Pesquisar
Close this search box.

TCE já apontou falhas anteriormente

O uso da via emergencial para serviços de rotina

Prefeitura de Campo Verde contrata cooperativa por R$ 3,1 milhões via dispensa de licitação para serviços de limpeza e apoio. Contrato dura 12 meses.

Publicado em

Contrato emergencial Campo Verde
Contradições entre a natureza emergencial do contrato e a previsibilidade das demandas de limpeza e apoio.

Gestão de Alexandre Lopes recorre a mecanismo emergencial para terceirizar serviços básicos de cozinha, jardinagem e recepção no início de 2026.

A Prefeitura de Campo Verde iniciou o ano administrativo de 2026 com uma despesa expressiva. O prefeito Alexandre Lopes de Oliveira (PSB) assinou um contrato de R$ 3,1 milhões para terceirização de mão de obra. O acordo, firme com a cooperativa COOPSERV’S, dispensa a tradicional licitação. A gestão municipal classificou a contratação como “emergencial” para justificar a escolha direta da prestadora de serviços.

A anatomia do gasto milionário

O Extrato de Contrato nº 003/2026, publicado no Jornal Oficial da AMM, detalha o destino do dinheiro público. O valor exato de R$ 3.108.120,00 cobrirá custos com profissionais de diversas áreas operacionais. A lista inclui faxineiros, cozinheiros, motoristas, recepcionistas e zeladores.

A vigência do acordo chama a atenção. O contrato vale por 12 meses, de 7 de janeiro de 2026 até 6 de janeiro de 2027. Normalmente, contratos emergenciais possuem prazos mais curtos, apenas o tempo necessário para realizar uma licitação regular.

Emergência ou falta de planejamento?

A utilização da Dispensa de Licitação nº 001/2026 levanta debates técnicos sobre o planejamento da administração. A legislação brasileira permite dispensar licitações em casos de calamidade pública ou emergência real. No entanto, serviços de limpeza e portaria são demandas previsíveis e contínuas de qualquer prefeitura.

Advertisement

Órgãos de controle costumam monitorar o uso excessivo desse mecanismo. A contratação direta elimina a concorrência ampla, que poderia baixar os preços. Neste caso, a cooperativa COOPSERV’S (CNPJ 22.843.431/0001-09) foi a única selecionada para gerir a folha de terceirizados das secretarias municipais.

Leia Também:  Escolas estaduais de MT fazem mutirão para garantir isenção no Enem 2026 a alunos do 3º ano

O que diz o documento oficial

O texto oficial não deixa margem para dúvidas sobre a natureza do serviço. O objeto do contrato visa atender “necessidades das diversas Secretarias do Município”. Não há menção, no extrato publicado, a eventos extraordinários (como desastres naturais) que justificariam a pressa jurídica da dispensa.

TCE já apontou falhas de planejamento

Documentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e do Ministério Público de Contas (MPC), referentes às contas de governo de 2024 (Processo nº 185.002-4/2024), já alertavam para problemas na gestão fiscal de Campo Verde. Nos pareceres emitidos, os órgãos de controle identificaram irregularidades como o descumprimento da meta de resultado primário (Irregularidade DB99) e déficit financeiro por fonte de recursos (Irregularidade DA01).

Os técnicos do TCE classificaram essas ocorrências explicitamente como evidências de “falhas no planejamento” e ausência de centralização da execução orçamentária. Embora referentes a um exercício anterior, os apontamentos reforçam a tese de dificuldades recorrentes da gestão em prever cenários fiscais e organizar despesas, o que se conecta ao uso atual da via emergencial para serviços de rotina em 2026.

Leia Também:  Polícia Civil prende vendedor por comércio de pornografia infantil em Sinop

Para entender melhor: o que é dispensa de licitação?

No serviço público, a regra é licitar. Ou seja, abrir uma competição justa para ver quem oferece o melhor preço. A dispensa de licitação é uma exceção. Ela ocorre quando a administração “pula” essa etapa competitiva.

Advertisement

Isso é legal? Sim, mas em casos específicos. A lei autoriza a dispensa quando há guerra, calamidade pública ou uma emergência que possa prejudicar pessoas ou bens. Usar esse recurso para serviços rotineiros (como limpeza) pode indicar falta de planejamento prévio da gestão.

 

Leia também:

Bancário é preso por agredir ex em prédio de luxo em Cuiabá;vídeo

Cadastro de pedófilos x corrução: a segurança de dois pesos em MT

Advertisement

Mercosul-UE: carnes de MT têm porta aberta, mas exigências pesam

Esposa de ex-vereador denuncia calúnia em rede social

Educação ambiental climática ganha força no brasil sob pressão de extremos

COMENTE ABAIXO:

CUIABÁ

Vereadora reafirma posicionamento à favor da vida

Published

on

Débora Inácio | Assessoria da vereadora Michelly Alencar 
Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (23), a vereadora Michelly Alencar (União Brasil) fez um pronunciamento marcado por convicção, emoção e clareza de princípios ao reafirmar seu posicionamento contrário ao aborto.
Em sua fala, a parlamentar destacou que sua atuação no Legislativo é guiada por valores inegociáveis e pela defesa da vida desde a sua concepção.
“Eu não abro mão daquilo em que acredito. Minha voz é pela vida”, afirmou ao se posicionar de forma firme diante do tema debatido em plenário.
Michelly ressaltou que entende a sensibilidade do assunto, mas reforçou que seu compromisso é com aquilo que acredita ser o correto.
“Estamos aqui para representar a população, mas também para ter coragem de defender princípios, mesmo quando são temas difíceis”, pontuou.
A vereadora também trouxe à tona sua fé e seus valores como base de suas decisões, destacando que sua postura reflete não apenas uma posição política, mas um propósito de vida. “Defender a vida é, para mim, uma missão”, declarou.
Ao final, Michelly reafirmou que seguirá conduzindo seu mandato com coerência, responsabilidade e firmeza, especialmente em pautas que envolvem valores fundamentais da sociedade.
ENTENDA
O posicionamento ocorreu após a assinatura de uma moção de repúdio, assinada por vereadores e encaminhada ao Senado Federal, contra a nomeação de Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.
Registros apontam que, como chefe da Advocacia-Geral da União, ele representou o governo em ações no Supremo Tribunal Federal e defendeu posições jurídicas ligadas a direitos fundamentais e políticas públicas, incluindo casos que envolvem direitos reprodutivos.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

Leia Também:  Polícia Civil prende líderes de facção em operação contra o tráfico em Sinop

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA