Pesquisar
Close this search box.

Violência doméstica

Empresário é preso em condomínio de luxo após agredir assessora jurídica em Cuiabá

Empresário de 45 anos é preso em flagrante em Cuiabá acusado de agredir e ameaçar de morte sua companheira. Vítima relatou histórico de abusos e ciúmes excessivos.

Publicado em

empresário preso Lei Maria da Penha
Empresário foi detido em residência de alto padrão após denúncia da companheira. Imagem ilustrativa.

Dono de escolinha de futebol teria iniciado as agressões por causa de uma foto no Instagram; vítima relatou histórico de ameaças de morte.

Um cenário de violência doméstica rompeu a tranquilidade no Condomínio Brasil Beach Home Resort, em Cuiabá, na madrugada desta sexta-feira (9). O empresário F.B.A., de 45 anos, proprietário de uma escolinha de futebol, foi preso em flagrante. Ele é acusado de agredir física e psicologicamente sua companheira, a assessora jurídica A.C.L.S.S., de 44 anos. O episódio expõe, mais uma vez, como o ciclo de abuso ignora classes sociais.

O estopim da violência

A discussão começou por volta das 23h de quinta-feira (8). Segundo o relato da vítima às autoridades, o motivo foi ciúme. Ela havia postado uma foto em sua rede social. Ao chegar em casa, a assessora percebeu que o companheiro apresentava sinais claros de embriaguez. O empresário, então, iniciou uma série de ofensas verbais.

O Boletim de Ocorrência registra os termos chulos utilizados pelo agressor. Ele a chamou de “vagabunda” e “desgraçada”, além de insinuar que a postagem visava atrair outros homens. A violência verbal escalou rapidamente para a física.

Cenário de destruição

A Polícia Militar foi acionada pela própria vítima, que conseguiu se trancar no banheiro para pedir socorro. Ao chegarem ao apartamento, os policiais encontraram o ambiente revirado. O sargento Luiz Henrique Coutinho Eloi, condutor da ocorrência, descreveu a cena em seu depoimento oficial.

Advertisement

“No quarto, havia diversos objetos caídos ao solo”, relatou o policial. Essa desordem corroborava a versão da vítima de que F.B.A. havia arremessado itens contra ela. Um desses objetos a atingiu próximo ao olho esquerdo. Além disso, ela relatou ter sofrido empurrões e puxões de cabelo.

Leia Também:  ATENÇÃO:Granizo, mínimas de 14 C, ventos de 40 a 60 km/h e chuva de até 50 milímetros no feriado em 106 cidades de MT;veja lista completa

Histórico de controle e ameaças

O depoimento da assessora jurídica revela um padrão de comportamento abusivo que precede a prisão. Ela contou à delegada Divina Aparecida Vieira Martins da Silva que o convívio de dois anos era marcado pelo controle excessivo. O empresário proibia postagens em redes sociais e monitorava seus horários de trabalho.

Mais grave ainda é o relato de ameaças contínuas. Conforme consta no termo de declaração, a vítima afirmou que “já foi ameaçada de morte, sendo dito pelo seu convivente que, caso ela terminasse o relacionamento, a mataria”.

Ela também mencionou que o agressor já havia quebrado um celular seu anteriormente. Nesta nova ocorrência, ele tentou destruir o aparelho novamente, mas foi impedido. A violência, segundo ela, já havia ocorrido outras duas vezes, presenciadas inclusive pela babá dos filhos do empresário. Contudo, o medo a impediu de registrar denúncias anteriores.

O silêncio do agressor

Conduzido à Central de Flagrantes, o empresário optou por não dar sua versão dos fatos naquele momento. No termo de interrogatório, consta que F.B.A., após ser orientado por sua advogada, “manifestou o desejo de permanecer em silêncio e falar somente em juízo”.

Advertisement

A defesa do empresário agiu rápido. Ainda na manhã do dia 9, protocolou um pedido de liberdade provisória. A advogada argumentou que o cliente é primário, possui bons antecedentes e exerce atividade lícita. A peça defensiva alega que ele não oferece risco à ordem pública e que passará a residir em outro endereço, longe da vítima.

Leia Também:  Teles Pires 2,81 metros abaixo da mediana e rio Cuiabá, que abastece 722 mil pessoas, no segundo 1º de setembro mais baixo desde 1968

Medidas protetivas

A gravidade dos relatos levou a Polícia Civil a indiciar o empresário pelos crimes de lesão corporal, injúria e ameaça, no contexto da Lei Maria da Penha. A vítima solicitou medidas protetivas de urgência. Ela também pediu o “Botão do Pânico”, dispositivo usado para alertar as autoridades em caso de aproximação do agressor.

O caso agora segue para o Poder Judiciário. A audiência de custódia definirá se o empresário responderá ao processo em liberdade ou se permanecerá detido. Enquanto isso, a vítima tenta reconstruir sua rotina após o trauma vivido dentro de sua própria casa.

 

Leia também:

Advertisement

Ranking CLP 2025: Mato Grosso lidera em infraestrutura e contas, mas estudo alerta para colapso na segurança

‘Mergulho de preços’ em Juara: após aditivo de 41%, contrato custa mais caro que propostas de 10 concorrentes eliminadas; entenda

Combustíveis 2026: Por que o preço subiu e quem realmente assinou a conta

Emendas na ALMT: “caixa-preta” de R$ 226 milhões e deputados com “nota vermelha”

Educação ambiental climática ganha força no brasil sob pressão de extremos

Advertisement

VÁRZEA GRANDE

Defesa Civil de Várzea Grande e Estado avançam na elaboração de plano e mapeamento de áreas de risco

Published

on

A Defesa Civil de Várzea Grande e a Defesa Civil de Mato Grosso se reuniram nesta quarta-feira (9) para discutir a elaboração inédita de um Plano de Contingência para Situações de Risco e Desastres (Plancon) e o mapeamento das principais áreas de risco do município.

Conforme o coordenador da Defesa Civil de Várzea Grande, Jovanil Flores, o foco inicial dos trabalhos será o levantamento das áreas mais suscetíveis a alagamentos e aos impactos provocados por temporais.

“Contamos com o apoio do Estado não só nas ações, mas também na capacitação da Defesa Civil de Várzea Grande. Hoje estamos fazendo o levantamento de três pontos principais, que são os bairros da Manga, Alameda e Construmat. Em breve, também vamos realizar o levantamento em todos os bairros do nosso município”, explicou Jovanil.

O coordenador de Gestão de Risco da Defesa Civil de Mato Grosso, José Bruno de Souza Filho, destacou que o levantamento das áreas de risco e a elaboração do primeiro plano de contingência do município são fundamentais para o planejamento de ações preventivas e para a adoção de medidas eficazes de redução de riscos.

Leia Também:  Dois homens são presos em flagrante por sequestro e tortura

Segundo ele, o trabalho contempla a identificação e a setorização das áreas mais atingidas por alagamentos e inundações, considerados alguns dos principais riscos enfrentados pelo município de Várzea Grande.

Advertisement

“Vimos que o município já realiza ações e isso tem tido efeito positivo para amenizar o problema. A reunião teve como objetivo definir algumas áreas prioritárias para que a Defesa Civil do Estado possa apoiar a Defesa Civil Municipal no mapeamento dessas áreas de risco”, afirmou.

Leia Também:  Confira a agenda dos presidenciáveis nesta terça-feira (08)

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA