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Dólar hoje: moeda oscila perto dos R$ 5 com tensão política no Brasil e ajustes após forte alta; Ibovespa recua e mercado segue cauteloso

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O dólar iniciou esta quinta-feira (14) em leve oscilação frente ao real, após a forte alta registrada na véspera, com o mercado financeiro ainda reagindo ao noticiário político no Brasil e a novos desdobramentos envolvendo investigações da Polícia Federal. Ao mesmo tempo, o cenário externo também influencia os preços, com expectativas sobre juros nos Estados Unidos.

Mercado financeiro reage à política e à operação da Polícia Federal

O movimento desta manhã é marcado pela repercussão de reportagens que citam conexões entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, além de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel.

As investigações ampliam a percepção de risco político no curto prazo, fator que contribuiu para a forte valorização do dólar na sessão anterior, quando a moeda avançou mais de 2% e superou novamente a casa dos R$ 5.

De acordo com operadores, o mercado segue sensível ao ambiente político doméstico, especialmente em um contexto de maior cautela pré-eleitoral e avaliação sobre impactos fiscais e institucionais.

Cotação do dólar oscila abaixo dos R$ 5 na abertura

Após o salto da véspera, o dólar à vista passou a operar em leve correção nesta manhã, chegando a ficar abaixo da marca psicológica de R$ 5 em alguns momentos.

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  • Dólar à vista: cerca de R$ 4,98, com queda de aproximadamente 0,3% no início do pregão
  • Dólar futuro (junho) na B3: próximo de R$ 5,00, com leve recuo
  • Sessão anterior: alta superior a 2%, com fechamento acima de R$ 5
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O movimento indica realização de lucros após a disparada recente, embora o viés de cautela ainda predomine entre investidores.

Ibovespa recua e acompanha aversão ao risco

O principal índice da Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, também reflete o ambiente de maior aversão ao risco. Na véspera, o índice caiu cerca de 1,8%, acompanhando a alta do dólar e o aumento da percepção de incerteza.

No acumulado recente, o mercado acionário brasileiro segue volátil, com investidores alternando entre expectativas fiscais, cenário político e sinais da economia global.

Câmbio segue sensível ao cenário externo e juros nos EUA

Além do ambiente doméstico, o dólar também é influenciado pelo comportamento internacional da moeda americana, que sobe frente a outras divisas, como euro e libra, em meio às expectativas sobre a política monetária dos Estados Unidos.

O índice do dólar (DXY) registra leve alta nesta sessão, refletindo apostas de que o Federal Reserve pode manter juros elevados por mais tempo do que o esperado.

Intervenção do Banco Central e perspectivas

O Banco Central do Brasil segue atuando no mercado de câmbio com leilões de swap cambial para suavizar volatilidade e garantir liquidez, com operações programadas nesta manhã.

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Analistas destacam que o curto prazo deve continuar marcado por volatilidade, com o dólar sensível a qualquer nova atualização política ou sinalização fiscal.

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Panorama do câmbio e do mercado
  • Dólar acumulado no ano ainda registra queda, apesar da recente recuperação
  • Semana marcada por forte volatilidade após avanço superior a 2% na véspera
  • Mercado atento a Brasília e ao cenário eleitoral
  • Exterior segue como fator adicional de pressão
Contexto político no centro das atenções

O mercado também acompanha desdobramentos envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, citado em investigações que se tornaram foco de atenção de investidores. A combinação entre risco político e incerteza institucional tem sido apontada como fator-chave para os movimentos recentes do câmbio.

O dólar segue, portanto, em uma fase de ajustes técnicos após forte volatilidade, enquanto o mercado financeiro monitora simultaneamente o cenário político brasileiro e o ambiente internacional de juros e crescimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

CTNBio aprova nova biotecnologia do CTC para cana com resistência à broca e tolerância a herbicidas

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O setor sucroenergético brasileiro deu mais um passo no avanço da biotecnologia aplicada à produção de cana-de-açúcar. O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) anunciou a aprovação, pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), do primeiro evento da tecnologia VerdPRO2, nova geração de cana geneticamente modificada desenvolvida pela companhia.

A nova plataforma biotecnológica reúne resistência à broca-da-cana e tolerância a herbicidas em uma única solução, ampliando as ferramentas de manejo para produtores e usinas em um cenário de crescente busca por produtividade, eficiência operacional e sustentabilidade no campo.

Nova tecnologia busca reduzir perdas bilionárias nos canaviais

Segundo o CTC, a VerdPRO2 foi desenvolvida para enfrentar dois dos principais desafios agronômicos da cultura da cana-de-açúcar: o controle da broca-da-cana e o manejo de plantas daninhas.

A broca está presente em praticamente todos os canaviais brasileiros e provoca perdas estimadas em cerca de R$ 8 bilhões por ano, impactando diretamente a produtividade, o peso da cana e o teor de açúcar.

Já o controle de plantas invasoras exige elevados investimentos em herbicidas e operações agrícolas, gerando custos superiores a R$ 6 bilhões anuais ao setor.

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Com a nova tecnologia, o objetivo é ampliar o controle da praga e simplificar o manejo de espécies invasoras como grama-seda, capim colonião, capim colchão e braquiária, reduzindo riscos de fitotoxicidade e aumentando a estabilidade produtiva ao longo do ciclo da cultura.

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Plataforma VerdPRO2 amplia soluções para o setor sucroenergético

De acordo com o CEO do CTC, César Barros, a aprovação representa um novo marco para a biotecnologia no setor sucroenergético brasileiro.

A tecnologia é resultado de um amplo processo de pesquisa, validação técnica e análise regulatória, consolidando uma abordagem integrada para o manejo agrícola nos canaviais.

Além da resistência genética à broca-da-cana, a plataforma oferece maior eficiência operacional e deverá contar com mais de 14 produtos comerciais voltados ao mercado.

Chegada ao mercado está prevista para a safra 2026/27

Após a conclusão dos trâmites legais e regulatórios, a previsão é de que a VerdPRO2 chegue ao mercado na safra 2026/27.

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Segundo o CTC, a introdução da tecnologia será realizada de forma gradual e próxima aos clientes, permitindo demonstrações práticas em condições reais de cultivo.

O modelo prevê acompanhamento técnico das áreas comerciais, geração de dados de desempenho no campo e adaptação das recomendações de manejo conforme as necessidades dos produtores e usinas parceiras.

Biotecnologia reforça meta de dobrar produtividade da cana até 2040

A aprovação da VerdPRO2 reforça a estratégia do CTC de ampliar o uso da biotecnologia no desenvolvimento da cana-de-açúcar brasileira.

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A nova plataforma representa uma evolução em relação à primeira geração de biotecnologia lançada pela companhia em 2017 e integra o plano da empresa de desenvolver soluções capazes de dobrar a produtividade da cultura até 2040.

A estratégia combina avanços em genética, biotecnologia, novas técnicas de plantio e manejo agrícola, em linha com a crescente demanda por eficiência, sustentabilidade e competitividade no agronegócio brasileiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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