Pesquisar
Close this search box.

Contas Públicas

Santa Cruz do Xingu: Obra de "Mini-Estádio" recebe o triplo do recurso reservado para saúde e estradas em Santa Cruz

Análise da LOA 2026 de Santa Cruz do Xingu revela que a construção de um Mini-Estádio receberá R$ 3 milhões, valor 3,6 vezes maior que os repasses para consórcios de saúde e estradas.

Publicado em

Orçamento Santa Cruz do Xingu 2026
Disparidade orçamentária em Santa Cruz do Xingu: Obra física recebe aporte milionário enquanto serviços básicos dividem fatia menor.

Documentos oficiais da Lei Orçamentária de 2026 revelam que o investimento em arena esportiva supera em 3,6 vezes a verba destinada aos consórcios essenciais de atendimento médico e transporte rodoviário.

O Diário Oficial do dia 24 de dezembro de 2025 trouxe mais que votos natalinos para Santa Cruz do Xingu. Nas entrelinhas da edição extra da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026, a administração municipal desenhou um mapa de prioridades que desafia a lógica da urgência social. Enquanto a tinta da caneta oficial garantiu uma injeção milionária em concreto e arquibancadas, os serviços que sustentam a vida e a mobilidade da população ficaram com uma fatia modesta do bolo financeiro.

A disparidade salta aos olhos de quem analisa as tabelas contábeis. A prefeitura reservou R$ 3 milhões para erguer um “Mini-Estádio”. Em contrapartida, a saúde e o transporte regional, somados, terão de operar com pouco mais de R$ 800 mil via consórcios.

O peso do concreto no cofre público

O projeto esportivo não é modesto. Identificado no orçamento pelo código 1027, a obra prevê a construção de quadras cobertas e um campo de futebol. A dotação, classificada como “4.4.90 – Aplicações Diretas”, sai do caixa da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer.

O impacto desse valor é imenso. A unidade orçamentária do esporte tem um total de R$ 3,6 milhões para gastar no ano. Ou seja, o estádio sozinho devora a quase totalidade dos recursos de investimento da pasta. É uma aposta alta, feita com dinheiro de impostos, em uma estrutura física que, embora importante para o lazer, não cura doenças nem conserta estradas esburacadas.

Advertisement

Saúde racionada: A conta do CISAX

Do outro lado da balança, a realidade é mais dura. Municípios pequenos como Santa Cruz do Xingu dependem vitalmente de consórcios para oferecer medicina especializada. O Consórcio Intermunicipal de Saúde (CISAX) é quem garante exames complexos e atendimentos que o posto de saúde local não consegue fazer.

Leia Também:  Conselho de Nutrição barra imagens de antes e depois e limita uso de IA

Para 2026, a previsão de repasse ao CISAX é de exatos R$ 478.303,49. Esse valor é a tábua de salvação para centenas de moradores que precisarão de um médico especialista no próximo ano. Ainda assim, ele representa apenas 15% do custo do novo estádio. A matemática é fria: para cada real investido na saúde via consórcio, a prefeitura planeja gastar seis reais na arena esportiva.

Entenda a Desproporção: Onde vai o seu dinheiro

  • O investimento (mini-estádio): R$ 3.000.000,00.

  • A Saúde (CISAX): R$ 478.303,49.

  • As Estradas (CISDESA): R$ 349.188,80.

  • O veredito: A obra do estádio custa 3,6 vezes mais que a soma de toda a verba de consórcios para saúde e transporte.

Estradas e logística em segundo plano

A situação se repete na infraestrutura viária. O repasse para o CISDESA, consórcio responsável pelo suporte ao transporte rodoviário, ficou estipulado em R$ 349.188,80. Em uma região onde as distâncias são continentais e o escoamento da produção é vital, esse montante parece tímido diante da imponência da obra de lazer.

Somando-se os dois consórcios vitais (CISAX e CISDESA), chegamos a um total de R$ 827.492,29. Esse valor não paga nem um terço da construção do estádio.

Advertisement

O silêncio dos números

Orçamento público é a tradução financeira da vontade política. A prefeita Joraildes Soares de Souza e sua equipe técnica, ao elaborarem a LOA, fizeram uma escolha clara. O documento, assinado também pelo contador Astor Albrecht, mostra que a gestão considera a obra física uma meta mais robusta financeiramente do que a ampliação dos serviços consorciados.

Não se trata de dizer que o esporte não é necessário. O lazer é um direito constitucional. Mas, num cenário de recursos finitos, o cobertor é curto. Ao puxá-lo para cobrir o estádio com R$ 3 milhões, a gestão deixa os pés da saúde e da logística expostos ao frio da restrição orçamentária. A população, que usará o estádio aos fins de semana, é a mesma que precisará da ambulância ou da estrada na segunda-feira. E, pelos números de 2026, a prioridade foi dada ao fim de semana.

 

Leia também:

Emendas na ALMT: “caixa-preta” de R$ 226 milhões e deputados com “nota vermelha”

Advertisement

Nova Brasilândia empenha R$ 667 mil em festa enquanto MP de Contas aponta falha grave na educação infantil

Câmara de Peixoto gasta R$ 152 mil em 15 notebooks com configuração de ‘gamer’

Educação ambiental climática ganha força no brasil sob pressão de extremos

VÁRZEA GRANDE

Parceria entre Saúde de Várzea Grande e Rotary 4440 reforça atendimento pré-natal nas UBSs com novos sonares obstétricos

Published

on

Em parceria, Saúde de Várzea Grande e Rotary 4440 ampliam eficiência no atendimento pré-natal das UBSs

Um aparelho portátil e de fácil manuseio, mas que faz uma grande diferença no atendimento pré-natal realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande recebeu mais uma remessa de sonares obstétricos, equipamento de ultrassom portátil — também chamado de doppler fetal — utilizado para escutar e monitorar os batimentos cardíacos do bebê ainda no ventre materno. Mais uma vez, os equipamentos foram doados pelo Rotary Distrito 4440.

No mês passado, a entidade já havia entregue parte dos aparelhos à secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira. Com a nova remessa, o total de sonares obstétricos doados ao Município chega a 12 unidades.

Como destaca Valéria, trata-se de um equipamento portátil, porém essencial no acompanhamento da gestação, pois permite a escuta dos batimentos cardíacos do bebê, além da identificação de movimentos fetais. Por isso, é um importante apoio no acompanhamento de rotina e pode ser utilizado diretamente nos consultórios das unidades de saúde.

Leia Também:  Rotam prende suspeitos de roubo a chácara após perseguição em Cuiabá

“Ao permitir esse monitoramento, o aparelho auxilia na avaliação da saúde fetal, especialmente em situações que envolvam diminuição dos movimentos do bebê ou sangramentos. É um aliado da Atenção Primária e pode contribuir para salvar vidas. Além disso, possibilita um atendimento mais eficiente às gestantes várzea-grandenses que realizam o pré-natal pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirmou a secretária.

Advertisement

A entrega foi realizada pela presidente distrital do Rotary, Valdete Antiqueira, acompanhada pela diretoria da instituição. Os equipamentos foram adquiridos por meio de recursos de subsídio distrital e irão auxiliar os profissionais de saúde no acompanhamento das gestantes, contribuindo para um atendimento mais ágil, humanizado, eficiente e seguro.

Segundo a secretária Valéria Nogueira, a parceria entre o poder público e instituições da sociedade civil fortalece a assistência prestada à população. “Esses equipamentos chegam para ampliar a qualidade do atendimento nas UBSs e garantir mais eficiência no acompanhamento pré-natal das nossas gestantes”, destacou.

Leia Também:  Polícia prende homem que vendia celulares furtados no WhatsApp

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

Advertisement

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA