Violência doméstica
Coronel da reserva é preso em flagrante após disparo de arma e ameaças contra a esposa
Coronel da reserva H.T.S. foi preso em Cuiabá após ameaçar a esposa e disparar arma de fogo. Delegada negou fiança devido à gravidade do caso.
Caso ocorreu na madrugada deste sábado (10); militar teria ameaçado também uma testemunha que acolheu a vítima.
Um episódio de violência doméstica mobilizou a Polícia Militar na madrugada deste sábado (10), no bairro Santa Cruz, em Cuiabá. O coronel da reserva da Polícia Militar, H.T.S., de 57 anos, foi preso em flagrante. Ele é acusado de ameaçar de morte sua esposa, T.R.S.S., e de disparar uma arma de fogo em via pública. A prisão foi ratificada pela delegada plantonista, que negou fiança devido à gravidade dos fatos.
Madrugada de tensão
De acordo com o boletim de ocorrência, a confusão começou após o casal sair de uma casa noturna. Dentro do veículo, um Honda Civic preto, H.T.S. teria iniciado uma série de ofensas. A vítima relatou aos policiais que o marido dirigia de forma perigosa. Ele acelerava bruscamente o carro. Além disso, ameaçava matar tanto ela quanto seus pais.
Ao chegarem na Rua 33, T.R.S.S. aproveitou um momento de descuido. Ela viu um portão aberto e desceu do carro para pedir socorro. Nesse momento, uma moradora, J.V.C.M., percebeu o desespero da mulher. Imediatamente, a testemunha puxou a vítima para dentro de sua residência e trancou o portão.
“Marquei sua cara”
A intervenção da testemunha enfureceu o militar. Conforme os depoimentos colhidos no Auto de Prisão em Flagrante, H.T.S. desceu do veículo exaltado. Ele passou a gritar ofensas contra a moradora que ajudou sua esposa.
“Sai daqui vagabunda, você é vagabunda igual a ela”, teria gritado o coronel.
A situação escalou rapidamente. As vítimas relataram ter ouvido um disparo de arma de fogo. A testemunha afirmou à polícia que o suspeito fez ameaças diretas. “Eu gravei seu rosto, sei onde você mora”, disse ele, apontando o dedo para a jovem. O medo tomou conta das duas mulheres, que acionaram a polícia via Ciosp.
A versão do militar e a apreensão
Uma equipe do 3º Batalhão da PM chegou ao local pouco tempo depois. Durante a abordagem, H.T.S. negou ter efetuado o disparo. Em seu interrogatório, ele alegou que o barulho ouvido pelas vítimas seria apenas o som da porta do porta-malas batendo com força. Ele afirmou que estava apenas “procurando seu aparelho celular”.
Contudo, a revista no veículo contradisse a tranquilidade do suspeito. Os policiais encontraram uma pistola Taurus calibre .40 no porta-malas. A arma estava municiada com seis projéteis intactos. Diante das evidências, o militar foi conduzido à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher.
Histórico de controle e ciúmes
Em seu depoimento, T.R.S.S. revelou que vive um relacionamento abusivo há 28 anos. Ela descreveu um cenário de ciúme excessivo e controle financeiro. Segundo a vítima, o marido a impede de frequentar lugares sozinha, inclusive o mercado.
“Minha vida ficou um inferno”, desabafou ela à delegada. A esposa afirmou ainda que arrumou um emprego recentemente para tentar obter independência financeira e sair do relacionamento. Ela solicitou medidas protetivas de urgência, pois teme por sua vida.
Decisão da autoridade policial
A delegada Lizzia Kelly Ferraro, responsável pelo plantão, ratificou a voz de prisão. Ela enquadrou H.T.S. nos crimes de disparo de arma de fogo, ameaça e injúria, no contexto da Lei Maria da Penha.
No despacho, a autoridade policial enfatizou a periculosidade da conduta. “Entendo que o juiz deva analisar possível decretação de prisão preventiva”, escreveu. Por isso, ela deixou de arbitrar fiança na fase policial. O coronel permanece à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia.
O que diz a lei: A Lei 11.340/2006 (Maria da Penha) tipifica a violência psicológica e moral contra a mulher. Ameaças e injúrias, quando ocorrem no ambiente doméstico, agravam a situação do agressor e impedem benefícios imediatos, como fiança em delegacia, dependendo da soma das penas.
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Diamantino MT
Secretaria de Infraestrutura e Obras realiza serviços de cascalhamento e patrolamento em ruas do bairro Pedregal
A Prefeitura de Diamantino, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, realizou na última terça-feira (20-01) serviços de cascalhamento e patrolamento em ruas do bairro Pedregal, nas proximidades da Escola Elza Martins de Queiroz e próximo ao campo de futebol. Apenas neste serviço de patrolamento, foram utilizadas 25 caçambas de cascalho para manutenção das vias.
Segundo Leonildo José, secretário municipal de Infraestrutura e Obras, as ações fazem parte de um trabalho contínuo de atendimento às demandas da população e de manutenção preventiva em todo o município.
“Ao longo do ano, realizamos um trabalho minucioso junto à população para identificar as principais necessidades de cada bairro. Atualmente, temos diversas frentes de trabalho atuando em todo o município, com serviços de roçagem de canteiros e espaços de lazer, limpeza de vias e bocas de lobo, execução de tapa-buracos, além do patrolamento e cascalhamento de ruas, como no bairro Pedregal.”
Além do patrolamento e cascalhamento das ruas do bairro Pedregal, a pasta também está com equipes no bairro Bom Jesus, realizando a limpeza das bocas de lobo e no bairro Altos da Serra, com a operação tapa-buracos.
Fonte: Prefeitura de Diamantino MT



