Pesquisar
Close this search box.

Fé, humor e polêmica: padre nega sacramentos a bebês reborn e incendeia debate online sobre os limites do realismo e da devoção.

Padre e a controvérsia dos bebês reborn: sem batismo para bonecas

Padre Chrystian viraliza ao declarar que não batiza bebês reborn, sugerindo apoio psicológico para quem busca tais serviços religiosos para bonecas.

Publicado em

Padre nega batismo bebês reborn
Padre Chrystian esclarece, com bom humor, a impossibilidade de realizar cerimônias religiosas para bonecas reborn, direcionando a questão para âmbitos da saúde mental ou responsabilidade do fabricante.

Pároco com milhões de seguidores usa bom humor e nota de esclarecimento para abordar polêmica e diverte a internet; entenda o caso que mistura fé, realismo e uma dose de bizarrice.

Um padre católico, conhecido por sua forte presença nas redes sociais, causou um verdadeiro alvoroço virtual no último sábado (17) ao se posicionar sobre a crescente e controversa moda dos bebês reborn. Com nada menos que 3,7 milhões de seguidores no Instagram, o padre Chrystian Shankar publicou uma “Nota de Esclarecimento” carregada de bom humor para delimitar as fronteiras da fé e do realismo exacerbado das bonecas.

Na postagem, que rapidamente ganhou a internet, o religioso detalhou os serviços que não realiza, afirmando: “Não estou realizando batizados para bonecas Reborn ‘recém-nascidas’. Nem atendendo ‘mães’ de boneca Reborn que buscam por catequese. Nem celebrando Missa de Primeira Comunhão para crianças Reborn. Nem oração de liberação para bebê possuído por um espírito Reborn. E, por fim, nem missa de 7º dia para Reborn que arriou a bateria.” A declaração, repleta de ironia, concluía com uma orientação direta e já famosa: “Essas situações devem ser encaminhadas ao psicólogo, psiquiatra ou, em último caso, ao fabricante da boneca.”

Assista ao vídeo no final da matéria

A repercussão: entre o humor e a incredulidade

A reação à postagem do padre Chrystian foi massiva e imediata. Enquanto alguns internautas, em tom de piada, alertavam que o religioso poderia ser acusado de “rebornfobia” ou até mesmo denunciado ao “conselho tutelar Reborn”, outros aproveitavam o ensejo para oferecer, com bom humor, serviços de babá para os bebês de silicone.

Advertisement

No entanto, por trás das risadas, muitos seguidores também expressaram incredulidade diante da ideia de que algumas pessoas realmente buscam rituais religiosos para bonecas. A polêmica em torno dos bebês reborn, que se intensificou nas últimas semanas, parece ter atingido um novo patamar com a manifestação do padre. Até o início da tarde de sábado, a postagem original já acumulava impressionantes 306 mil curtidas e ultrapassava a marca de 25 mil comentários, evidenciando o quanto o assunto mexeu com o público.

Leia Também:  CBF confirma permanência de Ancelotti na Seleção Brasileira

Sátira em família: quando a mãe entra na brincadeira

Para além do post inicial, o padre Chrystian também apostou no audiovisual para tratar do tema. Em um vídeo de sátira, que já alcançou a marca de 2 milhões de visualizações, ele contracena com sua própria mãe. No esquete, a mãe do religioso interage com o filho como se ele fosse um bebê reborn, tecendo elogios e descrevendo suas supostas qualidades.

“É alegre, divertido”, diz ela no vídeo, enquanto o padre permanece imóvel em diversas poses. “Gosta de brincar, gosta de jogo. A bola. Gosta até de ver desenho animado para poder dormir. Ama mingau de aveia.” Em outro trecho, a mãe do padre afirma que o “bebê” “fica tão emocionado com a minha presença que os olhinhos começam a encher de lágrima.”

A sátira continua com a mãe exaltando a “companhia” proporcionada pela boneca: “É uma ótima companhia”, “Eu não tenho mais momento de solidão. Eu tenho uma companhia.” O vídeo se encerra com uma recomendação irônica: “E você também que anda tão sozinho, tão preocupado, tão vazia, peça de presente o bebê reborn, ele é fantástico.”

Leia Também:  Polícia Civil prende jovem de 18 anos por roubo em Terra Nova do Norte

Para entender melhor: o que são bebês reborn?

Os bebês reborn são bonecas artesanais feitas com um alto grau de realismo, buscando imitar em detalhes a aparência de um bebê humano de verdade. Feitas geralmente de vinil e silicone, elas possuem peso, tamanho, cabelos e até veias pintadas à mão para se assemelharem o máximo possível a recém-nascidos ou crianças pequenas.

Advertisement

A prática de colecionar ou tratar essas bonecas como bebês reais tem gerado debates acalorados. Enquanto alguns defendem o hobby como uma forma de expressão artística, terapia ou simplesmente afeto, outros criticam o que consideram um comportamento excessivo e até mesmo preocupante, especialmente quando envolve a busca por rituais religiosos ou a substituição de relações humanas por objetos. A manifestação do padre Chrystian, embora bem-humorada, joga luz sobre essa discussão cada vez mais presente na sociedade contemporânea. E você, o que pensa sobre isso?

Assista ao vídeo:

Leia mais: Operação mira desvio de R$ 22 milhões e expõe elo entre Metamat, servidor da ALMT e Sedec

Leia também: Como as mudanças climáticas ameaçam o combate à fome e a urgência de uma abordagem precaucionária no direito agrário

Advertisement

Quer se informar sobre meio ambiente em MT? Ouça o Pod Lupa na mata (clique na imagem):

DESTAQUE

Denúncia de fraude em cotas na UFMT alcança vaga no curso de Direito

Published

on

Universidade cruza históricos e registros de matrícula de estudante que deixou Psicologia para assumir vaga reservada no Sisu 2026

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) abriu apuração sobre uma denúncia anônima de fraude em cotas na UFMT envolvendo uma vaga do curso de Direito, preenchida pelo Sisu 2026 na modalidade reservada a pretos, pardos e indígenas de baixa renda egressos de escola pública. A análise, iniciada na semana de 23 de julho, cruza históricos, datas de matrícula e registros de desligamento da estudante, que havia ingressado em Psicologia em 2024. Os auxílios estudantis recebidos por ela desde 2025 também entraram na verificação.

O que a denúncia questiona

A estudante entrou na universidade em 2024, no curso de Psicologia. Em 2026, disputou nova vaga pelo Sisu e foi convocada para o curso de Direito no período noturno, com nota 656,76, dentro da modalidade LB_PPI. Essa faixa de reserva combina três exigências simultâneas: renda familiar de até um salário mínimo por pessoa, ensino médio cursado integralmente em escola pública e autodeclaração como preta, parda ou indígena.

A denúncia, apresentada de forma anônima, põe em dúvida o preenchimento desses critérios. A universidade examina agora o percurso completo da aluna entre os dois cursos, incluindo as datas de cada matrícula e as condições declaradas em cada ingresso.

Em resposta, a instituição informou que a matrícula em Direito está regular e que o vínculo com Psicologia foi encerrado depois de um pedido de desistência da própria estudante. O desligamento tem amparo em regra federal. A Lei 12.089, de 2009, veda que uma mesma pessoa ocupe duas vagas ao mesmo tempo em instituições públicas de ensino superior. O que a apuração busca esclarecer é se a sequência de ingressos respeitou, em cada etapa, os requisitos da reserva de vagas. A matrícula em Direito produziu efeitos acadêmicos ao longo de todo o primeiro semestre de 2026.

Advertisement

Auxílios também entram na análise

A verificação não se limita à vaga. A estudante foi contemplada no programa de alimentação voltado a ingressantes por ações afirmativas, na nona chamada do edital 08/PRAE/2025, da área de assistência estudantil da universidade, e teve benefício do Programa de Assistência Estudantil renovado no segundo semestre de 2025.

Leia Também:  CBF confirma permanência de Ancelotti na Seleção Brasileira

Esses repasses integram o objeto da apuração porque o acesso ao programa de alimentação decorre justamente do ingresso por ação afirmativa, a mesma condição que a denúncia põe em dúvida.

Denúncias de fraude em cotas na UFMT cresceram 75% até 2020

O caso atual se soma a um histórico que a própria universidade registrou. Em resposta a pedido feito com base na Lei de Acesso à Informação, a UFMT contabilizou 40 denúncias de fraude em cotas em 2019 e 70 somente entre janeiro e meados de julho de 2020, crescimento de 75% de um período para o outro.

Até agosto daquele ano, nenhum processo de responsabilização havia sido aberto pela instituição. As suspeitas da época se concentravam principalmente no curso de Medicina e alcançavam também outras graduações, entre elas Psicologia e Enfermagem. Parte dos relatos chegou à universidade depois de circular em perfis de redes sociais que reuniam denúncias feitas por estudantes.

Houve ainda casos encerrados sem exame do mérito. Quando o denunciado não chegava a apresentar os documentos e efetivar a matrícula, a universidade arquivava a apuração por entender que ela havia perdido o objeto: sem vaga ocupada, nada restaria a rever.

Advertisement

À época, a universidade atribuiu a demora nas conclusões à pandemia, que suspendeu as avaliações presenciais das comissões responsáveis pela checagem dos casos.

Leia Também:  EXCLUSIVO:Mato Grosso mata mais mulheres por serem mulheres;revela anunário

Como a verificação funciona

A porta de entrada das cotas é a autodeclaração do candidato, complementada por dois filtros distintos. As exigências de renda e de escola pública se comprovam com documentos: comprovantes de rendimento da família e histórico escolar. Já o critério racial passa pela comissão de heteroidentificação, colegiado que confere se as características visíveis do candidato correspondem à autodeclaração e que ouve a versão do denunciado antes de qualquer conclusão.

A base legal do sistema é a Lei 12.711, de 2012, atualizada em 2023 pela Lei 14.723. A norma alcança as instituições federais de ensino superior de todo o país, entre elas a UFMT. Pela regra em vigor, metade das vagas de cada curso e turno das instituições federais é reservada a quem cursou todo o ensino médio em escola pública. Dentro dessa reserva, metade se destina a estudantes com renda familiar de até um salário mínimo por pessoa, corte que antes era de um salário mínimo e meio.

A mesma atualização incluiu os quilombolas no grupo contemplado e manteve o critério demográfico: em cada instituição federal, a proporção de vagas para pretos, pardos, indígenas e quilombolas segue a participação desses grupos na população do estado onde fica a universidade, medida pelo último censo do IBGE. A regra vale igualmente para as vagas destinadas a pessoas com deficiência, que integram o mesmo dispositivo da lei.

Confirmada a irregularidade, o estudante pode perder a vaga. Na UFMT, o rito prevê que o denunciado seja ouvido pela comissão antes da decisão final.

Advertisement

A apuração do caso de Direito segue em curso e sem prazo divulgado para conclusão. A universidade finaliza o cruzamento dos registros acadêmicos da estudante, e o resultado definirá os encaminhamentos sobre a vaga e sobre os auxílios recebidos.

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA