair Bolsonaro e outros 33 indivíduos, incluindo ex-ministros e assessores próximos. A acusação central é a tentativa de golpe de Estado para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022. Segundo a denúncia, o grupo teria articulado ações extremas, incluindo um plano chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que envolvia a prisão de líderes políticos e intervenção em instituições democráticas. Além disso, há alegações de um suposto plano para envenenar Lula e assassinar o ministro do STF Alexandre de Moraes. Bolsonaro nega todas as acusações. Enquanto isso, o STF analisa a admissibilidade da denúncia, o que poderá levar a um julgamento histórico com amplas implicações políticas.

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Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada

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A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.

Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.

Colheita do café conilon registra atraso

O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.

O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.

No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.

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Comercialização da safra 2026/27 segue lenta

Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.

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De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.

Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.

Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.

“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.

Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica

No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.

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Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.

Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.

Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas

O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.

Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.

De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.

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“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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