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Violência doméstica

Agressor que usou fio elétrico contra esposa ganha liberdade em MT

Homem agride esposa com extensão elétrica após briga por roupa suja em VG. Justiça concede liberdade provisória citando bons antecedentes, apesar de condenação prévia.

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agressão com extensão elétrica
José Francisco foi preso após agredir a esposa com fio elétrico, mas obteve liberdade. Imagem ilustrativa.

Agressor usou fio elétrico e ameaçou cortar pescoço da vítima, mas juiz concedeu liberdade em menos de 24 horas

Uma pilha de roupas sujas quase custou a vida de uma mulher na comunidade Durcelina, em Várzea Grande. O caso, registrado na noite do último sábado (10), expõe a banalidade que motiva a violência doméstica. A Polícia prendeu José Francisco Braz da Silva em flagrante. Ele é acusado de usar um fio de extensão elétrica para chicotear a própria esposa. No entanto, a Justiça concedeu liberdade provisória ao suspeito no dia seguinte.

A dinâmica do terror

A vítima, identificada pelas iniciais M. V. d. S., vivia uma rotina exaustiva. Ela trabalha no restaurante da família, que funciona na própria residência, localizada no km 443 da BR-163. Segundo o boletim de ocorrência, o ataque começou quando José se irritou com a “grande quantidade de roupas sujas” acumuladas.

A cobrança doméstica rapidamente virou agressão física. Por isso, o suspeito pegou um fio de extensão e golpeou o braço direito da companheira. Não satisfeito com a chicotada, ele desferiu um soco no olho esquerdo da mulher.

O terror não foi apenas físico. Aos policiais militares que atenderam a ocorrência, a vítima relatou que o marido a acusou de traição. Nesse momento, ele fez uma promessa macabra:

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“Vou cortar o seu pescoço”.

A chegada da polícia

A guarnição da Polícia Militar foi acionada via aplicativo de mensagens. Ao chegarem ao local, os soldados Josimar Soares de Queiroz e Glecio Mauro Ramos encontraram a mulher ferida.

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No auto de prisão, o policial condutor descreveu a situação crítica. “A vítima relatou ainda que o agressor desferiu um soco em seu olho esquerdo e proferiu diversas ameaças”, registrou o militar.

Diante do nervosismo do suspeito, os policiais precisaram agir. Para “garantir a segurança da guarnição, do conduzido e de terceiros”, José Francisco foi algemado e levado à Central de Flagrantes.

O silêncio e o passado

Na delegacia, diante do delegado plantonista, José Francisco adotou uma postura fria. Ele exerceu seu direito constitucional. Disse apenas que “prefere ficar em silêncio e só se pronunciar mediante juízo”.

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O suspeito também se recusou a fornecer contatos de familiares. Ele alegou que seus parentes residem no Amazonas. Contudo, uma consulta ao sistema judicial revelou que ele não é réu primário. José possui uma condenação anterior por roubo (Art. 157), datada de 2016. Além disso, há registros de execução penal.

“Bons predicados” e a soltura

A audiência de custódia ocorreu na tarde de domingo (11). O Ministério Público opinou pela liberdade do agressor. O argumento central foi a recusa da vítima em solicitar proteção legal imediata.

“A ofendida optou por não requerer medidas protetivas de urgência em desfavor do custodiado”, pontuou o promotor.

O juiz plantonista acatou o parecer. Em sua decisão, o magistrado considerou que a prisão seria desproporcional. Ele citou que o acusado possui residência fixa e trabalho como pedreiro.

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“Verifico que o acusado possui bons predicados pessoais”, escreveu o juiz no alvará.

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Para o magistrado, o cenário apresentado nos autos “não indica a presença do risco à ordem pública”.

Entenda a Lei A Lei Maria da Penha não exige que a vítima represente contra o agressor em casos de lesão corporal. A ação é pública incondicionada. Isso significa que o Estado deve processar o agressor mesmo que a mulher desista ou não peça medidas protetivas, dada a gravidade da violência física.

O retorno ao convívio

José Francisco deixou a prisão com a obrigação de cumprir medidas cautelares. Ele não poderá sair da comarca sem autorização. Também deverá comparecer mensalmente em juízo.

O processo por lesão corporal e ameaça seguirá na Justiça. Enquanto isso, vítima e agressor retornam à mesma realidade. Lá, um cesto de roupa suja foi suficiente para desencadear um crime.

 

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Diamantino MT

Prefeitura de Diamantino abre inscrições para alfabetização de jovens, adultos e idosos

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A Prefeitura de Diamantino, por meio da Secretaria Municipal de Educação, está com inscrições abertas para o Programa Mais MT Muxirum, iniciativa do Governo de Mato Grosso, desenvolvida pela Secretaria de Estado de Educação (SEDUC-MT), que tem como objetivo alfabetizar jovens, adultos e idosos, a partir dos 15 anos de idade, que ainda não tiveram a oportunidade de aprender a ler e escrever.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 07 de agosto de 2026, diretamente na Secretaria Municipal de Educação. As aulas terão início no dia 10 de agosto e serão ofertadas nos bairros Novo Diamantino, Buriti, Pedregal, Bairro da Ponte e na comunidade de Deciolândia.

Para efetuar a matrícula, é necessário apresentar RG, CPF, Título de Eleitor e comprovante de residência atualizado. A Secretaria Municipal de Educação está localizada na Rua Almirante Batista das Neves, nº 447, Centro.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, as turmas terão aulas organizadas em dois ou três dias por semana, conforme o planejamento de cada localidade, com carga horária mínima de 10 horas semanais, totalizando 270 horas ao longo de oito meses.

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A secretária municipal de Educação, Valéria Neves, ressaltou a importância do programa como ferramenta de transformação social e incentivo ao retorno aos estudos.

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“O Programa Mais MT Muxirum representa uma nova oportunidade para jovens, adultos e idosos que não tiveram acesso à alfabetização. Aprender a ler e escrever é um passo importante para conquistar mais autonomia e ampliar as possibilidades no dia a dia. Nosso compromisso é acolher esses estudantes e incentivar sua permanência, mostrando que nunca é tarde para transformar a vida por meio da educação.”

Fonte: Prefeitura de Diamantino MT

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