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Preços do suco de laranja disparam em Nova York após revisão de safra e menor demanda europeia, aponta Itaú BBA

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Cotações do suco de laranja sobem 23% em Nova York

Os preços do suco de laranja concentrado congelado (FCOJ) voltaram a subir na Bolsa de Nova York, impulsionados por uma nova revisão na estimativa da safra brasileira 2025/26, segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Nos últimos 30 dias, as cotações do FCOJ subiram 23%, alcançando US$ 2.878 por tonelada, após o Fundecitrus revisar a produção de 294,8 milhões de caixas — volume ainda superior ao da safra passada, mas 3,9% menor que a estimativa anterior, divulgada em setembro.

Com a maior parte da colheita já finalizada, restando apenas variedades tardias, a próxima atualização em fevereiro de 2026 não deve trazer alterações significativas.

Exportações recuam com menor demanda da União Europeia

Nos seis primeiros meses da safra 2025/26, as exportações brasileiras de suco de laranja apresentaram queda de 5,4% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

O volume total exportado entre julho e dezembro de 2025 somou 423 mil toneladas de FCOJ equivalente, com receita de US$ 1,534 bilhão.

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A principal causa da retração foi a redução de 26% nas compras da União Europeia, que segue como o maior mercado para o produto brasileiro.

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Em contrapartida, os Estados Unidos ampliaram as importações em 36%, compensando parcialmente a menor demanda europeia.

Oferta elevada indica que queda nas exportações não é por falta de produto

De acordo com o Itaú BBA, a safra 2025/26 deve produzir 63 milhões de caixas adicionais em relação à temporada anterior.

Se o rendimento industrial fosse mantido, esse volume permitiria aumento de 231 mil toneladas na produção de suco, reforçando que a queda nos embarques não decorre de limitação de oferta, mas sim de fatores comerciais e de demanda externa.

Safra 2026/27: EUA mantêm colheita mínima e Brasil deve crescer

As primeiras estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra 2026/27 apontam novas mínimas históricas na produção americana, enquanto o Brasil tende a registrar recuperação com melhores condições climáticas.

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Nos EUA, a produção deve totalizar 12 milhões de caixas, queda de 1,6% frente ao ciclo anterior, sendo 7,5 milhões de caixas da variedade Valência, principal matéria-prima para o suco.

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Apesar da redução de 18% no número de árvores produtivas na Flórida, o aumento no número de frutos por planta garantiu leve melhora na produtividade.

Já para o Brasil, o USDA projeta 330 milhões de caixas em 2026/27, alta de 3,7% em relação à estimativa anterior. A produção de suco deve atingir 1,03 milhão de toneladas em FCOJ equivalente, avanço de 1,9%, refletindo o retorno de um clima mais favorável nas regiões citrícolas.

Acordo entre União Europeia e Mercosul deve impulsionar exportações

O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, aprovado recentemente, deve reforçar a competitividade do suco de laranja brasileiro nos próximos anos, segundo avaliação da CitrusBR.

A entidade estima que, em até cinco anos, o setor pode economizar cerca de US$ 320 milhões com a redução gradual das tarifas de importação.

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Para o suco NFC (não concentrado), o impacto deve ser mais imediato, com eliminação das tarifas em até quatro anos. Já para o FCOJ, o benefício será gradual, ocorrendo entre cinco e dez anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

China reabre mercado para carne de frango do Rio Grande do Sul após suspensão sanitária

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China autoriza novamente importações de frango do Rio Grande do Sul

A China voltou a liberar as importações de carne de frango produzida no Rio Grande do Sul, após uma suspensão temporária imposta em julho de 2024 devido à detecção da Doença de Newcastle.

A decisão foi oficializada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) e comunicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta semana.

A retomada das compras pelo gigante asiático foi recebida com otimismo pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que destacou o papel estratégico da China nas exportações brasileiras de carne de frango.

Embargo foi motivado por medidas preventivas sanitárias

A suspensão anterior afetava exclusivamente as exportações a partir do Rio Grande do Sul, um dos principais polos produtores e exportadores de carne de frango do país.

De acordo com o Mapa, a liberação das plantas gaúchas foi possível após uma avaliação de risco sanitário detalhada, conduzida pelas autoridades chinesas, que consideraram erradicado o foco da doença identificado no segundo semestre de 2024.

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O processo de reabilitação seguiu os protocolos internacionais de saúde animal e se baseou em documentação técnica enviada pelo Brasil à GACC, comprovando a eficiência das medidas de controle adotadas no estado.

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Confiança internacional no sistema sanitário brasileiro

Para a ABPA, a decisão chinesa reforça o reconhecimento internacional da robustez e transparência do sistema de defesa agropecuária brasileiro.

“A reabertura do mercado chinês demonstra confiança nas ações do Brasil e no rigor de seu controle sanitário”, destacou a entidade.

A ABPA também ressaltou que o episódio reafirma a capacidade de resposta rápida das autoridades nacionais diante de incidentes sanitários, o que mantém o país como fornecedor confiável e previsível no comércio global de proteínas.

Atuação coordenada entre governo e setor produtivo

A retomada das exportações foi resultado de uma articulação diplomática e técnica conjunta, envolvendo o Ministério da Agricultura, os adidos agrícolas brasileiros e a Embaixada do Brasil em Pequim.

A entidade destacou ainda a atuação do ministro Carlos Fávaro e dos secretários Luís Rua (Comércio e Relações Internacionais) e Carlos Goulart (Defesa Agropecuária), cujas ações foram decisivas para a negociação com as autoridades chinesas.

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Efeitos positivos para o agronegócio brasileiro

Com a reabertura, o Brasil restabelece os fluxos comerciais com um de seus maiores compradores de carne de frango, o que contribui para:

  • Estabilizar os embarques nacionais;
  • Fortalecer o equilíbrio de preços internos;
  • Ampliar a competitividade do setor de proteínas no mercado global.

O retorno do Rio Grande do Sul ao comércio com a China deve impulsionar as exportações nos primeiros meses de 2026, reforçando a liderança brasileira como maior exportador mundial de carne de frango.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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