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Dinheiro público, gestão privada: com R$ 30 milhões em caixa, Guarantã terceiriza Hospital e UT

Prefeitura de Guarantã do Norte destina R$ 30,3 milhões para o Hospital Municipal e UTI em 2026, mas abre licitação para entregar a gestão a uma OSS.

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Hospital de Guarantã tem R$ 30 milhões garantidos no orçamento, mas gestão será privada.
Hospital de Guarantã tem R$ 30 milhões garantidos no orçamento, mas gestão será privada.

Verba milionária tem destino carimbado na Lei Orçamentária de 2026 exclusivamente para custeio do Hospital Nossa Senhora do Rosário; recursos saem do Tesouro Municipal e de repasses vinculados.

A Prefeitura de Guarantã do Norte (a 715 km de Cuiabá) assegurou um orçamento robusto de R$ 30,3 milhões para 2026 com uma finalidade específica: custear o funcionamento do Hospital Municipal Nossa Senhora do Rosário. No entanto, quem vai gerenciar essa fortuna pública não será o município. Em uma manobra administrativa selada no final de dezembro, o Executivo decidiu terceirizar o comando da unidade e entregar a gestão do recurso milionário a uma entidade privada.

O aviso de Chamada Pública nº 001/2025, assinado pelo prefeito Alberto Márcio Gonçalves, oficializa a busca por uma Organização Social de Saúde (OSS). O objetivo é transferir a “gestão, operacionalização e execução dos serviços”.

Prefeito de Guarantã do Norte neste momento (NOVO), Alberto Márcio Gonçalves, conhecido politicamente como Subtenente Márcio Gonçalves. Foto: Arquivo pessoal. Imagem ilustrativa.

A decisão cria um cenário peculiar na administração pública local. O município garante o abastecimento financeiro — usando o dinheiro do contribuinte e verbas carimbadas —, mas abre mão de administrar a aplicação desses recursos, repassando a tarefa a terceiros.

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O carimbo dos R$ 30 milhões

Não se trata de uma verba genérica para a saúde. A análise detalhada da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026 revela que o dinheiro está amarrado legalmente à estrutura física que será terceirizada.

O documento orçamentário discrimina exatos R$ 20.863.800,00 na dotação específica para a “Manutenção do Hospital Municipal”. Esse valor deve cobrir o dia a dia da unidade, desde a compra de medicamentos até o pagamento de plantões.

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Além disso, existe uma segunda torneira aberta exclusivamente para a alta complexidade. A dotação para “Manutenção dos Leitos UTI” reserva outros R$ 9.435.000,00.

Somados, os valores alcançam R$ 30.298.800,00. Todo esse montante está alocado para o mesmo endereço que o edital de terceirização visa entregar à gestão da OSS.

A origem do dinheiro

De onde vêm esses milhões? A estrutura financeira montada para o hospital em 2026 não depende de mágica, mas do bolso do cidadão. O orçamento baseia-se em duas fontes principais:

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  • Recurso Ordinário (Tesouro): É o dinheiro arrecadado diretamente pela prefeitura com impostos locais, como IPTU, ISS e ITBI, além de transferências constitucionais. Ou seja, a prefeitura retira recursos do caixa geral da cidade para investir na saúde.

  • Recursos Vinculados: São verbas que chegam “carimbadas” do Governo Federal ou Estadual. Esse dinheiro entra na conta da prefeitura com destino obrigatório para a saúde e não pode ser gasto em outras áreas.

Portanto, a futura Organização Social administrará um orçamento que é, em sua essência, público. A prefeitura atua como a financiadora, enquanto a entidade privada executa o serviço.

Calendário da mudança

O processo corre em ritmo acelerado. A entrega dos envelopes com as propostas das empresas interessadas ocorrerá no dia 13 de fevereiro de 2026, às 8h15, na sala de licitações da prefeitura.

Até lá, o município segue no comando. Contudo, a publicação do aviso em 23 de dezembro de 2025 sinaliza a pressa da gestão em concluir a transição. O vencedor do certame receberá as chaves do Hospital Nossa Senhora do Rosário e a responsabilidade de gerir um dos orçamentos mais polpudos da região.

Entenda o modelo OSS

  • O que é: Entidade privada, sem fins lucrativos, que recebe dinheiro público para gerir serviços do SUS.

  • A promessa: Agilidade nas compras e contratações, sem as amarras da burocracia estatal.

  • O risco: Dificuldade de fiscalização por parte do município sobre como o dinheiro é gasto.

Eficiência em xeque

A opção pela terceirização levanta debates sobre a capacidade gerencial do poder público. Ao escolher uma OSS, o Executivo admite, na prática, que uma entidade externa consegue aplicar esses R$ 30 milhões de forma mais eficiente do que a própria Secretaria de Saúde.

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O modelo promete rapidez, já que a OSS não precisa seguir a rígida Lei de Licitações para cada compra de seringa. Por outro lado, o desafio da fiscalização aumenta. O dinheiro sai do cofre público com facilidade, mas o controle sobre a qualidade do gasto exige rigor redobrado para evitar desperdícios ou lucro disfarçado.

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VÁRZEA GRANDE

Servidoras da Assistência Social recebem capacitação para fortalecer atendimento a mulheres em situação de vulnerabilidade

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, realizou, nesta sexta-feira (24), uma capacitação voltada às servidoras da rede socioassistencial, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A iniciativa tem como objetivo fortalecer as políticas públicas de acolhimento, qualificação profissional e empoderamento de mulheres em situação de vulnerabilidade social.

A capacitação foi realizada no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro Santa Maria. Segundo a gerente da unidade, Mara Taise, a ação contribui para qualificar o atendimento prestado às mulheres, que representam cerca de 60% da demanda da unidade.

“A grande maioria dos nossos atendimentos é voltada para mães solo, mulheres vítimas de violência ou que enfrentam outras situações de vulnerabilidade social. Por isso, é fundamental que nossas equipes estejam preparadas para oferecer um atendimento cada vez mais humanizado e acolhedor”, destacou.

A analista técnica do Sebrae, Liomara Rosa, explicou que a capacitação das equipes é a primeira etapa do projeto. Na sequência, as mulheres atendidas pelo CRAS participarão de um curso de noções básicas de manicure, escolhido pela própria comunidade por meio de uma enquete.

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“Esse é um projeto pensado para acolher e criar oportunidades para mulheres em situação de vulnerabilidade atendidas pelo CRAS. O curso foi escolhido pelas próprias moradoras e, além de ser uma alternativa viável para geração de renda, contará com certificação ao final”, afirmou.

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Para a orientadora social do CRAS Santa Maria, Ingrid Oliveira, a iniciativa representa uma oportunidade de transformação social e fortalecimento da autonomia financeira das participantes.

“Esse projeto vai fortalecer essas mulheres, proporcionando mais independência financeira e liberdade para reconstruírem suas vidas. Também é uma oportunidade de aprendizado para toda a equipe, que poderá ampliar o alcance dessa política pública tão importante para o município”, ressaltou.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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