Decisão no Maracanã
O acerto de contas: Vasco e Corinthians duelam por milhões
Vasco e Corinthians decidem hoje a Copa do Brasil 2025. Com R$ 77 milhões em jogo, Diniz aposta na velocidade de Rayan contra a força máxima de Dorival.
Após empate sem gols na ida, gigantes decidem a Copa do Brasil no Maracanã; Diniz prepara surpresa tática para conter o ataque liderado por Memphis e Yuri Alberto.
O Maracanã amanheceu com a atmosfera densa típica das grandes decisões. Neste domingo (21), a partir das 18h, o estádio não será apenas o palco de uma final, mas o cenário de um ajuste de contas que demorou 25 anos para acontecer. Vasco e Corinthians entram em campo para definir o campeão da Copa do Brasil de 2025, em um duelo que mistura a urgência financeira do presente com os fantasmas do passado.
A partida de ida, travada na Neo Química Arena, terminou em um 0 a 0 tenso e estudado. O placar em branco transformou o jogo de volta em uma batalha sem margem para erro. O regulamento é direto: quem vencer no tempo normal levanta a taça. Um novo empate, por qualquer placar, arrasta a agonia para os pênaltis. Não há vantagem estratégica para ninguém, exceto o fator casa, que hoje se veste de preto e branco cruzmaltino.
Para além da glória esportiva, o que está na mesa é uma injeção de capital capaz de mudar o patamar de qualquer clube. O campeão garante R$ 77 milhões. O vice fica com R$ 33 milhões. Somando as premiações das fases anteriores, o vencedor ultrapassará a marca de R$ 100 milhões em arrecadação total, além de carimbar o passaporte direto para a Libertadores de 2026.
O xadrez tático: improviso contra estabilidade
O confronto coloca frente a frente duas filosofias distintas. Fernando Diniz, em busca do bicampeonato para o Vasco, precisa lidar com a escassez. O treinador não conta com peças fundamentais na defesa. Lucas Piton, lesionado no joelho, é a ausência mais sentida. Sem ele, a tendência é que Puma Rodríguez atue improvisado na lateral-esquerda, uma solução de emergência para tentar conter os avanços corintianos.
No entanto, a grande cartada de Diniz pode estar no ataque. Informações de bastidores indicam que o técnico deve apostar na velocidade do jovem Rayan entre os titulares, deixando o experiente Vegetti como uma “arma secreta” para o segundo tempo. A ideia é explorar as costas da defesa adversária com transições rápidas regidas por Philippe Coutinho.
A provável escalação vascaína tem: Léo Jardim; Paulo Henrique, Carlos Cuesta, Robert Renan e Puma Rodríguez; Thiago Mendes, Barros e Philippe Coutinho; Nuno Moreira, Andrés Gómez e Rayan.
Do outro lado, o Corinthians de Dorival Júnior esbanja saúde física e confiança. O time paulista chega ao Rio de Janeiro com força máxima e um sistema ofensivo consolidado. A dupla Memphis Depay e Yuri Alberto, responsável pela maioria dos gols da equipe na temporada, é a maior aposta para silenciar o Maracanã. Dorival deve manter a estrutura que eliminou o Palmeiras na fase anterior, apostando na solidez de André Ramalho e na criatividade de Breno Bidon.
O provável time titular conta com: Hugo Souza; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; José Martínez, Maycon, Breno Bidon (ou Carrillo) e Memphis Depay; Yuri Alberto.
A sombra de 2000 e o “tira-teima”
Para o torcedor vascaíno, vencer hoje é uma questão de honra. O confronto evoca memórias dolorosas, especialmente a final do Mundial de Clubes de 2000, perdida para o mesmo Corinthians, no mesmo Maracanã, nos pênaltis. Além disso, o retrospecto recente em mata-matas favorece os paulistas, que levaram a melhor na Libertadores de 2012 e na Copa do Brasil de 1995.
O Vasco joga para exorcizar esse tabu e coroar sua reconstrução institucional. O Corinthians joga para confirmar sua hegemonia nacional e conquistar o tetracampeonato. Às 18h, quando a bola rolar, o passado ficará na porta. Dentro de campo, valerá a estratégia, o nervo e a competência de quem souber sofrer menos.
Serviço de Jogo
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Onde assistir: TV Globo (TV aberta), SporTV, Premiere e Amazon Prime Video.
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Horário: 18h (de Brasília).
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Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio (GO), auxiliado por Bruno Boschilia (PR) e Victor Imazu (PR). VAR: Marco Fazekas (MG).
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CIDADES
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Operação Sem Livramento cumpre 36 ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande e Barra do Garças; justiça bloqueou R$ 87 mil dos investigados após noite de terror na zona rural.
Agentes da Polícia Civil deflagraram, nas primeiras horas desta quinta-feira (22), uma ofensiva contra uma organização criminosa especializada em terror rural. A Operação Sem Livramento cumpre 36 ordens judiciais contra suspeitos de roubo, extorsão e tortura psicológica. As equipes vasculham endereços em Cuiabá, Várzea Grande e Barra do Garças.
O alvo é uma rede estruturada que não apenas roubava, mas impunha horas de pânico às vítimas.
A justiça determinou buscas e apreensões em 15 endereços ligados ao bando. Além da devassa nas residências, o Judiciário autorizou a quebra de sigilo de dados e o bloqueio de até R$ 87 mil nas contas dos envolvidos. A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA).
Noite de terror e crueldade
As investigações começaram após um crime brutal em novembro de 2024. O cenário foi um sítio no município de Nossa Senhora do Livramento.
Naquela noite, uma família inteira acabou rendida.
Os criminosos amarraram adultos e crianças. As vítimas permaneceram sob a mira de armas e agressões físicas por horas. Enquanto mantinham a família em cárcere privado, os assaltantes exigiam transferências bancárias via Pix.
A violência não se restringiu aos humanos. Para demonstrar controle e silenciar o ambiente, o grupo executou um papagaio da família e feriu um cachorro da propriedade. A crueldade serviu como ferramenta de intimidação extrema.
Ao fugirem, os bandidos levaram um Citroën C3, notebooks, celulares e ferramentas de trabalho das vítimas.
Rede organizada
A apuração da DERFVA revelou que o grupo opera com planejamento prévio e divisão clara de tarefas. Há os executores diretos, os responsáveis pela logística e os encarregados de dar destino aos bens roubados.
O delegado Maurício Maciel Pereira Junior, responsável pelo caso, afirma que o mapeamento permitiu identificar não apenas os assaltantes, mas a rota do dinheiro.
“Com o avanço das apurações, foi possível identificar outros integrantes do grupo criminoso, mapear a atuação da organização e identificar eventuais empresas utilizadas para ocultação e lavagem de dinheiro”, explica o delegado.
As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0. A ação integra a operação Inter Partes, braço do programa Tolerância Zero do Governo de Mato Grosso, focado na asfixia financeira e logística de facções.
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