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MÚSICA e FESTIVAIS

Angra escala Alírio Netto para show histórico e sela reunião com ícones da era Rebirth

O cenário do heavy metal brasileiro amanheceu em polvorosa nesta segunda-feira, 24 de novembro de 2025. O Angra, um dos pilares do gênero no país, oficializou que o vocalista Alírio Netto assumirá os microfones para o aguardado show da banda no Bangers Open Air 2026.

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Angra define novo vocalista
Angra

Angra define Alírio Netto como vocalista para apresentação histórica no Bangers Open Air 2026 Anúncio realizado nesta segunda-feira (24) ocorre na sequência da saída de Fabio Lione e confirma reunião com ex-integrantes da era ‘Rebirth’ no palco do festival.

O cenário do heavy metal brasileiro amanheceu em polvorosa nesta segunda-feira, 24 de novembro de 2025. O Angra, um dos pilares do gênero no país, oficializou que o vocalista Alírio Netto assumirá os microfones para o aguardado show da banda no Bangers Open Air 2026. A confirmação chega em um momento nevrálgico para o grupo, menos de 24 horas após o anúncio do desligamento do italiano Fabio Lione e dois dias depois da revelação de uma reunião com membros clássicos da formação.

A movimentação estratégica da banda visa o domingo, 26 de abril de 2026, data em que o quinteto será a atração principal (headliner) do festival. A escolha de Alírio não é aleatória; trata-se de um nome com trânsito internacional e experiência em grandes produções, o que sugere uma tentativa de manter o nível técnico elevado em meio a tantas transições.

A escolha de uma nova voz

A banda utilizou suas redes sociais para comunicar a decisão, destacando o currículo do cantor, que inclui passagens pelo projeto oficial do Queen e grandes musicais. A nota oficial busca justificar a escolha técnica para o evento:

“O Angra tem o prazer de anunciar que contará com Alírio Netto nos vocais para o show histórico de reunião no Bangers Open Air, onde será headliner no domingo dia 26 de Abril de 2026. Alírio é um cantor de reconhecimento internacional, destaque por sua atuação no Queen Extravaganza, projeto oficial do Queen, e por sua sólida carreira no teatro musical, em que protagonizou produções de grande porte, como We Will Rock You e Jesus Christ Superstar, entre outros. Sua versatilidade, potência vocal e presença de palco fazem dele a escolha perfeita para este momento tão especial.”

É interessante notar a ênfase na “versatilidade” e “potência”, atributos essenciais para cobrir o vasto catálogo do Angra, que abrange diferentes eras e estilos de composição.

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O posicionamento de Alírio

Alírio Netto, por sua vez, demonstrou reverência ao legado da banda. Em sua primeira declaração pública sobre o convite, o vocalista fez questão de citar nominalmente os integrantes atuais e o empresário Paulo Baron, além de mencionar seus predecessores. A fala carrega um tom de diplomacia, essencial para quem chega em um ambiente de altas expectativas por parte dos fãs.

“Que dia feliz meus amigos! Meu muito obrigado ao Rafael, ao Felipe, ao Marcelo meu irmão de alma, ao Bruno, e ao Kiko pela confiança neste novo capítulo. Agradeço também ao Paulo Baron pelo apoio e acolhimento num momento tão especial. Obrigado aos fãs do Angra por me receberem nesta caminhada que também é de vocês. Eu chego com humildade, respeito e amor profundo por essa banda. Darei meu melhor para honrar, com profundo respeito, o legado do Fábio, do Edu e do saudoso André Matos, grandes inspirações na minha vida” — diz Alírio Netto.

A menção a Kiko Loureiro no agradecimento de Alírio reforça a integração do guitarrista neste projeto específico, criando uma ponte entre o passado e o futuro imediato da banda.

Contexto turbulento: A saída de Lione e o fator “Rebirth”

Para entender a magnitude deste anúncio, é preciso olhar para o retrovisor imediato. O fim de semana foi marcado por uma reestruturação profunda na imagem pública do grupo. No domingo (23), o Angra comunicou a saída de Fabio Lione, vocalista que esteve à frente da banda por anos. A chegada de Alírio, anunciada logo na sequência, parece ser a resposta rápida para preencher essa lacuna no palco.

Além disso, no sábado (22), a organização do Bangers Open Air já havia soltado uma “bomba” para os aficionados: a edição de 2026 contará com a participação especial de Edu Falaschi (vocal), Kiko Loureiro (guitarra) e Aquiles Priester (bateria).

Essa configuração transforma o show de abril de 2026 em uma celebração híbrida. Não se trata apenas de uma apresentação com um novo vocalista, mas de um evento que revisitará a aclamada era “Rebirth”, com seus protagonistas originais dividindo o palco com a formação atual e o recém-chegado Alírio. Resta saber como a dinâmica de palco será dividida entre Falaschi e Netto, e como o repertório será curado para acomodar tantas figuras centrais da história da banda.

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O show está marcado para o segundo dia do festival, prometendo ser um divisor de águas na trajetória da banda, que mais uma vez se vê diante da necessidade de se reinventar — agora, sob os holofotes de um grande festival e com a responsabilidade de honrar múltiplas fases de sua própria história.

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DESTAQUE

Dino manda PF apurar R$ 55,4 milhões em emendas Pix apontados pelo TCU

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (7) que a Polícia Federal apure as irregularidades levantadas pelo Tribunal de Contas da União na execução das chamadas emendas Pix. O relatório do órgão de controle aponta R$ 55,4 milhões em possíveis danos ao erário entre 2020 e 2024.

Recebido pelo ministro em 31 de julho, o documento foi remetido ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, “a fim de que verifique a existência de indícios de crimes, e, se for o caso, proceda à juntada aos procedimentos já instaurados e/ou à abertura de novos”. Dino determinou ainda que a análise priorize as “hipóteses de danos ao Erário já apontados pela Egrégia Corte de Contas”.

Emendas Pix é o apelido dado às transferências especiais, modalidade que dificultava identificar tanto o parlamentar autor da destinação quanto quem recebia o dinheiro na ponta. Foi essa opacidade que levou o Supremo, uma vez provocado, a fiscalizar o mecanismo e a cobrar os critérios de rastreabilidade e transparência fixados na Constituição para a aplicação de recursos públicos. Dino relata a ação sobre o tema.

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Os números do relatório

A auditoria examinou cem transferências especiais destinadas a 74 entes federados, num total de R$ 198.109.222,97 em recursos fiscalizados. Desse volume, mais de R$ 26,3 milhões aparecem como prejuízo decorrente do comprometimento da transparência e da rastreabilidade.

Outros R$ 14,9 milhões foram para o pagamento de despesas “sem comprovação jurídica/fiscal idônea, estranhas à finalidade da transferência especial” ou “sem comprovação da quantidade ou do objeto realizado”. Um terceiro grupo, de R$ 14,1 milhões, reúne casos de “inexecução total ou parcial do objeto” e “superfaturamento de preços”.

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Para Dino, os achados “demonstram a persistência de um estado de inconstitucionalidade, o qual justifica a necessidade de adoção de novas medidas para a conformação da execução das ‘emendas individuais’ aos parâmetros constitucionais de transparência e rastreabilidade”.

 

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