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Saúde Pública

Enfermeiro e lojista são presos com arsenal de anabolizantes e remédios ilegais em MT

Operação da Polícia Civil em Rosário Oeste prende enfermeiro e dono de loja de suplementos por venda ilegal de anabolizantes e emagrecedores proibidos no país.

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Material apreendido incluía substâncias proibidas pela Anvisa e medicamentos de uso controlado vendidos sem receita. (Foto: Divulgação/PJC-MT)

Ação em Rosário Oeste expõe o comércio clandestino de substâncias proscritas; dupla usava fachada de legitimidade profissional para distribuir produtos perigosos.

A busca pela estética a qualquer custo encontrou um freio nesta terça-feira (02.12), em Rosário Oeste. A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou uma operação cirúrgica contra o comércio ilegal de anabolizantes e medicamentos emagrecedores. O resultado expôs uma realidade preocupante: os suspeitos não eram traficantes comuns, mas profissionais que deveriam zelar pela saúde.

Agentes prenderam em flagrante um enfermeiro de 36 anos e um empresário do ramo de suplementos, de 30 anos. A investigação aponta que ambos utilizavam suas posições para facilitar a distribuição de drogas lícitas (de uso controlado) e ilícitas.

Denúncia anônima disparou o alerta

O caso chegou ao conhecimento das autoridades através de uma denúncia anônima. A Delegacia de Rosário Oeste, sob o comando do delegado Mauro Cristiano Perassoli Filho, iniciou as diligências imediatamente. Os investigadores monitoraram a rotina dos suspeitos e reuniram indícios suficientes para solicitar mandados de busca e apreensão. O Judiciário aceitou os pedidos rapidamente diante da gravidade dos fatos.

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O flagrante

As equipes policiais saíram às ruas na manhã desta terça-feira para cumprir as ordens judiciais. Ao entrarem nas residências dos alvos, os policiais confirmaram as suspeitas. Eles encontraram grandes quantidades de anabolizantes e remédios emagrecedores.

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Muitos desses produtos possuem venda proibida no Brasil. A legislação sanitária classifica esses itens como “proscritos”. Isso significa que eles não têm registro na Anvisa e oferecem risco iminente à vida de quem os consome.

Diante do vasto material apreendido, o delegado ratificou a prisão da dupla em flagrante.

Risco à saúde pública

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A apreensão levanta um debate crítico sobre a facilidade de acesso a essas substâncias no interior do estado. O uso indiscriminado de hormônios e inibidores de apetite sem acompanhamento médico pode levar a quadros irreversíveis de falência de órgãos e até à morte.

O delegado Mauro Perassoli foi enfático ao comentar o impacto da operação. Ele destacou que o problema vai além da saúde individual e financia uma cadeia de crimes.

“O comércio ilegal de anabolizantes e remédios não licenciados no Brasil representa um sério risco à saúde pública. Produtos clandestinos podem causar danos graves e ainda alimentar outras práticas criminosas. Trabalhamos diariamente para identificar e responsabilizar os envolvidos, mas a conscientização da sociedade também é fundamental para combater esse tipo de prática”, afirmou a autoridade policial.

Para entender melhor: Prescritos x Proscritos

A operação apreendeu dois tipos de substâncias. É importante diferenciar:

  • Remédios Prescritos: São medicamentos legais, vendidos em farmácias, mas que exigem receita médica (controle especial). A venda sem essa receita é crime.

  • Remédios Proscritos: São substâncias banidas no país. A Anvisa proíbe sua importação, fabricação ou venda por serem consideradas nocivas e sem eficácia comprovada ou segura.

A Polícia Civil segue com as investigações. O objetivo agora é descobrir a origem dos medicamentos e se existem outros envolvidos na rede de distribuição na região.

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CUIABÁ

Comissão de fiscalização dá aval para empréstimo de R$ 111,7 M em Cuiabá

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Assessoria vereador Ilde Tacques 

A Comissão de Fiscalização e Acompanhamento Orçamentário (CFAEO) da Câmara Municipal de Cuiabá, presidida pelo vereador Ilde Taques (Podemos), emitiu parecer favorável ao projeto de lei que autoriza a Prefeitura Municipal a contratar um empréstimo de aproximadamente R$ 111,7 milhões. O recurso, negociado junto ao Banco Santander será integralmente destinado a obras de pavimentação viária na capital.

“É um projeto importante pra Cuiabá. Nossa capital precisa de infraestrutura e irá beneficiar 19 bairros. Agora, o projeto segue para aprovação desta Casa de Leis e deve ser votado na próxima semana”, declarou.
O grande destaque do parecer técnico foi à eficiência financeira da operação. Com garantia da União (aval federal), a proposta reduziu drasticamente o custo do crédito. Enquanto operações realizadas em 2019 apresentavam juros de 5,40% ao ano, o contrato atual foi fechado em 0,86% ao ano, representando a melhor taxa da história recente do município. 
Essa diferença deve gerar uma economia estimada em R$ 48 milhões aos cofres públicos ao longo dos 120 meses (10 anos) de prazo para pagamento.
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A viabilidade do financiamento foi possível graças à adesão de Cuiabá ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF, conforme a LC 178/2021). O município cumpriu as metas fiscais exigidas mantendo um nível de endividamento compatível com sua capacidade de arrecadação. Como garantia para o banco serão utilizados recursos do FPM, ICMS e outras transferências tributárias.
Apesar do otimismo financeiro e do potencial para melhorar a mobilidade urbana, o projeto apresenta lacunas técnicas: o texto aprovado não especifica o cronograma de obras, os critérios de seleção ou quais bairros serão contemplados. Além disso, as metas da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deverão passar por ajustes assim que o contrato for assinado.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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