AGRONEGÓCIO
Mercados globais hoje: Ásia sobe com tecnologia, Europa recua com tensão no Oriente Médio e Ibovespa cai com cautela dos investidores
Os mercados financeiros globais apresentam um cenário de volatilidade nesta quarta-feira (29), com desempenho misto entre regiões e investidores atentos ao avanço das tensões geopolíticas no Oriente Médio, além de indicadores econômicos e resultados corporativos.
No Brasil, o movimento segue alinhado ao exterior, com o Ibovespa operando em queda recente e refletindo a aversão ao risco, enquanto o dólar mostra leve recuo frente ao real.
Ásia fecha majoritariamente em alta, puxada por tecnologia e energia limpa
As bolsas asiáticas encerraram o pregão com predominância de ganhos, impulsionadas por ações ligadas à transição energética, tecnologia e mineração.
Na China, os principais índices avançaram:
- Xangai (SSEC): +0,71%, aos 4.107 pontos
- CSI300: +1,10%, aos 4.810 pontos
Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,68%, aos 26.111 pontos, acompanhando o bom desempenho de empresas de baterias, terras raras e energia limpa.
Outros mercados da região também registraram desempenho positivo:
Kospi (Coreia do Sul): +0,75%, aos 6.690 pontos
Por outro lado, algumas bolsas fecharam em queda:
- Taiwan: -0,55%, aos 39.303 pontos
- Singapura: -0,55%, aos 4.860 pontos
- Austrália (S&P/ASX 200): -0,27%, aos 8.687 pontos
O mercado japonês permaneceu fechado.
Apesar do avanço, investidores mantiveram cautela após sinalizações do governo chinês de continuidade das políticas econômicas atuais, sem novos estímulos imediatos.
Europa recua pressionada por guerra e balanços corporativos
Na Europa, o clima é de maior aversão ao risco. As bolsas operam em queda nesta manhã, pressionadas tanto pelo cenário geopolítico quanto por resultados corporativos abaixo das expectativas.
O índice pan-europeu STOXX 600 recua cerca de 0,3%, aos 605 pontos.
Principais bolsas:
- Londres (FTSE 100): -0,82%, aos 10.248 pontos
- Frankfurt (DAX): -0,39%, aos 23.924 pontos
- Paris (CAC 40): -0,82%, aos 8.038 pontos
- Milão (FTSE MIB): -0,72%, aos 47.695 pontos
- Madri (Ibex 35): -1,06%, aos 17.587 pontos
- Lisboa (PSI 20): -0,72%, aos 9.198 pontos
O aumento das tensões no Oriente Médio segue como principal vetor de risco global, impactando diretamente o apetite dos investidores.
EUA: mercado atento a juros, inflação e resultados
Nos Estados Unidos, os futuros de Wall Street operam com leve instabilidade, refletindo:
- Expectativas sobre política monetária do Federal Reserve
- Novos dados de inflação
- Temporada de balanços corporativos
O ambiente segue sensível a qualquer sinalização sobre cortes ou manutenção de juros, o que influencia diretamente fluxos globais de capital.
Ibovespa recua e acompanha cenário externo
O Ibovespa encerrou o último pregão em queda de 0,51%, aos 188.618 pontos, pressionado por fatores externos e dados econômicos internos.
Resumo do pregão:
- Pontuação: 188.618 pontos
- Variação: -0,51%
- Máxima: 189.578 pontos
- Mínima: 187.236 pontos
Volume financeiro: cerca de R$ 23,9 bilhões
Fatores que influenciam o mercado brasileiro
1. Risco geopolítico
A escalada de conflitos no Oriente Médio aumenta a cautela global e reduz o apetite por ativos de risco, afetando diretamente mercados emergentes como o Brasil.
2. Dólar em leve queda
A moeda americana recua e opera próxima de R$ 4,97, ajudando a aliviar parte da pressão sobre ativos domésticos.
3. Inflação e juros
Dados inflacionários recentes seguem no radar, impactando expectativas sobre a trajetória da taxa Selic.
4. Ações em destaque
Papéis de peso no índice, como Petrobras (PETR4), continuam sendo monitorados, especialmente diante de discussões sobre dividendos, petróleo e cenário internacional. Empresas do setor de energia, como Brava Energia (BRAV3), também permanecem no foco.
Perspectiva para o dia
O mercado deve seguir volátil no curto prazo, com investidores atentos a três pilares principais:
- Evolução das tensões geopolíticas
- Indicadores econômicos globais
- Direcionamento das políticas monetárias
Para o agronegócio e demais setores exportadores, o comportamento do dólar e das commodities segue sendo fator-chave na formação de preços e competitividade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mapa amplia promoção comercial e fortalece cooperação internacional em missão à Espanha e França
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, entre os dias 20 e 24 de abril, missão oficial à Espanha e à França com avanços voltados à ampliação de mercados, ao fortalecimento de parcerias estratégicas e ao aprofundamento da agenda internacional do agro brasileiro.
Entre os principais destaques da programação estiveram a participação brasileira na Seafood Expo Global 2026, em Barcelona, e a formalização da adesão do Brasil ao Programa de Cooperação em Pesquisa em Agricultura Sustentável (CRP), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.
A comitiva foi liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, e cumpriu agendas institucionais voltadas à promoção comercial, à cooperação técnica e ao diálogo sobre temas como sanidade, logística, energia e sustentabilidade.
Barcelona: feira global reforça presença brasileira
Na Espanha, a delegação participou da Seafood Expo Global 2026, principal feira mundial do setor de pescados. O evento reuniu mais de 2 mil expositores de cerca de 150 países e público estimado em 35 mil visitantes, entre compradores, distribuidores e representantes da indústria.
A presença brasileira ocorre em momento estratégico para o segmento. Desde 2023, o Brasil abriu 17 novos mercados para pescados, ampliando oportunidades comerciais e fortalecendo a inserção internacional dos produtos nacionais, além de gestões para a futura retomada das exportações do pescado brasileiro para o bloco europeu.
Durante a programação, o secretário Luís Rua visitou o pavilhão da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), organizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), onde empresas brasileiras apresentaram produtos no âmbito do projeto Brazilian Seafood.
A agenda incluiu ainda reuniões com representantes do setor produtivo e encontro, ao lado do ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, com o ministro da Agricultura, Pesca e Alimentação da Espanha, Luís Planas.
Paris: adesão à CRP e agenda com organismos internacionais
Na França, um dos principais resultados da missão foi a formalização da adesão do Brasil ao Programa de Cooperação em Pesquisa em Agricultura Sustentável (CRP), iniciativa da OCDE voltada ao desenvolvimento de projetos em sistemas alimentares, inovação e produção agrícola sustentável.
Com a entrada no programa, o Brasil passa a participar de forma mais direta da construção de estudos e diretrizes internacionais, além de ampliar o intercâmbio técnico com outros países e fortalecer sua presença nos debates globais sobre sustentabilidade e inovação no campo.
Ao longo de dois dias, a delegação brasileira cumpriu agenda em organismos internacionais sediados em Paris e Dijon. Participaram dos encontros o embaixador e delegado do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas sediadas em Paris, Sarquis J. B. Sarquis; o ministro-conselheiro Joaquim Penna Silva; e a adida agrícola Bárbara Cordeiro.
A programação incluiu reuniões na OCDE, na Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), na Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), na Agência Internacional de Energia (AIE) e no Fórum Internacional de Transportes (ITF).
Na OCDE, em reunião com o secretário-geral adjunto, Yasushi Masaki, e com a diretora de Comércio e Agricultura, Marion Jansen, foram debatidos temas relacionados ao comércio agrícola e à incorporação das especificidades dos sistemas produtivos tropicais nas análises internacionais. Na OMSA, o encontro com a diretora-geral Emmanuelle Soubeyran tratou da harmonização de normas sanitárias e da previsibilidade do comércio de produtos de origem animal.
Nas agendas com a AIE e o ITF, o foco esteve no cenário global e nas possibilidades de cooperação nas áreas de energia e transporte. Em Dijon, reuniões com o diretor-geral da OIV, John Barker, e com a presidente Yvette van der Merwe abordaram harmonização regulatória no setor vitivinícola e cooperação técnica.
Em todos os compromissos, a delegação ressaltou a contribuição do Brasil para a segurança alimentar global, a segurança energética, a sustentabilidade e a inovação no setor agropecuário, com destaque para a experiência nacional em agricultura tropical.
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