conheça outras alternativas
Solução apresentada pelo Governo do Estado para “Portão do Inferno” impõe a destruição de sítio arqueológico, veja fotos e vídeos
A solução apresenatada pelo Governo do Estado de Mato Grosso/MT para os deslizamentos ocorridos no “Portão do Inferno”, no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, é a destruição completa do morro onde existe, além da importância paisagística e ambiental, um valioso sítio arqueológico com inscrições de aproximadamente 5 mil anos.
Veja imagens exclusivas do sítio arqueológico feitas pelo repórter fotográfico Rogério Florentino. A visita foi supervisionada por um agente do ICMBIO.
- Rogerio Florentino
- Rogerio Florentino
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- Rogerio Florentino
- Rogerio Florentino
- Rogerio Florentino
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- Rogerio Florentino
- Rogerio Florentino
- Rogerio Florentino
- Rogerio Florentino
- Rogerio Florentino
A retiarada do morro destruirá completamente esse sítio e toda a espécie da fauna e folha do local.
Veja o vídeo produzido pelo Governo explicando a obra:
A decisão foi tomada pelo valor e menor complexidade, ignorando completamente e valor paisagístico, histórico e cultural do local. Abaixo podemos ver imagens do morro como está hoje, soberano, imenso, repleto de vida, símbolo da diversidade e do tempo, as imagens são de autoria do repórter fotográfico Rogério Florentino.
No vídeo abaixo é possível ter noção da localização do sítio arqueológico em relação ao morro que o Governo do Estado quer demolir:
Em um documento que faz parte do processo do IPHAN, ao qual o a redação do conexaomt teve acesso, assinado por vários profissionais especialistas, é descrito claramente que o sítio arqueológico irá desaparecer e que a paisagem será afetada imensamente, entretanto, sob o pretexto da urgência, e principalmente do menor valor, a solução apontada foi a destruição do morro por completo. Foi feita uma hierarquisação de importâncias sendo que a preservação do patrimônio arqueológico e o impacto ambiental ficaram no fim da lista de importância, cedendo espaço, por exemplo, ao chamado “impacto socioeconomico.
Em primeiro lugar na hierarquização foi considerada a função de segurança do usuário, sob a condição de se evitar o risco aos usuários, devido ao acidente pelo escorregamento e rolagem de blocos. Em segundo lugar de importância, ficou o impacto socioeconômico, devido as interrupções de tráfego na rodovia MT-251, em função da situação de risco no Portão do Inferno, com todas as consequências conhecidas dessa medida: aumento de custos de transportes e do tempo nas rotas de desvio, redução do número de turistas, entre outras. A preservação do patrimônio arqueológico e o impacto ambiental,
ocuparam respectivamente o terceiro e quarto lugares de importância.
Segundo laudo arqueológico que consta no mesmo processo, menos da metade dos sítos arqueológicos da região de Chapada dos Guimarães estão mapeados e registrados.
“O município de Chapada dos Guimarães possui, segundo o Cadastro Nacional de Sítios Arqueológico, 105 sítios arqueológicos conhecidos. Contudo, apenas 51 desses sítios estão registrados no Sistema de Conhecimento e Gestão, SICG/IPHAN, ou seja, possuem dados de localização georreferenciada.”.
Ou seja, a destruição de morros definitivamente não é a melhor maneira de resolver os problemas da região e lidar com os bens arqueológicos existentes.
O potencial turístico
O laudo aponta o alto potencial turístico dos sítios arqueológicos, o que poderia trazer benefícios econômicos e ter pouco ou nenhum impacto mabiental no local.
Segundo Maria Lúcia Pardi, arqueóloga da equipe do Projeto:Caracterização e Diretrizes Gerais de Uso dos Monumentos Naturais e Culturais da Região de Chapada dos Guimarães, realizou um levantamento arqueológico com uma vasta descrição, sugestões de uso e de preservação de várias localidades arqueológicas com potencial para o turismo na região de Chapada dos Guimarães…a Chapada dos Guimarães se configura como uma área de grande potencial arqueológico que conta a história de grupos humanos desde a pré-história até o período colonial guardando importantes dados para compreendermos o modo de vida e a cultura desses povos que habitaram ou passaram por essa região ao longo dos tempos, continua a laudo arqueológico.
A saída do Estado
Ao contrário do parecer técnico que leva em conta toda riqueza histórica e potencial turístico de Chapada dos Guimarães, o Estado de Mato Grosso pretende construir um “Belvedere”no local do sítio arqueológico destruído.
Caracterização do sítio arqueológico do Portão do Inferno
O sítio Portão do Inferno se configura como um abrigo rupestre composto por pinturas e gravuras num grande afloramento rochoso, o mesmo afloramento onde se situa o sítio da Salgadeira, localizado no fundo do vale do rio Claro. O sítio está cercado por vegetação alta, e a oeste encontra‐se uma grande parede rochosa na qual se encontram os 2 últimos painéis rupestres. Os motivos mais recorrentes são os motivos geométricos e os tridígitos, que lembram pegadas de pássaro (WESOLOWSKI et al 2022).
Existem outras opções?
Conforme o estudo realizado, que consta no processo do IPHAN, foram avaliadas várias possibilidades para resolução do problema, e ,ao final, foram destacadas 04. Além da escolhida pelo Esatdo de Mato Grosso, que é a destruição do sítio arqueológico e retirada do morro, impactando definitivamente no meio ambiente e na paisagem locais, foram avaliadas:
Construção de um túnel com de aproximadamente 100m, conforme figura abaixo:
Contrução de uma ponte com extensão aproximadamente 500 m.
A construção de um Falso Túnel.
E, por fim, foram escolhidas duas maneiras de resolver o problema, dentre as soluções acima destacadas, a que se mostrou melhor desempenho, menor custo, impacto e prazo foram o túnel e o retaludamento[destruição do sítio arqueológico e retirada completa do morro].
Ao final, optou-se pela destruição do sítio arqueologico e da retirada do morro por “falta de mão de obra”.
Neste caso pesou-se a decisão pela indicação do retaludamento devido a disponibilidade e expertise de mão de obra, principalmente no tempo de execução sendo a menor delas, gerando assim um ganho social relevante e custo final da execução.
Algumas perguntas devem ser feitas: que empresa esta dispoível para o retaludamento? de quem é essa empresa? a que grupo essa obra beneficia? Estas e outras perguntas serão respondidas em outras matérias que publicaremos em breve.
O outro lado
Esta matéria foi feita consultando documentos públicos, qualquer manifestação ou nota será incluída aqui.
Sorriso
Proprietários de mais de 550 veículos removidos tem dez dias para quitar débitos
Proprietários de veículos removidos pela Polícia Militar e Guarda Municipal de Trânsito tem dez dias para quitar débitos e realizar a retirada. O prazo estipulado pelo edital n.º 001/2026 passa a contar a partir de hoje, 06 de maio. No total são 559 veículos apreendidos; são automóveis e motocicletas que foram apreendidos por situação irregular ou por irregularidades quanto aos condutores.
“Os veículos removidos estão nos pátios credenciados (PH Auto Socorro e SG – Silva e Gheller) e os proprietários podem retirá-los mediante a devida regularização e a quitação dos débitos a eles vinculados”, frisa o gestor da Semsep, Adriano Denardi.
Vale ressalta que caso os proprietários não regularizem a situação para a retirada dos veículos, estes podem ser incluídos em procedimento de alienação por leilão, decorrido o prazo legal, conforme legislação em vigor.
O edital com a lista completa dos veículos pode ser visualizado nesse link.
Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT
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