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SAÚDE

Minha História Sem Filtro: Ministério da Saúde convida população a contar sua história sobre os desafios de parar de fumar

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O Ministério da Saúde quer ouvir a população sobre os desafios de parar de fumar. A ação “Conte o que o cigarro não mostra” convida fumantes, ex-fumantes, familiares e outras pessoas que convivem com o problema a compartilhar experiências sobre os efeitos do consumo de cigarro na sua rotina, na qualidade de vida e na saúde. Para participar, basta acessar a página #MinhaHistóriaSemFiltro no Portal da Saúde e preencher o formulário contando a sua história. As informações coletadas vão ajudar a definir novas imagens e mensagens que serão utilizadas nas embalagens de cigarros, além de contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas de combate ao tabagismo. 

As imagens estampadas nas embalagens de cigarros mostram algumas das consequências do tabagismo. Mas há impactos que nenhuma fotografia consegue retratar: as mudanças na rotina, na convivência com familiares e amigos, nas relações afetivas e no dia a dia de quem fuma e de quem convive com o tabagismo. São essas experiências, que não aparecem nas embalagens, que a ação busca conhecer por meio dos relatos da população. 

Com essa ideia, a ação abre um canal direto de escuta para fumantes, ex-fumantes, familiares e qualquer cidadão que queira contribuir. Cada depoimento ajuda o poder público a enxergar o tabagismo de forma mais ampla e humana, para além dos números. Ao compartilhar sua experiência, a população contribui diretamente para as próximas ações do Ministério da Saúde na área. 

Os relatos poderão ser enviados até novembro por meio do formulário disponível no site da ação. Também será possível acessar o formulário pelo QR Code divulgado pelas redes sociais do Ministério da Saúde até o fim de setembro. A ação conta com o apoio da Comunicação da Anvisa. 

Aumenta o número de pessoas que buscam apoio no SUS para parar de fumar 

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Levantamento do Ministério da Saúde divulgado neste ano trouxe um alerta: após quase 20 anos de queda, o número de fumantes no Brasil voltou a crescer. Em 2024, 11,7% da população adulta fumava, segundo dados do Vigitel, inquérito nacional sobre fatores de risco para doenças crônicas. Apesar do avanço em relação ao início da série histórica – em 2006 eram 15,7% de fumantes – o percentual está acima dos 9,2% de fumantes registrados em 2023. 

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Também cresceu o número de pessoas que buscam por apoio e tratamento para parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde do SUS – foram 2,1 milhões de pessoas atendidas em 2025. Esse número era 1 milhão em 2022 e de 351 mil em 2015. O tratamento é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde e inclui acompanhamento individual ou em grupo, orientações para lidar com a dependência e, quando indicado pelos profissionais de saúde, medicamentos para reduzir os sintomas da abstinência, como adesivos e gomas de nicotina e bupropiona. A porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde (UBS), onde o cidadão pode buscar informações sobre a oferta do tratamento em sua região. 

O cuidado à pessoa tabagista envolve etapas de identificação e busca ativa, acolhimento, avaliação clínica e do grau de dependência, definição e implementação do plano terapêutico (individual ou em grupo) e monitoramento da evolução clínica, manejo de recaídas e reforço das estratégias de cessação. 

Combate ao tabagismo no Brasil 

O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina e está associado a mais de 50 doenças, entre elas diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias. No Brasil, o cigarro é responsável por cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão e está relacionado a milhares de mortes prematuras todos os anos. 

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O Brasil é reconhecido internacionalmente pela adoção de um conjunto abrangente de políticas públicas de controle do tabaco, alinhadas à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT/OMS). Entre as medidas estão a proibição da propaganda de produtos de tabaco, a restrição do fumo em ambientes coletivos fechados e a adoção de advertências sanitárias com imagens e mensagens nas embalagens de cigarros. Essas medidas atuam em diferentes frentes, desde a prevenção da iniciação até a proteção da população contra a exposição à fumaça e o estímulo à cessação. 

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Prevalência de fumantes é maior entre homens 

A prevalência de fumantes entre homens caiu de 19,5%, em 2006, para 13,9%, em 2024. Contudo, em 2023, o percentual entre a população adulta masculina era de 11,6%. Entre as mulheres, o cigarro fazia parte da rotina de 12,4% delas, em 2006, e agora, em 2024, o percentual é de 9,5%. Em 2023, o índice era de 7,3% entre elas.   

A frequência de adultos que fumam ou utilizam dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) passou de 2,3%, em 2019, para 2,4%, em 2024. Entre jovens de 18 a 24 anos, passou de 7,4%, em 2019, para 10,1%, em 2024, o maior índice da série histórica para essa faixa etária. O avanço do uso de DEF, especialmente entre jovens, representa um desafio adicional para as ações de prevenção e controle do tabagismo no país.

Conheça a campanha: Conte o que o cigarro não mostra

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Amanda Milan
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

SAÚDE

Malária: com medicamento inovador, Brasil registra menor número de casos em quase 50 anos

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Em 2025, o Brasil registrou redução de 30% nas mortes por malária e de 30,7% nos casos da forma mais grave da doença. As mortes passaram de 56, em 2024, para 39. No mesmo período, foram registrados 118.037 casos de malária contraídos no território nacional, 15% menos que em 2024 e o menor número desde 1978. Os dados refletem o início da oferta da tafenoquina no SUS, medicamento em dose única usado a partir de 2024 para prevenir novas manifestações da malária, além da ampliação do diagnóstico, da oferta de testes e do tratamento adequado. 

Os resultados foram apresentados nesta segunda-feira (17), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Brasília, no 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), que reúne profissionais e pesquisadores para discutir doenças tropicais, entre elas a malária. Durante a programação, o ministro abordou as metas do Brasil Saudável, que prevê eliminar ou reduzir, como problema de saúde pública doenças e infecções de transmissão vertical até 2030, incluindo a malária. 

Entre os principais avanços nos tratamentos disponíveis no SUS está a tafenoquina, incorporada em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso de 35 quilos ou mais e cuja oferta começou em 2024. Administrado em dose única, o medicamento tem ação prolongada e ajuda a evitar que a doença volte a se manifestar. O medicamento foi utilizado por mais de 33,7 mil pessoas até junho de 2026. Desse total, 3.920 tratamentos foram registrados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). 

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“Chegamos à menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos na nossa história. Em 2025, tivemos uma redução de mais de 50% dos óbitos por malária e registramos o menor número de internações pela doença, com 39 pessoas internadas. O Brasil passa a ser o primeiro país do mundo a incorporar a tafenoquina ao tratamento da malária. Esses avanços reforçam nosso compromisso de perseguir as metas do Programa Brasil Saudável e fazer com que, até 2030, ninguém mais morra de malária no nosso país”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Além disso, desde março de 2026, a tafenoquina também está disponível em uma formulação para crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes haviam recebido o tratamento no país.  

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Saúde indígena 

No Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, por exemplo, 1.515 pessoas receberam tratamento com tafenoquina. Entre março e junho de 2026, as recaídas de malária caíram 61,9% em relação ao mesmo período de 2025. Entre janeiro e julho, os casos da doença diminuíram 55%, passando de 17 mil para 7,6 mil, na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

Diferentemente de outras infecções, a malária causada pelo tipo mais comum pode voltar a se manifestar após o tratamento. Para enfrentar esse desafio, o SUS passou a contar com a tafenoquina, medicamento administrado em dose única que atua sobre a forma do parasita que permanece no fígado e pode provocar novos episódios da doença. A inovação simplifica o tratamento, amplia as possibilidades de adesão e contribui para reduzir as recaídas, especialmente em comunidades de difícil acesso, como as indígenas. 

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Atualmente, a formulação pediátrica da tafenoquina está disponível em 54 municípios e 17 DSEIs. Mais de 2,4 mil profissionais de saúde foram capacitados para utilizar o medicamento. 

Brasil Saudável 

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O Brasil Saudável, Unir para Cuidar reúne ações para eliminar ou reduzir, como problemas de saúde pública, 11 doenças e cinco infecções de transmissão vertical até 2030. Entre elas estão tuberculose, hanseníase, HIV/aids, malária, hepatites virais, tracoma, oncocercose, doença de Chagas, esquistossomose, geo-helmintíases e filariose linfática, além das infecções de transmissão vertical por sífilis, hepatite B, doença de Chagas, HIV e HTLV. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Saúde e envolve 14 ministérios. 

Entre as certificações obtidas estão a eliminação da filariose linfática, em setembro de 2024, e da transmissão vertical do HIV, em dezembro de 2025. A estratégia também acompanha doenças que estão próximas das metas de eliminação, considerando critérios definidos por organismos internacionais de saúde. 

Amanda Milan 
Deborah Novais 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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