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Dólar inicia semana em alta com mercado atento ao Focus e tensões geopolíticas; Ibovespa recua

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Cenário financeiro abre a semana com cautela

O dólar começou a semana em alta nesta segunda-feira (19), refletindo a combinação de fatores econômicos e geopolíticos que trazem incertezas aos investidores. Por volta das 9h10, a moeda norte-americana subia 0,16%, sendo negociada a R$ 5,3809, após encerrar a sexta-feira (17) com leve avanço de 0,08%, cotada a R$ 5,3725.

Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), abriu o dia em queda, após fechar o último pregão com recuo de 0,46%, aos 164.800 pontos.

Agenda econômica da semana traz atenção ao boletim Focus

A semana será marcada por uma agenda mais enxuta, mas ainda sensível a fatores domésticos e externos. No Brasil, o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, deve orientar o comportamento dos mercados, trazendo projeções atualizadas para inflação, juros e crescimento do PIB.

Com os investidores avaliando os novos dados, o mercado mantém postura de cautela enquanto aguarda definições de política monetária e possíveis movimentos de correção cambial.

Feriado nos EUA e tensões geopolíticas elevam a incerteza

Nos Estados Unidos, o feriado nacional reduz o volume de negociações, o que pode aumentar a volatilidade do câmbio no curto prazo. Além disso, novas tensões geopolíticas — principalmente em regiões estratégicas para o comércio global — seguem influenciando a percepção de risco dos investidores e fortalecendo a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar.

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Desempenho recente do dólar e da bolsa
  • Dólar:
    • Acumulado da semana: +0,14%
    • Acumulado do mês: -2,12%
    • Acumulado do ano: -2,12%
  • Ibovespa:
    • Acumulado da semana: +0,88%
    • Acumulado do mês: +2,28%
    • Acumulado do ano: +2,28%
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Perspectivas para os próximos dias

Os próximos pregões devem seguir marcados por movimentos técnicos e reavaliações das projeções econômicas, tanto no Brasil quanto no exterior. Com o cenário global ainda incerto e a política doméstica no radar, o mercado tende a operar com maior seletividade e foco em dados macroeconômicos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do suco de laranja disparam em Nova York após revisão de safra e menor demanda europeia, aponta Itaú BBA

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Cotações do suco de laranja sobem 23% em Nova York

Os preços do suco de laranja concentrado congelado (FCOJ) voltaram a subir na Bolsa de Nova York, impulsionados por uma nova revisão na estimativa da safra brasileira 2025/26, segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Nos últimos 30 dias, as cotações do FCOJ subiram 23%, alcançando US$ 2.878 por tonelada, após o Fundecitrus revisar a produção de 294,8 milhões de caixas — volume ainda superior ao da safra passada, mas 3,9% menor que a estimativa anterior, divulgada em setembro.

Com a maior parte da colheita já finalizada, restando apenas variedades tardias, a próxima atualização em fevereiro de 2026 não deve trazer alterações significativas.

Exportações recuam com menor demanda da União Europeia

Nos seis primeiros meses da safra 2025/26, as exportações brasileiras de suco de laranja apresentaram queda de 5,4% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

O volume total exportado entre julho e dezembro de 2025 somou 423 mil toneladas de FCOJ equivalente, com receita de US$ 1,534 bilhão.

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A principal causa da retração foi a redução de 26% nas compras da União Europeia, que segue como o maior mercado para o produto brasileiro.

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Em contrapartida, os Estados Unidos ampliaram as importações em 36%, compensando parcialmente a menor demanda europeia.

Oferta elevada indica que queda nas exportações não é por falta de produto

De acordo com o Itaú BBA, a safra 2025/26 deve produzir 63 milhões de caixas adicionais em relação à temporada anterior.

Se o rendimento industrial fosse mantido, esse volume permitiria aumento de 231 mil toneladas na produção de suco, reforçando que a queda nos embarques não decorre de limitação de oferta, mas sim de fatores comerciais e de demanda externa.

Safra 2026/27: EUA mantêm colheita mínima e Brasil deve crescer

As primeiras estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra 2026/27 apontam novas mínimas históricas na produção americana, enquanto o Brasil tende a registrar recuperação com melhores condições climáticas.

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Nos EUA, a produção deve totalizar 12 milhões de caixas, queda de 1,6% frente ao ciclo anterior, sendo 7,5 milhões de caixas da variedade Valência, principal matéria-prima para o suco.

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Apesar da redução de 18% no número de árvores produtivas na Flórida, o aumento no número de frutos por planta garantiu leve melhora na produtividade.

Já para o Brasil, o USDA projeta 330 milhões de caixas em 2026/27, alta de 3,7% em relação à estimativa anterior. A produção de suco deve atingir 1,03 milhão de toneladas em FCOJ equivalente, avanço de 1,9%, refletindo o retorno de um clima mais favorável nas regiões citrícolas.

Acordo entre União Europeia e Mercosul deve impulsionar exportações

O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, aprovado recentemente, deve reforçar a competitividade do suco de laranja brasileiro nos próximos anos, segundo avaliação da CitrusBR.

A entidade estima que, em até cinco anos, o setor pode economizar cerca de US$ 320 milhões com a redução gradual das tarifas de importação.

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Para o suco NFC (não concentrado), o impacto deve ser mais imediato, com eliminação das tarifas em até quatro anos. Já para o FCOJ, o benefício será gradual, ocorrendo entre cinco e dez anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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