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IPCA-15 sobe 0,41% em junho e alimentos seguem pressionando inflação no Brasil

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,41% em junho, abaixo dos 0,62% observados em maio, segundo dados divulgados pelo levantamento de preços ao consumidor. No acumulado de 12 meses, a prévia da inflação soma 4,80%, permanecendo acima do período imediatamente anterior.

Entre os grupos pesquisados, os principais impactos vieram de Alimentação e bebidas e Habitação, enquanto Transportes foi o único a registrar variação negativa no mês.

Alimentação e bebidas segue como principal pressão inflacionária no IPCA-15

O grupo Alimentação e bebidas voltou a liderar o impacto no índice, com alta de 0,74% e contribuição de 0,16 ponto percentual no resultado final.

Apesar da desaceleração frente a maio (1,38%), os preços dos alimentos seguem pressionados, especialmente no consumo doméstico, que avançou 0,87% em junho.

Entre os principais aumentos no mês destacam-se:

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  • Batata-inglesa: +29,42%
  • Tomate: +17,27%
  • Feijão-carioca: +14,29%
  • Cebola: +9,54%

No acumulado do semestre, itens como tomate, cenoura e batata-inglesa mais que dobraram de preço, reforçando o impacto direto no orçamento das famílias e no custo da cadeia de alimentação e bebidas.

Na direção oposta, houve recuo em itens importantes da cesta, como:

  • Café moído: -3,69%
  • Frutas: -0,96%
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Alimentação fora do domicílio também sobe, mas perde ritmo

A alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,51% para 0,40%. A refeição apresentou leve perda de ritmo, enquanto o lanche teve pequena aceleração no período, refletindo comportamento mais moderado do consumo fora de casa.

Transportes recua com queda nos combustíveis e impacto do diesel e gasolina

O grupo Transportes registrou variação de -0,03%, contribuindo para conter a inflação do mês.

A queda foi puxada principalmente pelos combustíveis, que recuaram 1,22%, com destaque para:

  • Etanol: -5,30%
  • Gasolina: -0,73%
  • Óleo diesel: -1,47%

Apesar da queda nos combustíveis, alguns itens do setor apresentaram alta, limitando o recuo mais intenso do grupo:

  • Passagem aérea: +7,24%
  • Ônibus urbano: +1,18%
  • Automóvel novo: +0,42%

O comportamento dos transportes reflete um cenário de pressão mista, com custos logísticos mais baixos em combustíveis, mas reajustes e oscilações em tarifas de mobilidade urbana e transporte aéreo.

Habitação e energia elétrica seguem como peso relevante no índice

O grupo Habitação avançou 0,72%, com destaque para a energia elétrica residencial, que subiu 2,04% e foi o principal impacto individual do mês.

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A alta está associada à bandeira tarifária amarela e a reajustes regionais em diferentes capitais, pressionando o custo de moradia e serviços básicos.

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Saúde e outros grupos mantêm trajetória de alta moderada

O grupo Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,47%, influenciado por itens de higiene pessoal e reajustes em planos de saúde.

Já os demais grupos apresentaram variações mais moderadas, com comportamento heterogêneo entre serviços e bens de consumo.

Panorama geral: inflação desacelera, mas alimentos ainda pesam no bolso

Apesar da desaceleração do IPCA-15 em junho, o cenário ainda é marcado pela forte influência do grupo Alimentação e bebidas, que continua sendo o principal vetor de pressão inflacionária no país.

Ao mesmo tempo, a queda nos Transportes, especialmente nos combustíveis como diesel e gasolina, ajuda a equilibrar o índice, trazendo alívio parcial aos custos logísticos e ao setor produtivo.

O resultado reforça um cenário de inflação ainda sensível, com impacto direto tanto no consumo das famílias quanto nos custos de transporte e distribuição no Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Mercado de laranja ganha ritmo com avanço das negociações, enquanto chuvas atrasam colheita em São Paulo

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As negociações entre citricultores e a indústria de processamento da safra de laranja 2026/27 ganharam força nos últimos dias, impulsionando o mercado de citros no Brasil. De acordo com levantamentos do Cepea, as renegociações de contratos avançaram de forma mais consistente, acompanhadas pelas primeiras compras mais frequentes de frutas destinadas ao processamento industrial.

O movimento sinaliza maior dinamismo nas relações comerciais entre produtores e indústrias, em um momento estratégico para o planejamento da nova temporada.

Indústria amplia contratos e operações no mercado spot

Segundo pesquisadores do Cepea, a indústria ampliou tanto a formalização de contratos de curto prazo para a safra atual quanto as aquisições no mercado spot. Apesar do crescimento das negociações imediatas, os preços praticados nesse segmento continuam inferiores aos valores estabelecidos nos contratos previamente firmados.

Esse cenário demonstra que as indústrias buscam garantir matéria-prima para o processamento, enquanto produtores acompanham atentamente as condições de oferta antes de definir novos negócios.

Chuvas reduzem ritmo da colheita

Enquanto as negociações evoluem, as condições climáticas passaram a representar um importante desafio para a colheita da laranja.

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As chuvas registradas ao longo da semana nas principais regiões citrícolas do estado de São Paulo reduziram significativamente o ritmo das operações no campo. Além de dificultarem o acesso às áreas de produção, as precipitações podem continuar impactando os trabalhos nos próximos dias, especialmente nas localidades que receberam maiores volumes de chuva.

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Oferta limitada faz produtores adiarem entregas

Outro fator que influencia o mercado é a disponibilidade restrita de frutas em condições ideais para a colheita. Conforme o Cepea, muitos produtores ainda avaliam que a parcela de laranjas aptas à colheita permanece limitada.

Diante desse cenário, parte dos citricultores tem optado por adiar tanto a colheita quanto a definição das entregas para a indústria, aguardando melhores condições climáticas e maior disponibilidade de frutos.

Perspectiva para o mercado de citros

A combinação entre avanço das negociações comerciais e limitações impostas pelo clima mantém o mercado da laranja em um momento de atenção. Caso as chuvas persistam nas principais regiões produtoras, a oferta de frutas poderá continuar restrita no curto prazo, influenciando o ritmo de abastecimento das indústrias e a evolução das negociações ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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