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AGRONEGÓCIO

Diesel S10 recua após pico da guerra, mas custo ainda é 21,8% maior e pressiona frete no Brasil

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Mesmo com queda recente nos preços, combustível segue elevado após disparada de quase 30%, mantendo pressão sobre logística, custos do agronegócio e margens das transportadoras.

Diesel ainda pesa no custo logístico do agronegócio

Quase dois meses após o início da guerra envolvendo Estados Unidos e Irã, o preço do diesel S10 começa a apresentar recuo no Brasil. No entanto, o alívio ainda é limitado: o combustível segue, em média, 21,81% mais caro do que antes da escalada.

Levantamento da TruckPag, com base em transações reais de abastecimento em todo o país, mostra que o diesel chegou a subir 29,45% em apenas um mês, pressionando de forma imediata os custos logísticos nacionais — especialmente no agronegócio, altamente dependente do transporte rodoviário.

Monitoramento em tempo real revela volatilidade do mercado

Os dados coletados pela empresa permitem acompanhar a evolução dos preços em tempo real, antecipando movimentos que normalmente só aparecem em indicadores oficiais semanas depois.

Essa volatilidade impacta diretamente:

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  • Planejamento logístico
  • Formação de preços do frete
  • Previsibilidade de custos operacionais
  • Estrutura tributária de contratos
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Mesmo com o recuo recente, o cenário ainda exige cautela, já que oscilações frequentes dificultam o repasse de custos ao longo da cadeia.

Alta do combustível comprime margens das transportadoras

O diesel representa uma das maiores despesas das operações de transporte no Brasil. Com a disparada recente, muitas empresas enfrentam dificuldades para repassar os aumentos ao frete na mesma velocidade.

Esse descompasso pressiona as margens e afeta diretamente a rentabilidade do setor, com reflexos em toda a cadeia do agronegócio — do campo até os portos.

Bahia lidera ranking do diesel mais caro do Brasil

O levantamento também traz um ranking dos estados com maior variação no preço do diesel entre o início do conflito e o dia 20 de abril.

A Bahia lidera o ranking nacional, com alta de 32,49% e pico histórico de aumento superior a R$ 2,32 por litro registrado no início de abril.

Confira os principais destaques:

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  • Sergipe: +23,68%
  • Maranhão: +23,56%
  • São Paulo: +22,56%
  • Minas Gerais: +22,05%
  • Santa Catarina: +21,72%
  • Paraná: +21,55%
  • Pernambuco: +26,46%
  • Tocantins: +24,22%
  • Goiás: +20,69%
  • Rio Grande do Sul: +18,98% (menor variação)
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Os dados evidenciam diferenças regionais relevantes, com impactos distintos sobre o custo do frete e a competitividade logística.

Petróleo caro e geopolítica seguem no radar

A alta do diesel está diretamente ligada ao avanço do petróleo no mercado internacional, impulsionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Com o barril em patamares elevados, o custo do combustível tende a permanecer pressionado, mantendo o cenário de instabilidade para o transporte e o agronegócio.

Recuo do diesel não elimina pressão sobre o setor

Apesar do recente movimento de queda, o preço do diesel ainda opera em níveis elevados, mantendo pressão sobre transportadoras, produtores e toda a cadeia logística.

O cenário reforça a necessidade de gestão eficiente de custos, monitoramento constante do mercado e estratégias de adaptação, em um ambiente marcado por volatilidade e forte influência do cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preço do trigo se mantém firme no Brasil com oferta restrita e baixa liquidez no mercado

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Mercado de trigo encerra semana com preços sustentados e pouca negociação

O mercado brasileiro de trigo fechou a semana com baixa movimentação no mercado spot, mantendo preços firmes diante de um cenário de oferta restrita e dificuldade de acesso a produto de melhor qualidade.

De acordo com análise da Safras & Mercado, o ambiente segue marcado por negociações pontuais e desalinhamento entre compradores e vendedores, o que limita a liquidez no curto prazo.

Escassez de trigo de qualidade é principal fator de sustentação

Segundo o analista Elcio Bento, o principal vetor do mercado continua sendo a limitação na oferta, tanto em volume quanto em qualidade.

A disponibilidade reduzida de trigo panificável tem ampliado o diferencial entre lotes, elevando a disputa por produto de melhor padrão e sustentando os preços, especialmente nas regiões produtoras do Sul.

Preços registram alta no Paraná e no Rio Grande do Sul

Ao longo da semana, o mercado doméstico apresentou recuperação moderada nas cotações:

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  • Paraná: média de R$ 1.373 por tonelada, com alta de 1% na semana e 9% no mês
  • Rio Grande do Sul: preços próximos de R$ 1.275 por tonelada, acumulando valorização de 11% no período
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Apesar do avanço recente, os valores ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período de 2025, reflexo principalmente do comportamento do câmbio.

Produtores seguram vendas e indústria mantém posição confortável

O ritmo de negócios segue travado no país. Produtores adotam postura cautelosa, evitando comercializar em níveis considerados pouco atrativos, enquanto a indústria opera com estoques que permitem adiar novas aquisições.

Esse cenário contribui para o baixo volume de negociações e reforça o equilíbrio instável entre oferta e demanda.

Estoques baixos mantêm mercado ajustado no curto prazo

A disponibilidade interna de trigo segue limitada. Estimativas apontam estoques remanescentes de aproximadamente:

  • 100 mil toneladas no Paraná
  • 250 mil toneladas no Rio Grande do Sul

No caso gaúcho, a demanda projetada para moagem nos próximos meses supera significativamente o volume disponível, o que mantém o mercado ajustado.

Os compradores indicam preços ao redor de R$ 1.260 por tonelada, podendo alcançar até R$ 1.300 em contratos para prazos mais longos.

Mercado externo e câmbio influenciam formação de preços

No cenário internacional, o trigo argentino segue cotado em torno de US$ 240 por tonelada. No entanto, incertezas relacionadas à qualidade do produto têm reduzido a oferta efetiva de trigo panificável, aumentando a necessidade de buscar origens alternativas.

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Ao mesmo tempo, o câmbio abaixo de R$ 5,00 atua como fator moderador sobre os preços internos, impactando a paridade de importação — principal referência para o mercado brasileiro.

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Tendência é de mercado firme, mas com liquidez limitada

A combinação de oferta restrita, estoques baixos e cautela nas negociações mantém o mercado de trigo sustentado no curto prazo.

Ainda assim, a baixa liquidez e as incertezas sobre qualidade e origem do produto indicam um ambiente de atenção para produtores e indústrias, que seguem ajustando suas estratégias diante de um cenário ainda indefinido.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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