SAÚDE
Estudantes participam de imersão federal em gestão do SUS no Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde recebe em Brasília (DF), até sexta-feira (17), estudantes da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo para uma imersão federal sobre o funcionamento da gestão do Estado brasileiro. A atividade, que teve início na segunda-feira (13), tem como objetivo proporcionar que os estudantes entendam o ciclo das políticas públicas, desde a sua criação e implementação até a análise de resultados e desafios práticos.
A metodologia da atividade prevê perguntas problematizadoras para que os alunos possam propor soluções para os principais desafios enfrentados pela saúde pública no país na atualidade. Serão trabalhados temas como financiamento e governança do SUS, além de compras governamentais e judicialização em saúde.
O secretário-executivo da pasta, Adriano Massuda, deu as boas-vindas aos alunos e fez uma contextualização da gestão federal do SUS. Apontou os principais avanços alcançados na gestão vigente, como a retomada de políticas e programas estratégicos, em especial, a ampliação do acesso à atenção especializada, com o programa Agora Tem Especialistas, como também pontuou os principais desafios atuais.
“Avançamos em muitas frentes, mas alguns desafios ainda persistem. Assim, contamos com o apoio dos futuros administradores públicos, desde já, a construir soluções tecnológicas e inovadoras para tornar o SUS cada vez mais universal, integral e com equidade”, defendeu.
A iniciativa integra uma disciplina do curso de Administração Pública da FGV e tem como dinâmica divisão em grupos e alocação dos estudantes em diferentes órgãos públicos federais, como ministérios ou agências reguladoras. Neste semestre, a turma está dividida entre o Ministério da Educação (MEC), o Ministério da Saúde (MS) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
“Para além de adquirir conhecimento técnico, a imersão é importante para que os alunos observem o cotidiano do gestor público federal e, assim, possam compreender as complexidades do dia a dia da administração pública”, relatou André Guzzi, vice-coordenador do curso de graduação em Administração Pública da FGV.
Antes da viagem para Brasília, o grupo responsável pela temática da saúde pesquisou sobre a atuação do Ministério da Saúde na gestão federal do SUS. Ao final da semana de imersão, os estudantes apresentarão os aprendizados em uma banca avaliadora, incluindo professores da FGV e membros do ministério.
Além da imersão federal, o curso de Administração Pública da FGV conta ainda com outras etapas práticas para formar uma visão completa da gestão, desde etapas imersivas em níveis da gestão municipal e estadual, até uma conexão internacional com países do hemisfério sul.
Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Brasil reduz casos de dengue em 75% e avança no controle de doenças infecciosas
Os casos de dengue no Brasil seguem em queda. Em 2026, até agora, o país registrou redução de 75% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram apresentados na noite desta terça-feira (14/4), em Brasília, durante a 18ª edição da Expoepi, um dos principais eventos de vigilância em saúde do país. O cenário também indica avanços no controle de outras doenças infecciosas, como malária e doença de Chagas.
“Mesmo com esses avanços, a dengue ainda é a doença que mais nos desafia. Sabemos que há uma grande expectativa em relação à produção de vacinas e ao desenvolvimento de novas alternativas tecnológicas, e seguimos trabalhando para ampliar cada vez mais as ferramentas de prevenção e controle”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
De janeiro a 11 de abril, foram registrados 227,5 mil casos prováveis de dengue no país, bem abaixo dos 916,4 mil no mesmo período de 2025. A queda segue uma tendência observada desde o ano passado, quando o total chegou a 1,7 milhão, após o pico de 6,6 milhões registrado em 2024.
O resultado reflete o fortalecimento das ações coordenadas entre o Ministério da Saúde, estados e municípios. Entre as estratégias, está a ampliação do uso de ovitrampas, presente em 1,6 mil municípios, com previsão de chegar a 2 mil até o fim deste ano. Também avançam o uso de insetos estéreis irradiados e a expansão do método Wolbachia, prevista para 72 municípios prioritários.
Na vacinação, mais de 1,4 milhão de doses foram aplicadas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que recebe a vacina desde 2024. Neste ano, o Ministério da Saúde passou a ofertar a vacina nacional de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan, para três municípios-piloto, para a faixa etária de 12 a 59 anos. Profissionais de saúde também recebem a vacina, que soma mais de 300 mil doses aplicadas.
Menor número de casos de malária em quase 50 anos
Em 2025, o Brasil registrou o menor número de casos de malária desde 1979, com queda de 15% em relação ao ano anterior. Os casos recuaram 30%, com redução, principalmente em territórios indígenas. As mortes caíram 28%, passando de 54 para 39. Na Terra Indígena Yanomami, a redução foi de 22% nos casos e de 80% nos óbitos.
O resultado está associado à ampliação do diagnóstico e do tratamento. Mais de 25 mil pacientes foram tratados com tafenoquina, e a versão pediátrica começou a ser ofertada em 2026. Também houve intensificação da busca ativa e aumento na oferta de testes rápidos.
Durante a Expoepi, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entregou o selo bronze de Boas Práticas para eliminação da malária a cinco municípios de Rondônia: Porto Velho, Candeias do Jamari, Guajará-Mirim, Itapuã do Oeste e Cujubim. O reconhecimento indica o cumprimento de critérios de qualidade nas ações de vigilância, diagnóstico, tratamento e controle da doença.
Dia Mundial da Doença de Chagas
O Ministério da Saúde anunciou incentivo de R$ 11,7 milhões para fortalecer a vigilância entomológica da doença de Chagas em 155 municípios de 17 estados. A medida prioriza áreas com maior risco e vulnerabilidade e apoia ações de monitoramento de vetores e resposta a focos.
Entre 2023 e 2025, a distribuição de testes e medicamentos para a doença cresceu mais de 130%, ampliando a capacidade de detecção e vigilância. No mesmo período, a rede diagnóstica de malária foi fortalecida com a aquisição de 1,15 milhão de testes rápidos, especialmente para áreas de difícil acesso, volume seis vezes maior que o registrado em 2022.
Também durante a abertura da Expoepi, foram reconhecidos os municípios de Anápolis e Goiânia, em Goiás, com selo bronze de boas práticas para eliminação da transmissão vertical da doença.
Brasil Saudável
O Programa Brasil Saudável consolida a estratégia do país para eliminar doenças como problema de saúde pública até 2030, alinhada à Agenda 2030. Durante a Expoepi, foram destacados resultados como a certificação da eliminação da filariose linfática, em 2024, e da transmissão vertical do HIV, em 2025. O programa também contribuiu para a redução de casos de malária, queda de óbitos por aids e mudança na tendência de crescimento da sífilis congênita.
A iniciativa está presente em 25 estados, no Distrito Federal e em 207 municípios prioritários. Entre os avanços, estão a ampliação do uso de testes rápidos, a incorporação de novas tecnologias diagnósticas, como o duoteste HIV e sífilis e testes
moleculares para tuberculose, além da expansão do acesso ao tratamento, incluindo a tafenoquina em 184 municípios e 16 Distritos Sanitários Especiais Indígenas. Também foram incorporadas medidas como a notificação compulsória de HTLV e hepatite B em gestantes e crianças.
Saúde na Escola
Ainda durante a abertura da Expoepi, o ministro Padilha apresentou a campanha e anunciou o início da vacinação no âmbito do programa Saúde na Escola. Em 2025, a ação ampliou o acesso à vacinação, com mais de 1,6 milhão de doses aplicadas em ambiente escolar. A estratégia fortalece a articulação entre educação e atenção primária e contribui para reduzir desigualdades no acesso aos serviços de saúde.
Para 2026, estão previstos R$ 150 milhões para a estratégia de vacinação nas escolas e outras ações prioritárias de imunização no SUS. A mobilização nacional começa em 24 de abril e segue até 30 de maio, com foco na atualização da caderneta vacinal de crianças e adolescentes.
Expoepi
A Expoepi acontece em Brasília entre os dias 13 e 17 de março e reúne experiências do SUS voltadas à prevenção e ao controle de doenças. Nesta edição, o evento tem como eixo “Saúde e Mudanças Climáticas” e promove o intercâmbio de estratégias e práticas adotadas em todo o país.
A programação inclui apresentação de pesquisas, iniciativas de vigilância e experiências bem-sucedidas nos territórios. O evento também conta com uma exposição dedicada à doença de Chagas, com conteúdos educativos sobre prevenção, diagnóstico e tratamento, voltados a profissionais de saúde e à população.
Amanda Milan
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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