Pesquisar
Close this search box.

Tecnologia e comportamento

O Crepúsculo do 'Arrasta pra Lado': A Ascensão do Hinge e o Colapso Silencioso do Tinder

O Tinder enfrenta sua pior crise histórica com queda de 7% nos usuários, enquanto o Hinge cresce 27% e assume a vice-liderança do mercado nos EUA. Entenda a mudança cultural da Geração Z e o impacto do vazamento de dados de janeiro de 2026.

Publicado em

crise tinder crescimento hinge
Enquanto o Tinder tenta reverter nove trimestres de queda com novas ferramentas de IA, o Hinge consolida sua liderança focando em relacionamentos sérios e expandindo para o Brasil.

A revolução dos aplicativos de relacionamento expõe uma fratura geracional: enquanto a Geração Z rejeita a cultura do engajamento superficial, o Tinder sangra milhões de usuários e o Hinge assume o trono da autenticidade.

 

Janeiro de 2026 não marca apenas o início de um novo ano fiscal para o Match Group. O mês consolida uma inversão brutal de poder no mercado de afetos digitais. Dados verificados até esta quinta-feira (29) confirmam um cenário que parecia improvável há cinco anos: o modelo de “gamificação do amor”, inventado pelo Tinder, entrou em colapso.

O gigante pioneiro acumula agora nove trimestres consecutivos de queda em usuários pagantes. Na contramão, o Hinge — aplicativo “irmão” focado em relacionamentos duradouros — cresce 27% ao ano e acaba de ultrapassar o Bumble, tornando-se o segundo app mais lucrativo dos Estados Unidos.

Esta não é apenas uma notícia de negócios. É um referendo cultural.

Advertisement

A agonia do gigante

Os números do terceiro trimestre de 2025 pintam um quadro sombrio para o Tinder. A receita caiu 3% e a base de usuários pagantes encolheu 7%, descendo para 9,26 milhões. A hemorragia é constante. Spencer Rascoff, CEO do Match Group e agora líder direto da operação de resgate do Tinder, foi de uma franqueza rara para um executivo dessa magnitude.

“O Tinder começou há mais de 10 anos e, na época, era realmente inovador. Mas o produto estagnou por um bom tempo. No reino dos produtos sociais de consumo como o nosso, isso é simplesmente inaceitável”, admitiu Rascoff em junho de 2025.

O diagnóstico interno é ainda mais severo. A Geração Z, demografia vital para a sobrevivência do app, abandonou a premissa fundadora da plataforma. Eles não querem apenas sexo casual ou validação de ego.

“Essa geração da Gen Z, de 18 a 28 anos — não é uma geração de ficada (hookup). Eles não bebem tanto álcool, não fazem tanto sexo”, explicou Rascoff aos investidores.

Para estancar a sangria, o Tinder tenta desesperadamente se reinventar. Lançou recursos como o “Double Date” (encontros em grupo) e aposta todas as fichas no “Chemistry”, uma ferramenta de Inteligência Artificial que analisa o rolo da câmera do usuário para sugerir conexões. Mas a percepção de obsolescência persiste. O “arrasta pra lado” tornou-se sinônimo de fadiga digital.

A ascensão do “anti-tinder”

Enquanto o Tinder luta contra a própria identidade, o Hinge capitaliza exatamente o oposto: a promessa de ser deletado. A plataforma foca na intencionalidade. Não há deslizamento infinito. O usuário precisa interagir com partes específicas do perfil, como uma foto ou uma resposta a um “prompt” (pergunta quebra-gelo).

O sucesso financeiro valida a estratégia. Com receita direta de US$ 184,7 milhões no último trimestre reportado (+27%), o Hinge prova que usuários pagam mais por qualidade do que por quantidade. A plataforma cobra caro por essa curadoria. No Brasil, onde o aplicativo estreou oficialmente em novembro de 2025, a assinatura semanal custa R$ 39,90.

Advertisement

A expansão no mercado brasileiro foi agressiva e calculada. Justin McLeod, fundador do Hinge que deixou o cargo de CEO em dezembro de 2025, justificou a escolha do país pouco antes de sua saída.

“Com o lançamento do Hinge no Brasil, estamos entusiasmados em ajudar os usuários do maior país da América Latina a construir relacionamentos reais e duradouros”, afirmou McLeod.

IA: muleta ou ferramenta?

A diferença filosófica entre os dois aplicativos transborda para o uso da Inteligência Artificial. O Tinder usa IA para tentar “salvar” a experiência do usuário, prometendo reduzir o cansaço da escolha. O Hinge, sob a nova gestão de Jackie Jantos, utiliza a tecnologia como “coaching”.

Em janeiro de 2025, o Hinge lançou o “Prompt Feedback”. A ferramenta analisa as respostas que o usuário escreve no perfil e sugere melhorias para torná-las mais autênticas, evitando clichês.

“Descobrimos que a falta de saber o que dizer evita que as pessoas enviem uma mensagem. Com Convo Starters, estamos aliviando essa pressão”, explicou Jantos sobre outra funcionalidade recente.

A sombra da segurança

Apesar do sucesso comercial, o Hinge enfrenta agora seu maior teste de confiança. Ontem, 28 de janeiro de 2026, o grupo hacker ShinyHunters reivindicou o roubo de dados de 10 milhões de usuários do Hinge e OkCupid.

O vazamento é massivo. Inclui perfis, transações financeiras e até tokens de autenticação. Os criminosos alegam ter acessado os sistemas através de uma falha na AppsFlyer, uma plataforma de marketing. Até o fechamento desta reportagem, o Match Group não havia emitido uma confirmação técnica detalhada, deixando milhões de usuários em um limbo de ansiedade.

Advertisement

Para entender melhor

  • Hookup culture: Cultura de encontros casuais sem compromisso emocional, historicamente associada ao Tinder.

  • EBITDA: Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Um indicador da saúde operacional da empresa.

  • Churn: Taxa de cancelamento de clientes. No caso do Tinder, o churn está alto; no Hinge, a retenção é maior.

  • Prompt: Perguntas pré-definidas no perfil (ex: “Meu maior medo é…”) que exigem respostas criativas, forçando uma interação mais profunda.

Leia também:

Advogado, assessor parlamentar, é preso sem fiança em Cuiabá acusado de agredir a ex-namorada

Justiça solta advogado preso após pular muro e tentar arrombar casa da ex em bairro nobre de Cuiabá

Cuiabá ganhará quatro novas rotas diretas para destinos estratégicos

“Ele acelerou”: Policial militar de folga testemunha advogado matar idosa sem tentar frear;vídeos

Educação ambiental climática ganha força no brasil sob pressão de extremos

Advertisement
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Anvisa suspende e manda recolher produtos Ipê

Lucas do Rio Verde

5ª Festa do Milho consolida tradição cultural e reúne grande público em Lucas do Rio Verde

Published

on

Caminhando para se tornar uma das maiores festas do estado, a 5ª Festa do Milho de Lucas do Rio Verde confirmou sua força cultural ao transformar, neste sábado (9), a rotatória do Paço Municipal em um grande palco de encontros, sabores e música, celebrando um dos grãos mais importantes do agronegócio mato-grossense.

De acordo com a Guarda Civil Municipal, aproximadamente 12 mil pessoas passaram pela primeira noite da festa.

“O milho é uma das grandes riquezas de Lucas do Rio Verde, faz parte da nossa história e da nossa economia. E a Festa do Milho vem justamente para celebrar isso. É muito bom ver como a população abraçou esse evento, que é preparado com tanto carinho, para oferecer o melhor da gastronomia e shows de qualidade para toda a família luverdense”, destacou o prefeito Miguel Vaz.

“É com grande alegria que realizamos a 5ª edição da Festa do Milho, um evento que celebra a força da cultura luverdense, do produtor, dos empreendedores e de todos que contribuem para transformar essa festa grandiosa em realidade”, completou a secretária de Cultura, Luciana Bauer.

Leia Também:  Mato Grosso permite pedido de medida protetiva por canais digitais

Conquistando quem passava pelo local, a praça de alimentação da festividade reuniu sabores das cinco regiões do Brasil, em uma diversidade gastronômica apresentada por empresas, associações e instituições filantrópicas da cidade.

Advertisement

E enquanto o público aproveitava as opções gastronômicas, a música tomava conta do espaço. Agitando a plateia, o palco da festa recebeu as apresentações dos artistas locais Harley e Gustavo e DJ Munhoz, além do show nacional da dupla Carreiro e Capataz.

Entre os presentes, o morador de Lucas do Rio Verde há 23 anos, Jorge Luiz Pereira, levou toda a família para prestigiar o evento e destacou a importância de iniciativas como essa. “As pessoas precisam valorizar o nosso município. A cada ano, eu percebo que a festa melhora, porque o poder público se preocupa com a população. Incentivar a cultura é fundamental, ainda mais quando as crianças podem aproveitar o parque gratuito e a alimentação tem preços acessíveis. Por isso, faço questão de vir todos os anos com a minha família para prestigiar.”

Além da exposição de maquinários e artesanatos, a Secretaria de Saúde também disponibilizou vacinas de rotina e contra a gripe para os grupos prioritários.

Leia Também:  Prazo para formação gratuita de pilotos civis em Mato Grosso termina no domingo

Somando-se às ações de cuidado e responsabilidade social, em parceria com o Projeto Lixo Zero, o evento contou ainda com um espaço de triagem de resíduos, garantindo a correta separação do material produzido durante a festividade e evitando o descarte inadequado.

A programação segue neste domingo (10) com a estreia do concurso “Fera do Milho”, que vai premiar em dinheiro quem conseguir comer mais milho cozido em cinco minutos. A atração nacional será a dupla Henrique e Diego.

Advertisement

A Festa do Milho é uma realização da Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, e, neste ano, conta com o patrocínio da Sicredi Ouro Verde e da FS Fueling Sustainability, além do apoio institucional da Câmara Municipal, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e do Governo do Estado de Mato Grosso.

O evento também conta com o apoio da Fundação Rio Verde e das empresas SR Caminhões, Miranda Containers, Agro Baggio e da cooperativa Sicoob Credisul.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA