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Tese do “Boi Bombeiro” é desmentida por cientistas: Gado não previne incêndios

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A tese do “boi bombeiro” defende que a criação de gado em áreas de vegetação seca, como o Pantanal, ajudaria a prevenir incêndios ao reduzir a quantidade de matéria orgânica que serve de combustível para as chamas.

Estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) demonstrou que a criação de gado não reduz o risco de queimadas, mas, ao contrário, áreas com maior concentração de gado sofrem com mais incêndios. A pesquisa destaca que o pastoreio pode degradar o solo e aumentar a quantidade de material inflamável​

Relatórios do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) indicam que a prática da pecuária não substitui medidas de manejo sustentável e que o desmatamento e a falta de fiscalização são fatores mais críticos para o aumento de queimadas.

Essa ideia ganhou força durante o governo de Jair Bolsonaro e foi amplamente promovida pelo então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em 2020, quando o Pantanal enfrentava graves incêndios. No entanto, estudos científicos, como o realizado pela UFMG, indicam que a tese não possui embasamento científico e que, em áreas de alta concentração de gado, os incêndios tendem a ser mais frequentes, o que refuta a ideia de que o gado age como “bombeiro natural”.

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Especialistas criticam a tese, afirmando que ela simplifica de forma equivocada o problema das queimadas, que está ligado a uma combinação de fatores como mudanças climáticas, degradação ambiental e uso inadequado da terra. A falta de políticas ambientais efetivas e o incentivo ao desmatamento também têm contribuído para o agravamento do cenário no bioma.

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A tese do “boi bombeiro” ganhou visibilidade durante o auge dos incêndios de 2020, quando defensores da pecuária e membros do governo buscavam justificar a presença de gado em áreas de conservação e argumentar contra restrições ambientais.

AGRONEGÓCIO

Safra de milho 2025/26: Agroconsult eleva estimativa da segunda safra para 115,8 milhões de toneladas, mas produção deve cair ante recorde

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A Agroconsult elevou sua estimativa para a segunda safra de milho do Brasil em 2025/26, após a conclusão do Rally da Safra, principal expedição técnica de avaliação das lavouras do país. A nova projeção aponta uma produção de 115,8 milhões de toneladas, número superior às estimativas iniciais da consultoria, mas ainda abaixo do volume recorde colhido na temporada anterior.

Apesar da revisão positiva, a consultoria destaca que as condições climáticas adversas em importantes regiões produtoras limitaram o potencial produtivo da safra, especialmente em áreas onde o plantio ocorreu fora da janela ideal.

Agroconsult aumenta projeção da segunda safra de milho

A nova estimativa representa um aumento de 3,4% em relação à previsão divulgada antes do início do Rally da Safra.

Mesmo assim, a produção esperada da segunda safra — responsável pela maior parte do milho produzido no Brasil — deverá alcançar 115,8 milhões de toneladas, ficando 7,6% abaixo do recorde de 125,3 milhões de toneladas registrado no ciclo anterior.

O levantamento reforça que o Brasil permanece entre os maiores produtores e exportadores mundiais de milho, embora enfrente uma safra menos favorável em 2025/26.

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Queda na produtividade explica recuo da produção

Segundo a Agroconsult, a redução da produção não está relacionada à área cultivada, que permaneceu praticamente estável.

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A consultoria estima que a área plantada da segunda safra alcance 18,2 milhões de hectares, volume semelhante ao registrado no ciclo anterior.

O principal fator para a queda na produção foi a redução da produtividade média das lavouras, consequência das condições climáticas enfrentadas durante o desenvolvimento da cultura.

Clima prejudica importantes regiões produtoras

Os maiores impactos foram observados em áreas de:

  • Goiás;
  • Sudeste de Mato Grosso;
  • Norte de Mato Grosso do Sul;
  • Minas Gerais.

Nessas regiões, os atrasos na semeadura fizeram com que parte do plantio fosse realizada fora da janela considerada ideal.

Como consequência, a interrupção antecipada das chuvas entre abril e maio provocou perdas de produtividade e, em alguns casos, redução da área efetivamente colhida.

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Produtores monitoram risco de geadas

Com a colheita já em andamento em diversas regiões, produtores continuam atentos às condições climáticas, principalmente no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

Segundo a Agroconsult, ainda existem áreas em fase de enchimento de grãos que podem ser afetadas por episódios de frio.

Embora o potencial de perdas seja considerado limitado neste estágio da safra, a consultoria destaca que o clima permanece no radar dos produtores até a conclusão da colheita.

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Produção total de milho também é revisada para cima

Considerando a primeira e a segunda safras, a Agroconsult revisou para cima sua estimativa da produção total de milho no Brasil.

A nova projeção passou de 140,5 milhões para 144,1 milhões de toneladas, refletindo o melhor desempenho observado durante o Rally da Safra.

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Apesar da revisão positiva, o volume ainda ficará abaixo do recorde de 152,3 milhões de toneladas alcançado no ciclo anterior.

Perspectivas para o mercado

A atualização da Agroconsult confirma que a safra brasileira de milho será maior do que o inicialmente previsto, mas insuficiente para repetir o desempenho histórico da temporada passada.

O comportamento climático continuará sendo determinante nas etapas finais da colheita, especialmente nas regiões onde ainda existem lavouras em enchimento de grãos. Ao mesmo tempo, a menor produtividade observada em importantes polos produtores reforça a expectativa de uma oferta inferior à registrada em 2024/25, fator que deverá seguir influenciando o mercado doméstico e as exportações brasileiras ao longo do segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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