CUIABÁ
Vereadora Michelly Alencar alerta para risco de fios soltos em Cuiabá após incidente com o secretário municipal
Débora Inácio | Assessoria da vereadora Michelly Alencar
A vereadora Michelly Alencar (União Brasil) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá para chamar a atenção para um problema recorrente e preocupante na capital: a presença de fios e cabos soltos em postes, que colocam em risco a segurança da população.
Durante o pronunciamento, a parlamentar relatou um episódio recente envolvendo o secretário municipal de Esporte, Jefferson Neves, que foi vítima direta dessa situação.
Segundo Michelly, o secretário trafegava em baixa velocidade por uma via escura quando, ao realizar uma conversão em uma esquina, foi surpreendido por um cabo solto, possivelmente de telefonia ou internet, que atingiu seu pescoço com força.
O impacto causou lesões visíveis e, de acordo com a vereadora, poderia ter resultado em uma tragédia.
“Se ele estivesse com maior velocidade ou em outra circunstância, hoje poderíamos estar falando de uma morte”, destacou.
Michelly Alencar enfatizou que casos como esse não são isolados e refletem uma realidade enfrentada diariamente por muitos cuiabanos.
A vereadora cobrou providências imediatas e a responsabilização dos órgãos e empresas competentes pela manutenção da fiação urbana.
“Quantos fios e cabos soltos ainda estão espalhados pela cidade, colocando vidas em risco? Precisamos agir com urgência para evitar que situações como essa terminem em tragédia”, afirmou.
A parlamentar reforçou seu compromisso em acompanhar o caso e buscar soluções efetivas, visando garantir mais segurança à população de Cuiabá
TRIBUNA LIVRE
Durante a sessão, a parlamentar convidou a secretária municipal de Ordem Pública de Cuiabá, Juliana Palhares, e o representante da Energisa em Mato Grosso, coordenador Jorge Sírio, para prestar esclarecimentos sobre a situação dos fios e cabos irregulares na cidade.
O representante da Energisa destacou a gravidade do problema e reforçou a importância do trabalho conjunto entre a concessionária, a Prefeitura Municipal e outros órgãos para enfrentar uma situação antiga e recorrente em todo o país.
“Estamos lidando com um cenário crítico, com fios de telefonia e internet espalhados de forma irregular em postes, viadutos e diversos espaços da cidade. Isso precisa acabar. As empresas que atuam em Cuiabá e em Mato Grosso precisam respeitar a população e prestar um serviço de qualidade. Em parceria com o poder público, já retiramos mais de 10 toneladas de cabos irregulares em uma operação integrada e pioneira. Também estamos identificando empresas clandestinas e reforçando que quem não atuar corretamente terá suas redes retiradas. Esse é um trabalho contínuo e necessário para garantir mais segurança à população,” destacou.
A secretária Juliana Palhares ressaltou que, desde que assumiu a pasta, há um ano e quatro meses, a situação foi identificada como um grande desafio, não apenas em Cuiabá, mas em diversos centros urbanos do país.
Segundo ela, com o apoio da Câmara Municipal, foi possível atualizar a legislação de 2020, que era considerada confusa e ineficiente, garantindo mais instrumentos e poder de atuação à Secretaria de Ordem Pública.
“Precisamos estar atentos às empresas que não têm compromisso com a cidade. Muitas operadoras terceirizam e até quarteirizam serviços, e esses prestadores acabam não tendo responsabilidade. Deixam fios soltos, muitas vezes sem contrato com a Energisa, atuando de forma clandestina e fora das normas da Anatel e da Aneel.” frisou
Ela destacou que em parceria com a Energisa foi iniciado, ainda em 2025, a Operação ‘Telefone Sem Fio’, que já está sendo replicada em outras cidades de Mato Grosso e despertando interesse até de municípios de outros estados, como São Paulo.
Muitas prefeituras sequer possuem legislação para cobrar os concessionários e Cuiabá, hoje, está na vanguarda nesse aspecto, tanto na legislação quanto na articulação com empresas regulares e comprometidas com a cidade.
“A população tem um papel fundamental: denunciar fios soltos e situações de risco. Isso pode ser feito pelos canais da Energisa ou pelo portal da Secretaria de Ordem Pública, com envio de fotos e localização, o que facilita a atuação da fiscalização”, destacou a secretária.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
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CUIABÁ
Parlamentar defende desenvolvimento da capital com inclusão e dignidade
Ana Conrado | Assessoria da vereadora Baixinha Giraldelli
A vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) voltou a se manifestar sobre as diretrizes estabelecidas no Plano Diretor de Cuiabá durante a sessão de terça-feira (14), reforçando a necessidade de que o crescimento da cidade esteja alinhado à garantia de dignidade e inclusão social para a população.
Diferente de manifestações anteriores, a parlamentar direcionou sua fala ao impacto real do planejamento urbano na vida de quem já vive em regiões consolidadas, mas ainda invisíveis do ponto de vista legal. “Não é só sobre crescer, é sobre garantir que as pessoas tenham direito à cidade”, destacou.
Durante o discurso, Baixinha criticou a ideia de que bairros como Pedra 90, Coxipó e Parque Cuiabá devam esperar por uma valorização a longo prazo. Segundo ela, essa lógica ignora a urgência de milhares de famílias que convivem há décadas com a falta de regularização fundiária e infraestrutura básica.
A vereadora enfatizou que a ausência de regularização vai além da questão documental e impacta diretamente na qualidade de vida da população. “São bairros que existem de fato, mas não de direito. Isso gera insegurança, exclusão e abandono”, afirmou.
Baixinha também pontuou que a falta de regularização dificulta ou impede a chegada de serviços essenciais, comprometendo o desenvolvimento dessas regiões. Entre os principais problemas enfrentados, ela citou:
• Falta de saneamento básico;
• Ausência de pavimentação;
• Problemas de drenagem;
• Iluminação pública insuficiente.
Outro ponto abordado foi a ocupação de áreas inadequadas, como margens de rios e regiões de risco, o que agrava questões ambientais e aumenta a vulnerabilidade dessas famílias.
A vereadora defendeu que é preciso transformar o debate em ações concretas. “Todo mundo já sabe o que precisa ser feito. O que falta é vontade política, planejamento e prioridade real para que isso saia do papel”, declarou.
Ao encerrar, Baixinha reforçou que não é contra o crescimento urbano, mas defende que ele aconteça de forma responsável. “O Plano Diretor tem que permitir o crescimento, sim, mas não podemos esquecer do que já existe. Não podemos deixar essas comunidades para trás”, concluiu.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
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