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AGRONEGÓCIO

Dívida rural exige atenção jurídica em meio a mudanças tributárias e aumento da complexidade econômica no agro

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Cenário econômico e tributário amplia pressão sobre o endividamento no campo

A crescente complexidade do ambiente econômico e regulatório tem colocado a dívida rural no centro das preocupações do agronegócio brasileiro. Segundo especialistas, fatores como eventos climáticos extremos, alta no custo de insumos e mudanças no sistema tributário criam um cenário de maior pressão financeira sobre produtores, cooperativas e empresas do setor.

A recente aprovação da reforma tributária reforça esse movimento, ao inaugurar um período de transição que deve impactar diretamente a estrutura de custos e o planejamento financeiro no campo.

Endividamento rural deixa de ser exceção e passa a ser recorrente

Nesse contexto, o endividamento rural deixa de ser uma situação pontual e passa a integrar a realidade operacional de muitas propriedades.

A dívida rural possui características específicas dentro do sistema financeiro, envolvendo linhas oficiais de crédito, programas governamentais, prazos diferenciados e mecanismos de garantia como penhor agrícola, hipoteca rural e CPR (Cédula de Produto Rural).

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Além disso, o uso de subvenções e condições especiais de financiamento torna o ambiente contratual mais complexo e sensível a interpretações jurídicas.

Interpretação de contratos pode gerar juros indevidos e riscos ao produtor

De acordo com o advogado Rafael Pisoni, a falta de análise detalhada dos contratos de crédito rural pode levar produtores a assumir encargos indevidos sem plena consciência jurídica.

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Segundo ele, a interpretação equivocada de cláusulas contratuais pode resultar em cobrança de juros abusivos, encargos irregulares e distorções financeiras frequentemente naturalizadas no dia a dia do setor.

Renegociação de dívida rural exige estratégia técnica e análise jurídica

O processo de renegociação de dívidas no agronegócio vai além da simples extensão de prazos junto aos credores. Segundo especialistas, é necessário um diagnóstico completo da situação financeira e jurídica do produtor.

Entre as principais estratégias possíveis estão:

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  • Renegociação extrajudicial com instituições financeiras
  • Revisão judicial de contratos e cláusulas abusivas
  • Consolidação de débitos rurais
  • Acesso a programas especiais de reestruturação
  • Recuperação judicial do produtor rural, em casos extremos

A definição do caminho adequado depende da análise da origem da dívida, da estrutura de garantias e da viabilidade econômica da atividade.

Assessoria jurídica reduz riscos e protege patrimônio rural

A atuação de profissionais especializados no direito do agronegócio é apontada como fator essencial para reduzir a assimetria de informação entre produtores e instituições financeiras.

Segundo especialistas, a assessoria jurídica contribui para:

  • Organização e análise de contratos
  • Definição de prioridades de pagamento
  • Proteção de bens essenciais à produção
  • Evitar assinaturas de termos prejudiciais ao patrimônio rural
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Além da atuação reativa, o suporte jurídico também é considerado fundamental de forma preventiva.

Planejamento jurídico e tributário fortalece sustentabilidade do negócio rural

A assessoria contínua permite ainda o acompanhamento de novos financiamentos, análise de garantias e estruturação adequada do negócio rural, incluindo aspectos societários e sucessórios.

Esse planejamento reduz riscos futuros, melhora o acesso ao crédito e contribui para maior previsibilidade na gestão da atividade.

Segurança jurídica se torna diferencial competitivo no agronegócio

Em um ambiente cada vez mais regulado e sujeito a oscilações econômicas, a segurança jurídica passa a ser um fator estratégico para o produtor rural.

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Segundo especialistas, produtores que adotam gestão jurídica estruturada conseguem transformar momentos de crise em oportunidades de reorganização financeira e fortalecimento do negócio.

Mais do que resolver dívidas pontuais, a assessoria jurídica contribui para a sustentabilidade de longo prazo do agronegócio e para a continuidade das atividades produtivas com menor risco de litígios.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Casal deixa Brasília e retoma produção de Queijo Minas Artesanal em fazenda histórica de Minas Gerais

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A produção de Queijo Minas Artesanal na Fazenda Saudade, em Ibertioga, no Campo das Vertentes (MG), é um exemplo de como tradição e inovação podem caminhar juntas no fortalecimento da agricultura familiar. A propriedade, que há cerca de um século já produzia queijo artesanal transportado a cavalo até o Rio de Janeiro, voltou a ganhar protagonismo com o retorno de uma nova geração da família ao campo.

Em 2018, a jornalista Tereza Rodrigues e o videomaker Matheus Brandão deixaram Brasília (DF) para retomar as raízes familiares e dar continuidade à produção iniciada por João Miranda, avô de Tereza, responsável por transformar leite cru, pingo, coalho e sal em um dos símbolos da gastronomia mineira.

Mudança de vida e sucessão familiar impulsionaram retorno ao campo

O retorno à zona rural foi motivado por uma mudança significativa na vida do casal.

“Em 2018, quando eu fiquei grávida, a gente resolveu vir para cá, voltar às raízes e começar a fazer Queijo Minas Artesanal também”, relembra Tereza Rodrigues.

A decisão marcou o início de um processo de sucessão familiar e reestruturação da atividade, com foco na valorização da tradição, sem abrir mão da modernização produtiva.

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Produção é modernizada com estrutura adequada e mantém identidade artesanal

Atualmente, a Fazenda Saudade conta com cerca de 230 vacas em lactação e uma queijaria moderna, construída para atender às exigências sanitárias e melhorar as condições de produção.

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Mesmo com a modernização, o processo mantém técnicas tradicionais do Queijo Minas Artesanal. Os queijos são maturados por mais de 22 dias em tábuas de cedro, o que contribui para textura macia e desenvolvimento de aromas e sabores sutis, com notas que remetem ao amendoim.

O resultado preserva a identidade regional do produto, ao mesmo tempo em que atende padrões mais rigorosos de qualidade e segurança alimentar.

Assistência técnica da Emater-MG foi decisiva na evolução da qualidade

O avanço na qualidade dos queijos teve apoio fundamental da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), que orientou a implantação de Boas Práticas de Ordenha e Boas Práticas de Fabricação.

O trabalho técnico contribuiu para fortalecer a segurança alimentar, padronizar processos e ampliar o controle produtivo da propriedade.

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Segundo a extensionista de Bem-estar Social da Emater-MG, Mayara Jarochinski, a atuação foi determinante para o desenvolvimento da queijaria.

“A Fazenda Saudade produz um Queijo Minas Artesanal premiado em concursos de qualidade. O casal é preocupado com a qualidade final do produto, mantendo os cuidados em cada detalhe”, afirmou.

Além da assistência técnica, a Emater-MG também apoiou a legalização da agroindústria e a participação em feiras, eventos e concursos de qualidade.

Venda online aproxima produtor do consumidor final

Para ampliar o acesso ao mercado e superar desafios de comercialização, a Fazenda Saudade passou a integrar a plataforma digital ÉdoCampo, disponível em www.edocampo.com.br, iniciativa da Emater-MG voltada à comercialização de produtos da agricultura familiar.

A ferramenta conecta diretamente produtores rurais e consumidores, reduzindo intermediários e ampliando o alcance dos produtos mineiros.

Segundo Matheus Brandão, a plataforma representa um avanço importante na comercialização.

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“A plataforma veio para diminuir esse espaço entre o produtor e o consumidor. Uma das grandes dificuldades hoje é você chegar até o consumidor final”, destacou.

Tradição e inovação fortalecem futuro do queijo artesanal mineiro

A trajetória da Fazenda Saudade evidencia o papel da sucessão familiar, do apoio técnico e da inovação digital na manutenção e expansão da produção artesanal.

Entre a memória dos queijos transportados a cavalo e o uso de plataformas digitais de venda, o caso reforça a importância da modernização do campo aliada à preservação de tradições que compõem a identidade do Queijo Minas Artesanal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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