AGRONEGÓCIO
Prévia do PIB avança em fevereiro e mantém economia em nível recorde
A atividade econômica brasileira cresceu 0,6% em fevereiro na comparação com janeiro, já descontados os efeitos sazonais, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil. Com o resultado, o indicador atingiu o maior nível da série histórica, reforçando a resiliência da economia no início de 2026.
Na comparação com fevereiro do ano passado, o avanço foi de 2,5%, enquanto no acumulado em 12 meses o crescimento chega a 2,3%. O dado confirma um início de ano mais forte que o esperado, mesmo em um ambiente de juros elevados e crédito mais restrito.
A decomposição do indicador mostra mudança relevante na dinâmica dos setores. O crescimento de fevereiro foi puxado principalmente por serviços e indústria, enquanto a agropecuária apresentou retração na margem — movimento típico do período, mas que contrasta com o protagonismo recente do campo.
Segundo o Banco Central, o setor de serviços avançou 0,9% no mês, sustentado pelo consumo interno e pela recuperação gradual de segmentos ligados à renda. A indústria também registrou alta, de 0,7%, com melhora em ramos ligados à produção de bens intermediários.
Já a agropecuária recuou 2,1% na comparação mensal, refletindo a sazonalidade entre safras e o impacto pontual de condições climáticas em algumas regiões produtoras. O movimento, no entanto, não altera a expectativa de forte contribuição do setor ao longo do ano, especialmente diante da projeção de safra recorde de grãos.
Na prática, o dado de fevereiro indica uma troca de protagonismo no curto prazo. Enquanto o agro perde força momentaneamente, serviços e indústria assumem a condução da atividade econômica. Ainda assim, o peso do campo no resultado anual permanece elevado.
Esse comportamento é relevante para o produtor porque o IBC-Br capta, ainda que de forma indireta, o impacto da safra sobre a economia como um todo. Em anos de produção elevada, o agro amplia renda, movimenta logística e sustenta exportações — efeitos que acabam se espalhando para outros setores.
Por outro lado, o cenário de juros altos continua sendo um fator de atenção. Mesmo com a economia crescendo, o custo do crédito segue pressionado, o que afeta diretamente o financiamento da produção e a capacidade de investimento no campo.
A leitura do início de 2026, portanto, é de uma economia em expansão, mas com composição diferente da observada em ciclos recentes. O agro segue como pilar estrutural do crescimento, mas, no curto prazo, divide espaço com outros setores.
Para os próximos meses, o desempenho da segunda safra de milho e o avanço da colheita de soja devem voltar a colocar o campo no centro da atividade econômica. Se confirmada a safra cheia, o setor tende a retomar protagonismo e sustentar o crescimento do PIB ao longo do ano.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Cooxupé lidera projeto inédito e viabiliza venda de créditos de carbono na cafeicultura brasileira
Cooxupé avança na comercialização de créditos de carbono no café
A Cooxupé alcançou um marco inédito no agronegócio brasileiro ao viabilizar a produção e comercialização de créditos de carbono gerados na cadeia produtiva do café.
A iniciativa faz parte do Projeto de Cafeicultura Regenerativa, estruturado pela cooperativa, e posiciona o Brasil na vanguarda de um modelo produtivo que integra sustentabilidade, inovação e geração de valor ao produtor rural.
Projeto piloto gera renda e captura carbono nas lavouras
O projeto piloto envolveu 12 cooperados, abrangendo uma área de 43,27 hectares, com a implementação de sistemas regenerativos e corredores de árvores nas lavouras cafeeiras.
Como resultado, foram sequestradas 649,94 toneladas de carbono. A iniciativa também gerou retorno financeiro direto aos produtores, com a distribuição de R$ 104.601,59 entre os participantes.
Além disso, foram doadas 5 mil mudas, contribuindo para o aumento da biodiversidade nas propriedades.
Modelo de insetting impulsiona sustentabilidade na cadeia do café
A comercialização dos créditos foi realizada por meio do modelo de insetting, no qual a própria cadeia produtiva investe na redução das emissões de carbono em sua origem.
A operação contou com a parceria de um cliente da cooperativa, que adquiriu os créditos gerados. Os recursos foram integralmente repassados aos cooperados, consolidando uma nova fonte de renda associada à sustentabilidade.
Segundo Natalia Fernandes Carr, gerente ESG da cooperativa, o projeto demonstra que é possível conciliar produtividade, qualidade e responsabilidade ambiental em um único sistema.
Ciência e inovação fortalecem a cafeicultura regenerativa
Estruturado ao longo de 2024, o projeto foi desenvolvido com base técnica e científica. A cooperativa firmou parceria com a pesquisadora Madelaine Venzon, da EPAMIG.
A iniciativa inclui o uso de plantas com nectários extraflorais — como ingá, erva-baleeira, fedegoso, fedegosinho e eritrina — que contribuem para atrair inimigos naturais de pragas e ampliar a biodiversidade nas lavouras.
Outras organizações também participam do projeto:
- A GrowGrounds, responsável pela estruturação e comercialização dos créditos
- A Clima Café, que atua na recomendação de espécies arbóreas e suporte técnico
O monitoramento e a certificação utilizam tecnologias como imagens de satélite, drones e georreferenciamento, com validação em campo a cada cinco anos.
Novo modelo produtivo amplia sustentabilidade no campo
Mais do que uma ação pontual, o projeto representa uma mudança estrutural na produção cafeeira, com a integração de árvores às lavouras por meio de sistemas regenerativos.
A prática contribui para:
- Melhor equilíbrio ecológico
- Aumento da resiliência climática
- Ganhos ambientais e produtivos
Os cooperados participantes estão distribuídos em diferentes regiões produtoras, sendo sete no Sul de Minas, três no Cerrado Mineiro e dois nas Matas de Minas, demonstrando o potencial de replicação do modelo.
Expansão do projeto mira novos mercados de carbono
A iniciativa entra agora em uma nova fase, com a abertura de edital para adesão de novos cooperados e a participação da certificadora internacional Gold Standard.
Com isso, os créditos também poderão ser comercializados no modelo de offsetting, ampliando o alcance para além da cadeia produtiva do café.
Sustentabilidade gera competitividade para o café brasileiro
O projeto de Cafeicultura Regenerativa reforça o papel do produtor como agente central na construção de soluções sustentáveis, ao mesmo tempo em que atende às exigências do mercado internacional.
A iniciativa cria novas oportunidades de renda, fortalece a competitividade da cafeicultura brasileira e marca um avanço ao conectar campo, ciência e mercado em um modelo inovador e sustentável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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