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AGRONEGÓCIO

Rússia reconhece Brasil livre de febre aftosa sem vacinação e abre novas oportunidades para exportações do agro

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A Rússia reconheceu oficialmente o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, consolidando mais um importante avanço para a agenda sanitária e comercial do agronegócio brasileiro. A decisão, formalizada em 10 de junho de 2026, reforça a confiança internacional no sistema brasileiro de defesa agropecuária e cria condições favoráveis para a ampliação das exportações de produtos de origem animal.

O reconhecimento ocorre após a certificação concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em 2025 e se soma ao posicionamento semelhante adotado recentemente pela China, fortalecendo a inserção do Brasil nos principais mercados globais.

Novo status sanitário favorece exportações de carnes

A medida aumenta a previsibilidade para as exportações brasileiras, especialmente de produtos sujeitos a rígidos controles sanitários relacionados à febre aftosa, como carne bovina e carne suína.

Além de reforçar a competitividade brasileira, o novo status sanitário pode acelerar processos de habilitação de plantas frigoríficas, certificações internacionais e negociações para abertura de novos mercados.

A expectativa do setor é de que o reconhecimento contribua para ampliar o fluxo comercial e fortalecer a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos para o mundo.

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Missão oficial fortaleceu relações bilaterais

O anúncio foi realizado durante missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à Rússia, realizada entre os dias 1º e 10 de junho, com agendas em São Petersburgo, Kirovsk e Moscou.

A delegação brasileira foi liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, com participação do adido agrícola do Brasil em Moscou, Marco Túlio Santiago, e do coordenador de Articulação, Rafael Requião.

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Durante o período, representantes brasileiros participaram de reuniões estratégicas com autoridades governamentais e lideranças empresariais russas para discutir temas ligados ao comércio agropecuário, cooperação sanitária e ampliação das relações econômicas entre os dois países.

Fórum econômico amplia diálogo entre Brasil e Rússia

A missão teve início durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, considerado um dos principais eventos econômicos da Rússia.

No encontro, representantes do governo brasileiro participaram de painéis sobre comércio internacional e mantiveram reuniões bilaterais com autoridades e representantes do setor privado, reforçando a importância do agronegócio na relação entre os dois países.

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Fertilizantes seguem como pauta estratégica

Outro destaque da missão foi a agenda voltada ao setor de fertilizantes, considerado estratégico para a produção agrícola brasileira.

Em Kirovsk, a comitiva visitou instalações da empresa PhosAgro, onde acompanhou operações de mineração e processamento de apatita, matéria-prima essencial para a fabricação de fertilizantes fosfatados.

Executivos de empresas russas do segmento destacaram o Brasil como um dos mercados prioritários para fornecimento desses insumos, fundamentais para a manutenção da produtividade agrícola nacional.

Cooperação sanitária e abertura de mercados avançam

Na etapa final da missão, realizada em Moscou, a delegação brasileira se reuniu com representantes do Ministério da Agricultura da Federação da Rússia e do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária (Rosselkhoznadzor).

As discussões envolveram temas relacionados à cooperação sanitária, habilitação de estabelecimentos exportadores, ampliação das vendas agropecuárias e identificação de novas oportunidades comerciais.

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Nos últimos meses, a relação bilateral também registrou avanços importantes, incluindo as primeiras habilitações de empresas brasileiras de pescado para exportação ao mercado russo e a abertura daquele país para a importação de castanhas brasileiras.

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Comércio bilateral supera US$ 10 bilhões

A parceria entre Brasil e Rússia vem ganhando força nos últimos anos. Em 2025, o comércio bilateral ultrapassou, pelo segundo ano consecutivo, a marca de US$ 10 bilhões.

A relação comercial é marcada pela complementaridade econômica. O Brasil exporta principalmente carnes, café, amendoim e outros produtos agropecuários, enquanto importa fertilizantes e trigo, insumos considerados estratégicos para o abastecimento e a competitividade do agronegócio nacional.

Promoção da carne bovina brasileira

Durante a passagem por Moscou, a delegação brasileira também participou do Brazilian Beef Dinner, evento promovido pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e pela ApexBrasil.

A iniciativa teve como objetivo fortalecer a presença da carne bovina brasileira no mercado russo, estreitar o relacionamento com importadores locais e ampliar as oportunidades de negócios para a cadeia pecuária nacional.

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Com o reconhecimento do novo status sanitário e o avanço das negociações bilaterais, o Brasil reforça sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos e amplia as perspectivas de crescimento das exportações do agronegócio nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

IGP-10 recua 0,30% em junho pressionado por queda nas commodities agrícolas e combustíveis

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O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou queda de 0,30% em junho, revertendo a alta de 0,89% observada em maio, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar do resultado negativo no mês, o indicador acumula avanço de 3,16% no ano e alta de 2,15% nos últimos 12 meses.

O movimento reflete principalmente a redução dos preços no segmento produtor, especialmente em importantes commodities do agronegócio, além da desaceleração dos combustíveis. Em junho do ano passado, o índice havia recuado 0,97%, acumulando elevação de 5,62% em 12 meses.

Commodities agrícolas lideram movimento de queda

Segundo análise do economista Matheus Dias, do FGV IBRE, o comportamento do IGP-10 foi fortemente influenciado pela acomodação dos preços internacionais e pela normalização da oferta de diversos produtos agropecuários.

Entre os destaques de baixa estão o café, a cana-de-açúcar e os combustíveis, que contribuíram significativamente para a retração do índice no atacado. O cenário indica uma redução das pressões inflacionárias observadas nos meses anteriores, especialmente em cadeias ligadas à produção agrícola e energética.

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Por outro lado, algumas commodities agrícolas apresentaram valorização em junho. Produtos como batata-inglesa e feijão registraram aumento de preços em função de fatores sazonais e restrições momentâneas de oferta, limitando uma queda mais acentuada do indicador.

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Combustíveis aliviam pressão sobre os preços ao consumidor

No varejo, a desaceleração dos preços dos combustíveis ajudou a conter a inflação ao consumidor. Entretanto, o efeito foi parcialmente compensado pelos aumentos observados em alimentos in natura e nas tarifas de energia elétrica, itens que continuam impactando o orçamento das famílias brasileiras.

A combinação desses fatores resultou em um comportamento mais moderado dos índices de preços ao consumidor, contribuindo para o desempenho geral do IGP-10 em junho.

Construção civil mantém trajetória de alta

Enquanto os preços no atacado recuaram, o setor da construção civil continuou apresentando pressão inflacionária. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) manteve trajetória de alta, impulsionado principalmente pelo aumento dos custos de mão de obra e pela valorização de alguns insumos utilizados nas obras.

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De acordo com a FGV, esse avanço nos custos da construção impediu que a queda do IGP-10 fosse ainda mais intensa no período.

Perspectivas para o agronegócio

O recuo do IGP-10 sinaliza um ambiente de menor pressão sobre os custos de produção em importantes cadeias do agronegócio brasileiro, especialmente nos segmentos ligados a commodities agrícolas exportáveis. A evolução dos preços internacionais, do câmbio e das condições climáticas continuará sendo determinante para o comportamento dos índices de inflação nos próximos meses.

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Para produtores rurais e agentes do mercado, o cenário reforça a importância do acompanhamento dos custos de produção e das tendências de preços das commodities, fatores que influenciam diretamente a rentabilidade das atividades agropecuárias ao longo da safra 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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